segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

A estranha incompreensão de alguns e a absurda ausência de outros na assembleia municipal

Informação aos trabalhadores do município e à população em geral
A estranha incompreensão de alguns e a absurda ausência de outros na assembleia municipal

A CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV apresentou na assembleia municipal de Ponte de Lima um conjunto relevante de sugestões e de exigências de resolução sobre condições de trabalho e de direitos dos trabalhadores municipais e de defesa do serviço público municipal de higiene e limpeza.

É sabido que o município de Ponte de Lima, através do Instituto de Emprego e Formação Profissional, recorre aos programas Contratos Emprego-Inserção, e tem ao seu serviço, presentemente, largas dezenas de trabalhadores; estes "contratos” têm a validade de um ano e não podem ser renovados, mal acaba o contrato a Câmara Municipal tem recorrido ao expediente de pedir mais ao IEFP. Estes contratados não podem visar a ocupação de postos de trabalho, a verdade é que não é isso que acontece e tem vindo a acontecer, havendo um recurso sistemático a este expediente, em vez de contratarem estes trabalhadores, com os direitos e deveres inerentes ao trabalho por conta de outrem.

Estamos perante a desumanização do trabalho, a utilização de mão-de-obra barata, descartável, sem direitos básicos, como um contrato de trabalho, férias ou, nomeadamente, a possibilidade de virem a ser efectivos na Autarquia. É um sistema de usar e deitar fora, que destrói a dignidade dos trabalhadores CEI`S e não beneficia os serviços

A CDU considera não ter lógica o recurso aos Contratos Emprego-Inserção e plantou ao município, alicerçada no recente mapa de pessoal no qual existem vagas para assistente operacional, a necessidade imperiosa de pôr fim ao recurso a este expediente para suprir necessidades dos serviços. O Município de Ponte de Lima deve e tem todas as condições legais para de imediato abrir concursos para regularizar a situação precária destes trabalhadores e assim lhes abrir novos horizontes de vida e trabalho digno.

Na moção, apresentada a discussão e votação, em defesa do serviço público municipal e dos direitos dos trabalhadores contou com 20 votos a favor, 7 abstenções e incompreensivelmente fui chumbada com 32 votos contra de alguns eleitos e presidentes de junta de freguesia do CDS/PP; lamentavelmente não votaram por estarem ausentes da sala, cerca de 20 membros eleitos (número não exacto devido a uma ou outra falta).

Esta moção apresentava como fundamentos de deliberação; a carência de uma gestão abrangente e global em matéria de Serviços de Higiene e Limpeza e de Recursos Humanos da Câmara Municipal de Ponte de Lima, por isso era exigido ao município o reforço imediato dos meios humanos e financeiros para a melhoria da prestação dos serviços públicos municipais de recolha de resíduos sólidos por todo o Concelho e para a limpeza e higiene urbana; o melhoramento das instalações, para que os trabalhadores exerçam as suas funções condignamente; que os Serviços Camarários elaborem e implementem um programa de prevenção das Doenças Infecto-Contagiosas evitáveis pela Vacinação (Tétano, Hepatite B, Gripe, Hepatite A) e de outras infecções, a grupos profissionais de risco e nos casos em que a actividade envolva perigo de contágio;

E na mesma moção era recomendado ao Executivo Camarário que ao nível dos fardamentos dos trabalhadores dos serviços de higiene e limpeza seja assegurado o fornecimento do equipamento necessário para o exercício das suas actividades laborais; que os serviços municipais de higiene e limpeza nas várias artérias da urbe limiana, mereçam a necessária e empenhada atenção, para eliminar a sujidade das ruas, assim como a colocação de contentores de recolha de lixos em locais inapropriados;

Alertava ainda a moção para a situação caótica das instalações/estaleiros municipais de recolha de lixo e de limpeza e higiene urbana; que não dignificam o exercício da função dos trabalhadores destes sectores fundamentais para a defesa da saúde e bem-estar das populações e para a qualidade do meio-ambiente. Ao mesmo tempo denunciava a deplorável insuficiência de instalações/balneários que não permitem aos trabalhadores após a sua árdua e valiosa tarefa poderem tomar banho com água quente, o que põem em causa a sua integridade e saúde e a imagem e a dignidade dos serviços prestados pelo próprio Município.

A CDU – Coligação Democrática e Unitária – PCP/PEV, saúda os trabalhadores da Câmara Municipal que corajosamente exercem estas funções e pugnam pelos seus direitos laborais, defendem a manutenção dos postos de trabalho e de um serviço público municipal de qualidade para quem vive, trabalha e visita Ponte de Lima.

25Fev2017

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Em Arcozelo plano e orçamento outra vez chumbado


Em Arcozelo/Ponte de Lima, o plano e o orçamento da Junta de Freguesia é novamente chumbado

Na Sessão Extraordinária da Assembleia de Freguesia de Arcozelo de 10 de Fevereiro, o executivo da freguesia submeteu, depois de não ter sido aprovado na sessão ordinária de dezembro pelo órgão deliberativo, a apreciação e votação o Plano de Actividades e o Orçamento do ano de 2017, o qual fui novamente chumbado.
O eleito Comunista, Francisco Gomes, na sua intervenção sobre o tema, referiu: os argumentos apresentados na deliberação da Junta de Freguesia; não colhem. A CDU – Coligação Democrática e Unitária – PCP/PEV não embarca nas manobras de engenharia de gestão autárquica do Senhor Presidente da Junta de Freguesia e do seu Executivo.
Considerou ainda, Francisco Gomes, que a falácia dos investimentos a realizar em Arcozelo, não passam de isso mesmo, uma falácia. A maior parte dos investimentos são municipais e não investimentos da freguesia; e aludiu: não queremos assistir daqui a alguns meses a uma revisão orçamental com fundamentos de expurgar verbas desajustadas por serem investimentos realizados directamente pela Câmara Municipal como sucedeu na recente 2ª revisão do Orçamento do ano de 2016.
O eleito da CDU por uma questão de memória reproduziu alguns excertos da intervenção anterior relembrando então: a CDU como lhe assiste por direito da lei do estatuto do direito da oposição, prestou a sua colaboração unicamente no cumprimento do que estipula a lei e nada mais. Esta colaboração não poderia ser abusivamente interpretada de outra forma como pretendeu e pretende ainda o Sr. Presidente da Junta de Freguesia manipular conforme as conveniências do momento. Dizíamos também; analisados os documentos elaborados, a CDU manifesta que este plano e orçamento mais e outra vez não passa de um apêndice do Plano do Município de Ponte de Lima, está altamente depende do mesmo. E ainda; a CDU tal e qual como no ano anterior considera que os pressupostos evocados para empreendimentos estruturantes (pólo industrial do granito; desenvolvimento rural – agricultura e floresta e, outros) que têm sido ao longo dos anos apresentados como concretização real a curto prazo, adiados e repetidos ano a ano, revelam o fracasso da gestão autárquica da Junta de Freguesia.

O eleito comunista rematou a sua intervenção vincando; hoje, agora e sempre com a coerência que nos define continuamos a dizer: o Plano de Actividades e Orçamento para o ano de 2017 não está direccionado para a concretização de uma gestão autárquica verdadeiramente virada para as pessoas e os reais interesses da nossa Vila de Arcozelo. É um Plano e Orçamento que não merece a nossa concordância por estar assente em bases de pressupostos de consistência débil, e repito, virada unicamente para satisfazer interesses particulares e distanciada das pessoas e dos problemas reais da freguesia.
11Fev2017
O Gabinete de Imprensa da CDU


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

É inaceitável a exigência para os números de polícia em Arcozelo



INFORMAÇÃO
À POPULAÇÃO DA VILA DE ARCOZELO

A CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV na Vila de Arcozelo, Concelho de Ponte de Lima, considera que o aviso – Toponímia e Números de Polícia – emitido em 01 de Fevereiro de 2017 pela Junta de Freguesia é de uma falta de ética a todos os títulos gritante e preocupante já que a exigência de documentos comprovativos de quem é o proprietário da moradia e da composição do agregado familiar violam as garantias da salvaguarda da protecção de dados pessoais definidos por lei.

É inaceitável a exigência do Presidente da Junta de Freguesia de Arcozelo. Para que se saiba: os cidadãos e as cidadãs estão abrangidos pela lei de protecção de dados, todos e quaisquer dados relativos a pessoas singulares identificadas ou identificáveis; como por exemplo o nome, morada, correio electrónico, idade, estado civil, situação patrimonial em qualquer tipo de suporte; seja em papel, electrónico, informático, etc.; estão salvaguardados pela protecção de dados.

A CDU – Coligação Democrática Unitária considera abusivo e sem qualquer cabimento o procedimento da Junta de Freguesia que revela uma certa tendência de inquisidor-mor no processo actual de toponímia e números de polícia que vai ser extensivo a todos os lugares da Vila de Arcozelo.

No Concelho de Ponte de Lima existe o Regulamento de Toponímia Municipal, Placas e Números de Polícia aprovado por unanimidade em reunião da Câmara Municipal em 14 de Julho de 2008, no qual estão definidos os critérios e procedimentos quanto ao processo de toponímia e número de polícia. No regulamento municipal não é exigível qualquer tipo de documentação para atribuição do número de polícia.
Se a Junta de Freguesia está com problemas, de acordo com o regulamento, deve resolvê-los com a Câmara Municipal e não querer passar o ónus para os moradores da freguesia.

A toponímia, a par da numeração de polícia, representa uma referência geográfica de gestão do território que deve ser estável, não devendo ser influenciadas por critérios subjetivos ou factores de circunstância, deve pautar-se por critérios de rigor, coerência e isenção.

O Regulamento de Toponímia Municipal, Placas e Números de Polícia estabelece que o número de polícia será atribuído pelo sistema de medição métrico e que os interessados devem requerer à Junta de Freguesia ou à Câmara Municipal que informe qual o número que lhes está atribuído mediante o pagamento ou não conforme estiver determinado.

 A CDU em Arcozelo esclarece os moradores de que ninguém é obrigado a apresentar documentos comprovativos para a execução e atribuição do número de polícia pelo facto de estarem protegidos e abrangidos pela lei de protecção de dados.

09Fev2017

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

É deplorável a insuficiência de instalações/balneários para os trabalhadores da recolha do lixo e da limpeza urbana

No Município de Ponte de Lima é deplorável a insuficiência de instalações/balneários para os trabalhadores da recolha do lixo e da limpeza urbana

A CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV esteve recentemente nas instalações/estaleiros de recolha de lixo e de limpeza e higiene urbana, tendo deparado com uma situação caótica que não dignifica o exercício da função dos trabalhadores destes sectores fundamentais para a defesa da saúde pública das populações e para a qualidade do meio-ambiente.

É deplorável a insuficiência de instalações/balneários que chegam ao ponto de não terem condições para que os trabalhadores municipais no final da sua árdua e ingrata tarefa possam tomar banho com água quente, o que põem em causa a integridade e saúde dos trabalhadores e a imagem e a dignidade dos serviços prestados pelo próprio Município.

O PCP considera inadmissível a situação que se vive hoje na Câmara Municipal de Ponte de Lima em matéria de Recursos Humanos e de Serviços de Higiene e Limpeza. A estrutura local do PCP há muito que considera um caos a recolha de resíduos sólidos por todo o Concelho que constitui um dos elementos reveladores da inexistência de uma política ambiental integrada do município CDS/PP.

Reiteradamente afirmamos sempre e quando o for necessário, em Ponte de Lima é um imperativo a defesa do ambiente, ela é indissociável de uma política municipal integrada, nas suas diferentes esferas de actuação: o saneamento básico; o abastecimento de água; a recolha dos resíduos sólidos; os espaços verdes; linhas de água; ruído e poluição.

A eleita municipal da CDU anuncia desde já que estas questões irão ser alvo da apresentação de uma iniciativa na próxima reunião da assembleia municipal a realizar no mês de fevereiro para que o Executivo Camarário proceda ao melhoramento das instalações, de forma que os trabalhadores exerçam as suas funções condignamente.

Ponte de Lima 31 de Janeiro de 2017
O Secretariado da Comissão Concelhia de Ponte de Lima do PCP 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Jerónimo de Sousa em Viana do Castelo

Almoço do PCP, com a participação de Jerónimo de Sousa (Secretário Geral do PCP), 4 de Fevereiro (sábado), pelas 12:30h, na Escola Secundária de Monserrate em Viana do Castelo.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Deputada do PCP na Assembleia da República, Carla Cruz, deslocou-se a Arcozelo no Concelho de Ponte de Lima

Deputada do PCP na Assembleia da República, Carla Cruz, deslocou-se a Arcozelo no Concelho de Ponte de Lima e reuniu com associação ambientalista

A convite da “Verde Maiúsculo” Associação Cívica de Arcozelo no Concelho de Ponte de Lima, a deputada do PCP – Partido Comunista Português na Assembleia da República Carla Cruz reuniu no passado sábado – dia 14 de Janeiro – com esta associação ambientalista, tendo tomado conhecimento das preocupações elencadas em relação à ilegal instalação da Central de Produção de Betuminoso que a população da localidade de Arcozelo não quer ver instalada dado o grau de risco para a saúde pública e a qualidade do ambiente de uma industria poluente deste tipo.

Deslocou-se ainda a deputada pelo círculo eleitoral de Braga, Carla Cruz (o distrito de Viana do Castelo necessita da eleição de deputados da CDU), ao local da obra para a implantação desta monstruosidade poluente, tendo-se inteirado do andamento ilegal da obra clandestina sem loteamento que infringe o plano de urbanização das pedras finas.

Por sugestou da Comissão Concelhia de Ponte de Lima do Partido Comunista Português, em 07 de Dezembro do ano passado o Grupo Parlamentar do PCP através desta deputada formulou através de pergunta ao Ministério do ambiente, sobre a Instalação da central de betuminoso na freguesia de Arcozelo, Ponte de Lima, o seguinte:
“O Grupo Parlamentar do PCP teve conhecimento que a população da freguesia de Arcozelo, concelho de Ponte de Lima está contra a instalação da central de betuminoso naquela freguesia. De acordo com as informações recebidas, a posição da população radica no facto de a instalação daquela central violar o “Plano de Urbanização das Pedras Finas” e de o “terreno ainda ser formalmente do Município”, a que acresce o facto de “uma das linhas de água que passa pelo local já ter sofrido um aterro por parte da empresa.”, facto por si só obriga a “fiscalização por parte da Agencia Portuguesa do Ambiente.” Para além dos problemas acima referidos, a população receia que a “libertação de partículas e compostos orgânicos voláteis” possa ter consequências nefastas para a saúde dos moradores da freguesia.”

Assim, ao abrigo das disposições legais e regimentais em vigor, solicitou a deputada do PCP ao Governo, através do Ministério do Ambiente, em 07 de Dezembro passado, que sejam prestados os esclarecimentos necessários e irá agora avaliar outras possíveis iniciativas no âmbito da sua actividade no Parlamento da República Portuguesa.


Ponte de Lima, 16 de Janeiro de 2017 - O Secretariado da Comissão Concelhia do PCP 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A intervenção da CDU na relevante assembleia de freguesia para a história futura da Vila de Arcozelo

A intervenção da CDU na relevante assembleia de freguesia para a história futura da Vila de Arcozelo

Patrícia Moreira foi a representante da CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV na importante reunião de fim do ano da assembleia de Freguesia da Vila de Arcozelo, esta eleita desenvolveu um enorme e eficaz desempenho na clarificação e denúncia da gravosa gestão autárquica e política da Junta de Freguesia que está a conduzir para um beco sem saída o futuro da governação autárquica na freguesia.

Esta representante da CDU abordou temas da maior importância para a vida futura das populações e de Arcozelo, começando pela apreciação do documento mais importante da gestão autárquica da freguesia; em que deixou bem vincado: “Analisados os documentos elaborados para a apresentação do plano de actividades e orçamento para o ano económico de 2017, não passam de um mau apêndice dependente do poder Municipal. É um documento previsional político-económico muito pouco planificado e estruturado. Concluiu com a vontade pertinente de que gostaria de ver concretizada uma gestão autárquica verdadeiramente virada para as pessoas e os reais interesses da Vila de Arcozelo e não para satisfazer interesses particulares e distanciada das pessoas e dos problemas reais da comunidade” disse.

Prosseguiu Patrícia Moreira a sua intervenção de forma contundente de denúncia em questões altamente gravosas da gestão autárquica do executivo da freguesia, tendo plasmado: “Mais e outra vez a Junta de freguesia remete para esta assembleia de freguesia matéria da gestão de terrenos baldios, não se pode andar constantemente a cometer actos ilegítimos, para nós é claro que na lei dos baldios consta expressamente que a delegação dos poderes de administração é feita na junta de freguesia, isto é no órgão executivo da autarquia, do que decorre que não é admissível que a assembleia de freguesia delibere sobre os baldios cuja administração foi delegada na junta de freguesia. Pretende agora a Junta de Freguesia passar o ónus de um acto de decisão leviana praticado em 2009 para esta assembleia de freguesia. A Junta de freguesia aventurou-se a prometer aquilo que não tinha, não era proprietária de terrenos próprios para poder fazer a permuta com a Firma João Guerra & Filhos. Ficou a enorme dúvida como é que vão ser cumpridos os prazos pretendidos no dito projecto de Acordo. O que vamos ter na nossa opinião é que os actos de leviandade de gestão política na condução deste processo vão ter consequências muito gravosas para os cofres da freguesia, traduzidos no pagamento de 450 mil euros que põem em causa o necessário bom uso de dinheiros públicos, e a gestão autárquica futura na freguesia da Vila de Arcozelo” acusou.

Em relação à 2ª revisão do Orçamento, expressou: “Consideramos que a forma de apresentação desta revisão orçamental é uma trapalhada de engenharia revisional. Os fundamentos da revisão orçamental não deixam dúvidas são para expurgar verbas desajustadas que foram inseridas no plano e orçamento de 2016 postadas, na nossa opinião, ilegitimamente por serem investimentos realizados directamente pela Camara Municipal, isto por um lado, e por outro, os investimentos que não foram realizados, como o caso das obras da Casa da Cultura (com comparticipação financeira comunitária) que está em litígio judicial. É lamentável que a gestão autárquica da freguesia da Vila de Arcozelo esteja em constante e permanente litígios judiciais. Este comportamento não dignifica a freguesia nem o poder local democrático” alertou.

Patrícia Moreira, nesta assembleia de freguesia de especial relevância para a história futura da Vila de Arcozelo, levou a apreciação de licenciada em engenharia biológica - especialização em controlo da poluição, sobre a monstruosidade da pretensa instalação de uma central de produção de betuminoso na freguesia, tendo tecido as considerações: “Este parecer vem reforçar tudo aquilo que tem sido dito até hoje. Os impactes ambientais, já por diversas vezes inumerados são reais, este parecer reforça-o! Faz referência à emissão de partículas, de gases para a atmosfera e de odores. Faz referência ao ruído de equipamentos e circulação de viaturas, faz referência ao risco de contaminação de aquíferos por óleos e à alteração da paisagem! A Central de betuminoso é uma indústria poluente e como tal a sua localização é condenável. O parecer volta a referenciar a falta de loteamento no local, situação que realça toda a ilegalidade daquela instalação. Neste parecer foram ainda propostas 20 medidas adicionais para minimizar os impactes ambientais. Pela listagem apresentada verifica-se claramente que ainda há muito a fazer! A grande preocupação reside no facto de estarmos perante uma empresa que até agora não cumpriu a lei, em nenhum momento do processo e como tal, não acreditamos que o faça no futuro!

No final desta intervenção, a representante da CDU propôs uma nova moção de rejeição à instalação da central de betuminoso com base no parecer apresentado pela junta de freguesia que foi aprovada por UNANIMIDADE. Esta votação só vem reforçar a verdade e firmeza na luta contra esta central que apenas parece agradar aos presidentes da junta e da Câmara.

Arcozelo/Ponte de Lima, 2 de Janeiro de 2017
O Gabinete de Imprensa da CDU