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quinta-feira, 2 de maio de 2019

As posições da CDU silenciadas localmente pela comunicação social escrita



As posições do membro eleito da CDU silenciadas localmente 

Não podemos deixar de nos indignar com o silenciamento, da comunicação social local impressa, das posições do membro eleito da CDU levadas à assembleia municipal de ponte de lima no passado dia 26 de abril.

Num país democrático, é um dever cívico e legal da comunicação social, promover o debate político plural sem discriminação das forças políticas socialmente representativas. Parece que localmente o órgão de comunicação social escrita está a seguir as pisadas dos órgãos de comunicação social dominantes no caminho do silenciamento e da discriminação informativa.
 
 A CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP-PEV preconiza uma comunicação social pluralista, democrática e responsável, como essencial a um regime de liberdade e ao fortalecimento dos órgãos do poder local democrático
.
Para que a população limiana tome conhecimento, destacamos algumas das intervenções proferidas pelo eleito da CDU na reunião da assembleia municipal do mês de abril:

Análise ao regulamento de atribuição de bolsas de estudo aos estudantes do ensino superior

Para não levantar qualquer tipo de dúvidas nem de especulações; reafirmamos que somos a favor da atribuição de bolsas de estudo!

Mas temos a dizer que em Ponte de Lima ficam muito aquém daquilo que se pode atribuir e servem somente para dizer que o Executivo camarário também é solidário e “promove um conjunto de medidas de âmbito social com o intuito de melhorar o nível de vida da sua população”
.
Agora o que não podemos de forma nenhuma é estar de acordo com o conteúdo desta proposta. É uma proposta com critérios redutores e limitativos, com um número de bolsas a atribuir meramente simbólico, e com valores também pouco significativos, é uma prestação pecuniária de valor mensal fixo de 100 euros, com a duração de dez meses, correspondente ao ano escolar, o que se traduz num investimento de cerca de 7 mil euros, para um conjunto tão vasto de alunos parece-nos manifestamente pouco.

O Número das bolsas é extremamente baixo, somente de sete. Temos o misero aumento de mais duas bolsas a atribuir em relação a anos findos, contrariando o tão propalado da parte do município, investimento na educação.

Sendo ainda que duas destas bolsas são preferencialmente e bem, atribuídas para cidadãos com mais de 65% de deficiência, restam só 5 para os restantes candidatos!
No ano lectivo 2018/2019 a autarquia Limiana despendeu, com os onze candidatos que renovaram a atribuição de bolsa e com as cinco atribuídas no respectivo ano, a módica verba de 16 mil euros.

Só a título de exemplo:

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso atribui anualmente bolsas de estudo aos alunos que frequentem o ensino secundário ou o ensino superior. Esta iniciativa é implementada há vários anos, dando primazia ao crescimento deste auxílio económico, atingindo já um orçamento superior a 93 000€, com a atribuição de 167 bolsas de estudo no ano lectivo de 2017/2018.

Esposende aqui ao lado concedeu bolsas de estudo a 40 estudantes do Ensino Superior, referentes ao ano letivo 2017/2018. Com o valor unitário de 600 euros, as Bolsas de Estudo representam um investimento de 24 mil euros.

No ano letivo 2018/2019, serão apoiadas 121 candidaturas. O valor da bolsa é variável (por escalões), tendo como montante máximo a atribuir 300,00€ mensais e é complementar à bolsa de estudo do estabelecimento de ensino superior que frequentam.

E poderíamos continuar com o rol de municípios que colocam de facto interesse no apoio aos seus alunos oriundos de famílias economicamente carenciadas dando-lhes assim uma oportunidade de ingressão no ensino superior ajudando a superar as desigualdades económicas e minimizar o esforço das famílias na sua nobre e difícil missão de educar.

Mas em Ponte de Lima não! Arranja-se dinheiro para “coisinhas” sem interesse ou de interesse duvidoso com valor igual ou superior às bolsas de estudo, como foi o recente e triste exemplo da redução substancial da taxa de aluguer do espaço da Expolima a um empresário local. Abdica-se do valor do IRS sem significado para a maioria das famílias, mas sim para uma facção privilegiada da sociedade, quando podia ser aplicada parte desta em bolsas de estudo e aumentar substancialmente o número de alunos contemplados.

Por tudo isto a CDU – Coligação Democrática Unitária não pode votar favoravelmente esta “Proposta de alteração do regulamento de atribuição de bolsas de estudo aos alunos do ensino superior” por crer que existem condições por parte do Município para ser mais abrangente nesta matéria.

SAUDAÇÃO AOS 45 ANOS DO 25 DE ABRIL E AO 1º DE MAIO
Neste ano de 2019, os trabalhadores e o povo português comemoram o 45.º aniversário do 25 de Abril. A Revolução de Abril, constituiu um dos mais importantes acontecimentos da história de Portugal.
Comemoramos abril lutando por uma democracia política e social, baseada na soberania popular, no pluralismo de opinião e organização política, nas liberdades individuais e colectivas, na intervenção e participação directa da população do Concelho na vida política autárquica e na fiscalização e prestação de contas do exercício do poder.
Comemoramos abril afirmando a democracia e a liberdade, como pertença do povo e com um valor intrínseco, liberdade que é necessário salvaguardar e assegurar como elemento integrante e inalienável da sociedade portuguesa.
Comemoramos abril lutando por uma democracia social baseada na garantia efectiva dos direitos dos trabalhadores, no direito ao trabalho e à sua justa remuneração, em dignas condições de vida e de trabalho, reclamando a valorização dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, particularmente na educação e na saúde, e por um sistema de segurança social, público e universal.
Comemoramos abril afirmando, defendendo e reforçando o Poder Local democrático que deve ser amplamente participado, plural, colegial e democrático, que se quer sempre dotado de uma efectiva autonomia administrativa e financeira e não debilitado com transferência de competências caraterizadas por uma infeliz tentativa de implementar uma tímida e mascarada regionalização de uma forma apressada e desorganizada.
A aprovação no final da sessão legislativa da legislação referente ao financiamento das autarquias locais e à transferência de competências confirmou o sentido geral dos diplomas: consagração do subfinanciamento do poder local e transferência de encargos que em áreas e domínios vários colocará novos problemas quer à gestão das autarquias quer sobretudo à resposta a problemas das populações.
Os grandes valores da Revolução de Abril criaram profundas raízes na sociedade portuguesa e projectam-se como realidades, necessidades objectivas, experiências e aspirações no futuro democrático de Portugal. Foi a maior referência de nossos pais, é a nossa maior referência e será também a de gerações vindouras no que respeita à liberdade no amplo sentido da palavra.
Valores de Abril que não só continuam a reflectir os interesses da larga maioria dos trabalhadores e do povo, como exprimindo esses interesses têm a capacidade para guiar o caminho na luta de hoje e na construção do futuro do País.
Honremos e louvemos a coragem dos Portugueses e Portuguesas, que com a sua vida, sacrifícios e privações, criaram as condições que nos permitiu estar hoje aqui presentes nesta Assembleia.
Como membro desta Assembleia Municipal saúdo os 45 anos do 25 de Abril e o 1º de Maio e exorto a população do Concelho à participação nas comemorações destes dias decisivos da democracia e da liberdade.
25 De Abril sempre!





A estranha e inacabada Casa da Cultura de Arcozelo


Sobre a inacabada Casa da Cultura e Recreio de Arcozelo

 O eleito da CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP-PEV, na reunião do passado dia 29 de Abril da Assembleia de Freguesia de Arcozelo, abordou de forma pertinente a questão da inacabada Casa da Cultura e Recreio, obra comparticipada com fundos comunitários no âmbito do PRODER a qual no Relatório de Gestão  da prestação de contas do ano 2015 é referido pela então Junta de Freguesia do grupo de cidadão Pedra Rica acompanhada pelo PSD de que se concretizaram os investimentos candidatados a apoios comunitários.

O eleito Comunista referiu: Da informação da actividade exercida pela junta de freguesia, concretamente à relacionada com a situação e andamento de processos existentes em tribunal, queremos, por agora, somente fazer alusão ao referente à construção da casa da cultura.

Relembrou que a CDU alertou na devida altura (29Junho2016) na assembleia de freguesia, ou seja, ao tempo da desastrosa e ruinosa gestão da junta de freguesia Pedra Rica associada ao PSD. Dizendo de que “a CDU espera e deseja que não estejamos perante um caso de falta de transparência e de erros de gestão política na condução destes processos que poderão ter consequências muito gravosas para os cofres da freguesia, porque está em causa o necessário bom uso de dinheiros públicos”. 

E memorizou a nota informativa emitida a seu tempo pela CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV que manifestava “em visita recente ao local constatou que a obra do edifício para a instalação da Casa da Cultura e Recreio de Arcozelo, lançada pela junta de freguesia (sublinhamos na altura Pedra Rica/PSD) com comparticipação de fundos comunitários tem aspectos de inacabada, o seu interior está vazio, a área de acessos está em terra batida e cercada de mato, ficamos com a impressão de estarem paradas há muito tempo, e assim o confirmam as imagens captadas e que falam por si só”.

Agora, infelizmente resta que os tribunais façam justiça e que os verdadeiros culpados sejam exemplarmente punidos

Em relação à actividade em geral exercida pela junta de freguesia é merecedor de destaque o esforço feito para dar resposta a necessidades e melhorias na freguesia, apesar da herança ruinosa deixada pela gestão anterior da autarquia, que só tem contribuído para dificultar a gestão actual na execução de mais e melhores benfeitorias para a freguesia e para todos os Arcozelenses.

Ponte de Lima, 02 de Maio de 2019
O Gabinete de Imprensa da CDU



quinta-feira, 28 de junho de 2018

A acção dinâmica da CDU na Assembleia Municipal


João Monteiro, representante eleito da CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV na Assembleia Municipal de Ponte de Lima levou, à sessão deste órgão deliberativo municipal no passado dia 23 de Junho realizada no Salão Nobre da Casa do Povo de Freixo, um conjunto de questões e de assuntos relevantes da vida quotidiana do Concelho e da gestão municipal que dá-mos ao conhecimento da população limiana.

Leitura de expediente e informação da mesa

Pela melhoria das condições ideais de uma escola

Em resposta à carta dirigida ao Exm.º Senhor Presidente desta Mesa da Assembleia Municipal, pelo Exm.º Senhor Director da Escola Básica de Ponte de Lima, Mestre José António Silva, e em defesa da minha honra, venho dizer o seguinte: 
 
Assumi a responsabilidade, o compromisso e a honra de fazer parte desta nobre Assembleia Municipal, cuja obrigação e inerência das nossas competências, passam por fiscalizar, alertar, sinalizar, julgar de uma forma, isenta, livre de pressões ou condicionalismos, a conduta e o exercício do executivo municipal, de forma a que o nosso trabalho contribua para a melhoria da qualidade de vida da população limiana, sendo essa a nossa grande prioridade e objectivo.

A minha intervenção foi feita na qualidade de membro da Assembleia Municipal e no contexto e no seguimento de um acidente ocorrido dias em antes da reunião da última Assembleia, como o poderia ter sido feita na qualidade de munícipe ou de pai. Efectivamente foi feita com a finalidade de evitar que mais acidentes ocorressem, na prossecução do interesse público, não se compadecendo nem estando refém essa intervenção de ideologias, caprichos ou correntes político partidárias.

Alertei para um assunto na esperança e na convicção de contribuir para a melhoria das condições de uma escola, que salvo melhor opinião, e contrariamente à opinião do Srº. Director, além de não possuir as condições ideais, o seu projecto pecou por não comtemplar um espaço coberto e fechado, com as condições desejáveis para a realização de uma actividade essencial que é a prática de actividade física, sendo prova disso mesmo a improvisação e adequação de um espaço de cantina para recinto desportivo. 

Infelizmente e lamentavelmente, o Senhor Director, além de ter mal interpretado e deturpado as palavras do texto por mim lido nessa Assembleia e se ter dirigido a mim próprio num tom pouco consentâneo com a posição que ocupo nesta Assembleia, quer com a posição que ele próprio ocupa no agrupamento escolar, pois seria espectável e exigível um pouco mais de elevação e urbanidade no trato, revelando-se deficitário nesse aspecto, chamou à colação a qualidade do trabalho, o mérito do trabalho dos docentes e da comunidade, quando jamais e em tempo algum o mesmo foi posto em causa.

Admitindo que tenha feito uma análise incorrecta, faço um repto nesta Assembleia, que de futuro se eu ou outro elemento desta Assembleia fizer algum reparo, tecer alguma consideração acerca de qualquer aspecto que julgue menos correcto, nas instalações ou no funcionamento de qualquer escola do concelho, se faça um convite a esse membro, aos membros da assembleia ou aos seus líderes, para visitarem os locais, ajudando ao esclarecimento dos problemas e evitar situações, como foi o caso do Senhor Director, de representar o papel de juiz em causa própria.

Sou uma pessoa de consensos, diálogo, admito os meus erros, aceito opiniões diversas e adversas, mas não tenho que necessariamente concordar com elas, acima de tudo pretendo exercer livremente a minha opinião segundo o que os meus princípios e consciência me mandam.

Muitas considerações haveria a fazer acerca desta matéria, porém e para terminar, fiquei deveras contente que a minha intervenção contribuísse para que o Srº Director, embora passados estes anos todos, fizesse o desafio ao município das necessidades relatadas.
Bem hajam

O reconhecimento de interesse público municipal na regularização de várias instalações Industriais

Sempre no respeito pelos instrumentos de ordenamento do território enquanto meio de defesa dos recursos do Concelho.

Em relação a esta matéria contemplada no Regime de regularização e de alteração e ou ampliação de estabelecimentos e explorações de atividades industriais, pecuárias, de operações de gestão de resíduos e de explorações de pedreiras;

Reportamo-nos ao Decreto-Lei n.º 165/2014, de 5 de novembro, que no uso da autorização legislativa concedida pela Lei n.º 45/2014, de 16 de julho, estabelece, com caráter extraordinário, o regime de regularização e de alteração e ou ampliação de estabelecimentos e explorações de atividades industriais, pecuárias, de operações de gestão de resíduos e de explorações de pedreiras incompatíveis com instrumentos de gestão territorial e ou condicionantes ao uso do solo.

Por isso não deixaremos de mencionar que ao longo dos anos algumas atividades económicas foram-se instalando à margem da legislação e das regras, muitas vezes com a permissão complacente dos serviços públicos, que deveriam fiscalizar essa instalação. Serviços públicos que tenderão a ter cada vez menor capacidade para essa fiscalização face á opção de redução do Estado a níveis mínimos de funcionamento.

Instaladas desta forma, essas atividades foram beneficiando de uma vantagem face a outras atividades instaladas no cumprimento de todas as regras e por isso este regime de regularização, cria, de certo modo, desigualdades e injustiças.

Muitas das regras incumpridas pelas atividades que agora se pretendem regularizar, foram criadas para salvaguardar os recursos do país. O conjunto de mecanismo que vão desde os instrumentos de ordenamento do território aos estudos de impacto ambiental, têm precisamente essa função, por isso um regime de regularização que faça “tábua rasa” desses instrumentos não é benéfico para o concelho e o país.

Para a CDU não há dúvidas em relação à necessidade de regularização de explorações, mas essa regularização tem de acontecer, procurando salvaguardar a atividade económica e salvaguardando os direitos adquiridos, sempre no respeito pelos instrumentos de ordenamento do território enquanto meio de defesa dos recursos do Concelho.

Como membro eleito deste órgão deliberativo municipal, confiamos de que no presente e no futuro a informação técnica emitida pelos serviços municipais estejam baseadas em critérios de rigor e de imparcialidade para assim podermos avaliar e decidir com justiça aquilo que envolva esta matéria.

Sobre o Relatório de Estado do Ordenamento do Território – REOT

Este relatório não responde às causas e necessidades estruturais, económicas e sociais do Concelho

Começo por evocar o que nos é dito no Relat6rio de Estado do Ordenamento do Territ6rio e passo a citar “constitui um documento técnico no qual a autarquia monitoriza o estado do ordenamento do território municipal, nomeadamente através do recurso a indicadores diversos e ao nível de execução dos instrumentos de gestão territorial, assim como das diversas estratégias municipais, nas quais se incluem as que dizem respeito à regeneração urbana”.

Para a CDU este relatório está muito direcionado na apresentação de um conjunto de dados de vária índole e revela um foco obstinado e acentuado na necessidade da revisão do PDM. Vá-se lá saber porquê? Sempre manifestamos preocupação com procedimentos aligeirados e facilitistas de alterações ao PDM para que não levem ao favorecimento de interesses particulares em detrimento da necessária sustentação de um sistema de gestão territorial coerente. Ao mesmo tempo o relatório omite lacunas que afectam as opções estratégicas com relevância para a organização do território concelhio e regional.

Assim; no nosso entendimento a proposta do REOT deveria contribuir para o desenvolvimento equilibrado do Concelho assente numa ocupação sustentável do território, na promoção das condições de vida, do investimento, da produção, do emprego, da defesa e aproveitamento de recursos e serviços.

Sublinhe-se, desde logo, a não identificação das causas estruturais da persistente manutenção de elevados níveis de disparidades regionais, em particular a ausência de uma leitura do impacto territorial da evolução do processo de integração europeia e das políticas estruturais europeias, e a insistência numa política que tem conduzido ao abandono de sectores produtivos, a desequilíbrios territoriais, sociais, demográficos e económicos.

Para a CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV o rumo que se pretende seguir e até reforçar, não só não resolve os problemas que persistem no Concelho como os poderá agravar nalguns casos. Registe-se em particular:

- Por exemplo a deliberada omissão da regionalização enquanto factor crucial a um processo democrático e participado de desenvolvimento regional.

Já o PNPOT – Programa Nacional de Políticas de Ordenamento do Território - como o instrumento de referência no sistema de gestão territorial nacional, comporta uma excessiva generalização e difusa hierarquização do programa de acção, dificultando a elaboração de planos municipais de ordenamento.
Também no plano demográfico, o PNPOT constata os indicadores, regista os baixos índices de natalidade, mas omite as profundas causas que lhes estão associadas designadamente a precariedade no emprego, os baixos salários, o desemprego jovem, a dificuldade no acesso à habitação.

Das mesmas lacunas enferma o Relatório sobre o estado do Ordenamento do Território de Ponte de Lima. Para a CDU, este relatório deveria responder às causas estruturais das presentes dinâmicas económicas e sociais que configuram o território, deveria considerar como pressupostos e objectivos:

- Assegurar níveis de investimento que respondam às necessidades do desenvolvimento sócio-económico do Concelho;
- Valorizar o Poder Local e dar concretização à regionalização;
- Combater os desequilíbrios do território por via da actividade económica e do emprego;
- Valorizar os recursos naturais e as capacidades produtivas e extractivas existentes nos diversos pontos do Concelho;
- Combater as desigualdades sociais, valorizando o trabalho e os trabalhadores e reforçando as respostas dos diversos serviços públicos, na saúde, educação, redes de ensino superior, desenvolvimento científico e tecnológico, redes de banda larga;
- Potenciar a localização do investimento público e privado e o bom uso dos Fundos Comunitários;
- Promover o desenvolvimento de infraestruturas geradoras de bens e serviços estratégicos, em todo o Concelho;
- Promover as acessibilidades e a mobilidade tendo em conta a importância de rede de transportes públicos.

Assim em coerência com os objectivos que defendemos, manifesto a nossa posição desfavorável “Sobre o Relatório de Ordenamento do Território de Ponte de Lima”.

Alteração ao Plano de Urbanização das Oficinas de Cantaria das Pedras Finas, no âmbito do Regime Extraordinário da Regularização de Actividades Económicas (RERAE) 

Um caso flagrante da falta de rigor e transparência

Sobre a proposta em discussão temos que trazer a terreiro a trapalhada que se revestiu o pedido da empresa, Prego & Fernandes, Extração de Pedra, Ld.ª. para a regularização do estabelecimento industrial, por consideramos um caso flagrante da falta de rigor e transparência. Como é sabido esta instalação foi clandestinamente e abusivamente construída nos terrenos de baldios destinados ao pretenso futuro Pólo Industrial do Granito.

Argumentando tal facto passamos a relembrar a informação técnica dos serviços municipais de 24/06/2015 em resposta ao requerimento da CDU sobre a situação deste Pavilhão Industrial.

“é claramente informado que o Município de Ponte de Lima não licenciou a obra de construção do Pavilhão Industrial; O desconhecimento de que alguma entidade tenha licenciado a construção do referido Pavilhão; e que a Câmara Municipal ainda não licenciou a construção do Pavilhão Industrial. Quando o fizer terá em conta todos os aspectos relacionados com questões urbanísticas da construção; Não há documentos relativos ao mesmo. E é acrescentado que a construção deste Pavilhão foi objecto de uma ordem de embargo por despacho datada de 21-04-2015, exarada na informação prestada pela fiscalização em 20-04-2015, a qual participou a construção em questão.”

Sublinhava-mos na altura que por falta de elementos com verdade e de elementos clarificadores e necessários para avaliação, não podíamos assumir de forma alguma uma responsabilidade desta magnitude, e que em tudo o que esteja ferido pela falta de rigor, de ética e transparência políticas e técnicas, não contassem com a CDU.

Para a CDU os aspectos que nos levaram a discordar do pedido de regularização deste estabelecimento industrial persistem, por ter sido construído ilegalmente e à revelia das normas municipais exigidas.
Acresce a tudo isto que o processo de alteração ao plano director municipal, no âmbito do regime extraordinário de regularização de actividades económicas está assente em bases muito débeis, basta consultar os pareceres emitidos pelas entidades competentes para o efeito, em que a DGEG – Direcção Geral de Energia e Geologia emite deliberação favorável condicionada; e o ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas emite deliberação desfavorável.

Como foi dito em sessões anteriores, não seremos um entrave ao desenvolvimento económico das empresas, pelo contrário, porém, não contem com esta coligação, para passar cheques em branco, para esta situação em particular ou outras similares.

Contrato Interadministrativo de partilha e delegação de competências no âmbito do Regime Jurídico do Serviço Público de Transporte de Passageiros

Em relação a este modelo impõe-se uma rutura clara e concreta

A lei do Regime Jurídico do Serviço Público do Transporte de Passageiros veio demonstrar à evidência a visão fundamentalista do então Governo e da maioria PSD/CDS-PP que se encontravam em funções, e a consagração da sua doutrina, não do “Estado [supostamente] regulador”, mas sim verdadeiramente do “Estado desregulador”.

As implicações desta lei incidem sobre as actuais empresas públicas de transportes, sobre o conjunto dos operadores privados de transportes, sobre as autarquias locais, sobre os utentes e os trabalhadores das actuais empresas de transportes.

Na realidade foi imposto um caminho candidamente baptizado de «concorrência regulada» – que na verdade significa a entrega da exploração do serviço público de transporte aos grupos económicos. É uma opção errada, que já causou enormes prejuízos aos utentes, ao estado e aos trabalhadores.

Esta lei determinou uma consideração formal de «autoridade» para os municípios e comunidades intermunicipais, bem como as responsabilidades de financiamento, quer das compensações por serviço público; quer das despesas de investimento; quer das despesas com as autoridades de transportes.

 Consideramos que a lei em causa tornou provisórias todas as concessões rodoviárias, apontando para a sua extinção até 31/12/2019, e estabelecendo um mecanismo de renovação provisória entre 31/6/2016 e 31/12/2019, apontando-se para regimes concursais a posteriori, como é apontado, isso significa uma precariedade total no sector, com dois níveis de instabilidade: para os trabalhadores e para as empresas no seu conjunto.

Ou seja, primeiro desarticula-se e deixa-se em situação de rutura os serviços, ao nível do IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes; asfixia-se as autarquias, impõe-se condições insustentáveis para o próprio funcionamento das estruturas do poder local – e depois sacode-se as responsabilidades para as câmaras municipais e comunidades intermunicipais, e salve-se quem puder.


Em relação a este modelo impõe-se uma rutura clara e concreta. Por isso a nossa posição é desfavorável à proposta de Contrato Interadministrativo de partilha e delegação de competências no âmbito do Regime Jurídico do Serviço Público de Transporte de Passageiros.