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quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Atribuição de bolsas de estudo em Ponte de Lima são muito poucas!

A CDU CONSIDERA A ATRIBUIÇÃO DE BOLSAS DE ESTUDO MERAMENTE SIMBÓLICO

O eleito Municipal da CDU pronunciou-se sobre o “Projecto de regulamento de atribuição de bolsas de estudo aos alunos do ensino superior”

João Monteiro no debate e votação desta matéria na assembleia municipal do passado sábado (18Dez2021) iniciou a sua intervenção, dizendo: Sobre atribuição de bolsas de estudo aos estudantes do ensino superior diz-nos o Município que em cada ano lectivo concederá 1O bolsas de estudo a alunos do concelho, destas, duas destinam-se a candidatos portadores de deficiência ou incapacidade igual ou superior a 60%., que frequentem cursos superiores ou a eles equiparados, em instituições de ensino devidamente reconhecidas em território nacional.

O Número das bolsas a atribuir é manifestamente pouco, para um universo de 1270 estudantes no ensino superior residentes em Ponte de Lima (dados de 2018 da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, números que não estarão longe da realidade actual). O total de bolsas de estudo atribuídas pelo município corresponde somente a 1,5% dos Estudantes no Ensino Superior residentes no Concelho.

Cada bolsa de estudo terá a prestação pecuniária de 1000 euros, a transferir em duas tranches, a primeira após a decisão definitiva de atribuição das bolsas, e a segunda até ao final do ano lectivo.

Consideramos uma proposta com critérios redutores e limitativos, com um número de bolsas a atribuir meramente simbólico em relação ao mais de um milhar de estudantes residentes no concelho, e com valores também pouco significativos. É uma prestação pecuniária de valor mensal fixo de 100 euros, com a duração de dez meses, correspondente ao ano escolar, o que se traduz num investimento de cerca de 10 mil euros, para um conjunto tão vasto de alunos.

Continuamos a dizer que as bolsas de estudo, em Ponte de Lima ficam muito aquém daquilo que se pode atribuir e servem somente para dizer que o Executivo camarário também é solidário e “promove um conjunto de medidas de âmbito social com o intuito de melhorar o nível de vida da sua população”.

Teremos que dizer outra vez de que em Ponte de Lima não!

Gasta-se dinheiro em “futilidades” comparadas com a importância das bolsas de estudo, apregoa-se a grandeza e resulta a pequenez…!

Já trouxemos aqui a este órgão deliberativo vários exemplos de outros municípios que atribuem um número muito maior de bolsas de estudo e com valores muito mais elevados. Para não sermos repetitivos abstemo-nos de os estar a mencionar, apesar de serem indicativos e realidades que naturalmente o nosso município bem conhece.

Esperemos que de futuro a Câmara Municipal tenha em conta o elevado número de estudantes no ensino superior residentes em Ponte de Lima, considere aumentar o número a atribuir e o respectivo valor da prestação pecuniária das bolsas de estudo, de forma a permitir e contribuir para a criação de emprego e trabalho qualificado, que tanto se anseia.

Iremos votar a favor, pois estamos perante uma realidade já de si tão redutora, que menos do que isso podemos estar a contribuir para o seu fim. Por outras palavras mais vale pouco do que nada.



 

 

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Questões relevantes e pertinentes colocadas na sessão da assembleia municipal de Ponte de Lima


A CDU na sessão da assembleia municipal de Ponte de Lima

No rumo das linhas programáticas com que a CDU - Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV se apresentou aos pontelimenses, O eleito da CDU com a sua postura responsável, firme e coerente e pela qualidade e importância das propostas apresentadas e questões levadas a discussão tem tido acção relevante no funcionamento e dignificação deste importante Órgão do Poder Local Democrático e no apresentar de sugestões e propostas que contribuíam para o desenvolvimento harmonioso do Concelho.

Este eleito municipal na sessão ordinária da assembleia municipal, realizada no final do mês de Setembro, das várias intervenções proferidas nessa reunião pela sua relevância e pela necessidade de encontrar soluções ou resoluções para evitar atropelos e minorar injustiças, destacamos:
  
SOBRE AS FEIRAS NOVAS (CONTAS)
Embora não tenha sido uma surpresa para mim e provavelmente para a maioria dos presentes as notícias vindas ultimamente no jornal “Alto Minho” referentes às contas, ou falta delas, da Comissão Concelhia das Feiras Novas, provocando a abertura, desculpe-me o sarcasmo, da “Caixa de Pandora”, e que simultaneamente fez pairar a suspeita de segredos e promiscuidades estoicamente guardados.

Relembrando para o efeito a frase proferida pelo então Vereador do Pelouro da Cultura, Drº Franklim Sousa, que cada vez mais enigmática se torna, quando disse “eu saio de mãos limpas”

Não contribui em nada o alimentar de suspeições ou polémicas, mas sim a clarificação e transparência de todo este opaco processo, já por si adiado por demasiado tempo.

 Assim, julgo de toda a pertinência colocar a V. Exª., as seguintes questões:
Está pendente uma ou mais acções judiciais movidas pela Associação Concelhia das Feiras Novas contra terceiros?

Apesar de estranhamente ter afirmado “Naturalmente que isso não tem sido feito nos últimos anos”, reconhece ou não, se está o executivo municipal a cometer ou a pactuar com uma ilegalidade ao conceder subsídios (dinheiros públicos) apesar das contas ainda não terem sido aprovadas desde 2016?

Estamos perante um caso único, com regime excepcional ou existem mais casos análogos?

Quando são referidas as contas das “Feiras Novas”, estamos a falar unicamente das contas dessa Associação, ou também das contas da Feira do Cavalo e Museu do Brinquedo?

ESTACIONAMENTO ABUSIVO EM ZONAS NOBRES
Embora sabendo que também faz parte do bom senso de cada um, continuamos a assistir ao estacionamento abusivo em zonas nobres da nossa vila, que aparentemente só o seriam para cargas e descargas. A minha pergunta é muito simples.

Não existe uma postura municipal ou outro mecanismo regulador do trânsito automóvel, que na falta de impedimento, pelo menos restrinja o estacionamento nesses locais?

ABERRAÇÃO NO LARGO DE CAMÕES
Tem-se vindo a constatar a transformação numa espécie de “circo de aberrações” aquele que é consensualmente apelidado de cartão de visitas de Ponte de Lima, estou a falar obviamente do Largo de Camões. Digo isto porque já existiu o bom senso de ser retirado o estacionamento de motociclos nesse espaço, porém, não chega o transtorno que é a reconstrução de um edifico aí localizado, como foi por um particular feita a iluminação da fachada de um prédio com luzes incaracterístico, criando um especial contraste com a iluminação das festas concelhias.

Perguntamos, é para se manter esta situação?  

PISCINAS MUNICIPAIS
Constatei a existência de, pelo menos um edifício património camarário, mais concretamente, as piscinas municipais, com cobertura de amianto/fibro cimento, provado cientificamente que é altamente prejudicial à saúde.

Perguntamos, está prevista a sua remoção?

ABASTECIMENTO DE ÁGUA À POPULAÇÃO
Têm vindo a surgir recentemente problemas com às fugas e   abastecimento de água, o último dos quais atingiu as freguesias de Arca e Ponte de Lima, Feitosa e Ribeira.

Quando estas situações ocorrem surgem por parte das munícipes dificuldades em saber a quem recorrer.

É possível determinar, quando começa a responsabilidade das empresas concessionadas e quando termina a responsabilidade do Município?

Nesta matéria pronunciou-se ainda o eleito municipal da CDU - Quanto à 2ª revisão orçamental ressalta na nota justificativa a inclusão da proposta de discriminação dos seguinte projectos no PPI – Alargamento da actual rede de esgotos- SAR1 – Sistema Freixo; Alargamento da actual rede de esgotos no Concelho – SAR3 – Sistema Correlhã.

Ora no processo de adesão do município à Sociedade Águas do Alto Minho, S.A., denunciávamos e passo a citar: “no que diz respeito a futuros investimentos no alargamento da cobertura das infraestruturas de água e saneamento, ficará a cargo das autarquias e não das Águas do Alto-Minho, ou seja, as câmaras investem e a empresa lucra”.

Aqui estão os sinais de o município de ponte de lima a investir para a empresa lucrar. É também lamentável ao estado caótico que chegou o serviço de abastecimento de água aos munícipes em várias zonas. As situações ocorridas recentemente são deploráveis e revelam o pronuncio da degradação do abastecimento de água às populações. Vamos lá saber porquê? Falta de manutenção? Falta de recursos humanos? Ou negligência?

Para a CDU é urgente a afirmação inalienável do princípio da autonomia municipal, da manutenção do sistema e da gestão pública da água e do saneamento básico.

Outubro de 2019


quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Sobre alteração aos planos de urbanização



A CDU na Assembleia Municipal
Sobre alteração aos planos de urbanização

Na Sessão Ordinária no final do mês de Setembro da Assembleia Municipal de Ponte de Lima, o eleito da CDU, em matéria de alteração aos planos de urbanização, salientou: Importa recordar o que foi dito aquando do período de participação na consulta pública consagrada no Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial, sobre o pacote de alterações aos planos de urbanização em várias zonas do Concelho;

“A CDU defende que os Planos de Urbanização devem ter um papel operativo e pragmático, sempre no cumprimento do Plano Director Municipal, para que possam efectivamente funcionar como instrumentos eficazes no Âmbito da materialização do PDM e não como formas de recorrentemente, o contornar”.

Consideramos sempre, que as alterações aos planos de urbanização e determinadas vezes as declarações de Reconhecimento do Interesse Público são preocupantes e revelam um artifício habilidoso de contornar exigências de salvaguarda da gestão do território. Temos bem presente a artimanha usada para a escandalosa legalização da Central do Betuminoso na freguesia de Arcozelo.

Continuamos a manifestar a preocupação de que com procedimentos aligeirados e facilitistas de alterações aos planos de urbanização levem ao favorecimento de interesses particulares em detrimento da necessária sustentação de um sistema de gestão territorial coerente.

Não somos e jamais seremos um entrave ao desenvolvimento económico das empresas instaladas no nosso concelho, somente recomendamos mais seriedade e competência na elaboração destes instrumentos, sob pena de cairmos na injustiça de favorecimentos a uns em detrimento de outros.




domingo, 24 de fevereiro de 2019

CDU questiona critérios de licenciamento de obras particulares


Na Sessão da Assembleia Municipal da passada, sexta-feira 22 de Fevereiro de 2019, no período de antes da Ordem do Dia: «Outros assuntos de interesse Municipal» o eleito da CDU abordou aspectos pertinentes sobre critérios de licenciamento de obras particulares

Li com desagrado as notícias vindas ultimamente na imprensa escrita local dando conta de supostas ilegalidades cometidas pelo município no que respeita ao licenciamento de obras particulares. É referido nessa notícia, de uma forma resumida, que há por parte do município favorecimentos a determinados empresários, são efectuadas obras sem o necessário licenciamento, não são cumpridos os regulamentos arquitetónicos e urbanísticos exigidos por lei e são negadas respostas a informações solicitadas.

Infelizmente não é um problema que me surpreenda, de facto confirmo situações em que não são cumpridos vários requisitos legais, obras que se iniciam sem o devido licenciamento, situações em que as varandas ocupam todo o espaço aéreo destinado ao passeio público, ultrapassam mesmo esses limites invadindo o espaço aéreo destinado ao arruamento público, obras cujos afastamentos à via publica não são respeitados. Em suma, são realidades que infelizmente, com a frequência que começam a surgir estão a cair na vulgaridade e provam que não foi por parte do município feito o devido e correcto acompanhamento e fiscalização das mesmas.

Noutras situações, que na sua generalidade se tratam de pequenas obras, aí sim, a fiscalização e a contraordenação funcionam na sua plenitude, fazendo jus à expressão “um peso e duas medidas”.

Não quero por isso ser mal interpretado, ou seja, que o município deva fechar os olhos às “pequenas “infrações e detrimento das “grandes” infrações, pelo contrário, quero alertar para a necessidade da existência de um maior rigor, isenção, imparcialidade e equidade na análise destes processos, sob pena se assim o não fizer expor-se a processos judiciais que na eventualidade das suas decisões não serem favoráveis somente existirá um lesado que será a comunidade Limiana.

É sempre bom recordar a leitura da redação de dois artigos, um da Constituição da República Portuguesa e outro do Código de Procedimento Administrativo, e conforme aí é descrito, as pessoas tem direito à informação e são iguais perante a Lei.
No capítulo Direitos e deveres fundamentais da Constituição Portuguesa
 (Princípio da Igualdade)
Artigo 13.º
1.º Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2.º – Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social.
Princípio da Colaboração com os Particulares (Código do Procedimento Administrativo)
Artigo 6.º -
Os órgãos da Administração pública devem atuar em estreita colaboração com os particulares, cumprindo-lhes designadamente, prestar aos particulares as informações e os esclarecimentos que careçam, apoiar e estimular as suas iniciativas e receber as suas sugestões e informações.

Termino dizendo que se exige que a linha orientadora deste e de futuros executivos se paute pelo cumprimento escrupuloso da regras democráticas, por mais respeito e clareza nas relações com os seus cidadãos, de forma a que se afastem definitivamente climas de suspeição, parcialidades, de favorecimentos ou desigualdades sociais.  


terça-feira, 4 de setembro de 2018

A CDU na sessão da Assembleia Municipal de 01 de Setembro de 2018


João Monteiro, representante eleito da CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV na Assembleia Municipal de Ponte de Lima levou, à sessão deste órgão deliberativo municipal no passado dia 01 de Setembro realizada no Auditório Municipal, um conjunto de questões e de assuntos relevantes da vida quotidiana do Concelho e da gestão municipal que dá-mos ao conhecimento da população limiana.

Assuntos de interesse municipal
Foi em conferência de lideres assumido o compromisso verbal, apelando ao bom senso, para na ordem de trabalhos desta sessão, não se alongassem as forças representadas, na discussão dos assuntos inseridos no âmbito do ponto da ordem de trabalhos “Período de Antes da Ordem do Dia”, de forma a permitir que com o maior tempo possível e serenidade pudéssemos analisar, julgar, reflectir, discutir e votar a questão primordial desta sessão da Assembleia que é o contrato de Adesão à Sociedade Águas do Alto Minho.
  
Honrarei esse compromisso assumido, que de certa forma irá adiar a abordagem de outros assuntos, que salvo melhor opinião, apesar de também importantes, não o são tanto como o referido no parágrafo anterior.

No entanto, aproveito esta oportunidade, para manifestar o meu desalento e desagrado com a postura seguida pelo executivo camarário em relação a esta matéria, negligenciando a importância de que se reveste todo este processo. Não foi feita uma única sessão pública de esclarecimento, não foi, apesar de ter sido pedido, realizada uma Assembleia extraordinária, que no meu entender seria o mais indicado para uma melhor discussão deste assunto.

Repito, apesar de ter sido pedido a realização de uma assembleia municipal extraordinária, foi-nos dito que a limitação dos prazos a cumprir eram impeditivos da realização da mesma, não obstante o tempo decorrido desde a última assembleia 

Apesar de estar em causa a cedência de uma posição, com cedência de direitos inalienáveis pelo prazo de trinta anos, com as consequências dai inerentes, não viu a maioria do executivo a necessidade de agir dessa forma, dando uma pobre imagem daquilo que não se deve fazer em democracia.
É caso para perguntar. Não é este assunto em discussão assim tão importante que justificasse a realização de uma assembleia municipal extraordinária?
 
Provavelmente estar-se-á hoje neste plenário a discutir e votar o assunto mais importante que surgiu até à presente data, irá influenciar toda uma geração, cujo ónus é demasiado pesado, merecendo a melhor atenção possível para quem tem responsabilidades nesta matéria, lamentavelmente não parece coincidir com a opinião da maioria do executivo em função de toda a conduta adoptada.      
Só peço que de futuro seja feita uma abordagem diferente da discussão dos assuntos surgidos, de forma a ser mais consentânea com os princípios e regras democráticas de um estado de direito.

Sobre a Adesão à Sociedade Águas do Alto Minho, S.A.
A CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV valoriza em absoluto que seja exclusivamente o poder local a assegurar a gestão pública da água e a prestação deste serviço básico, sendo também reconhecido pelas populações o importante papel que as autarquias têm desempenhado na gestão deste recurso e o esforço desenvolvido para levar a água e o saneamento básico a todos, ainda de que forma insuficiente, tentando acautelar e proteger os interesses das populações.

Ora esta realidade está hoje posta em causa com a celebração e imposição deste acordo que nos é apresentado pela maioria no executivo da Câmara Municipal de Ponte de Lima, de aderir à empresa Águas do Alto-Minho detida na sua maioria pela empresa Águas de Portugal.

Caminhamos perigosamente para a desarticulação do princípio evocado no sítio da C.M. sobre o abastecimento de água que, passo a citar “O Município de Ponte de Lima tem efetuado um esforço significativo no reforço e ampliação das infraestruturas de abastecimento de água, tendo como principal objetivo fornecer água em qualidade e em quantidade aos consumidores.” Fim da citação. Temos que recordar que esta realidade está construída na base de dinheiros públicos e do esforço dos trabalhadores municipais e das populações.

Como é sabido trata-se de um negócio na base de uma concessão a longo prazo cuja duração será de 30 anos e com a participação minoritária dos municípios. O conjunto dos sete municípios aderentes perfaz os 49%, ao município de Ponte de Lima cabem-lhe 7,77%, tornando-se uma figura meramente decorativa. Os municípios de Ponte da Barca, Monção e Melgaço, não alinharam neste “grande” negócio e dos municípios que aderiram, Caminha e Vila Nova de Cerveira não integram na totalidade os sistemas de abastecimento de água, cuja exploração permanece na esfera de algumas juntas de freguesia.

A distribuição de água ao domicílio em “baixa” e, da rede de saneamento passará a ser gerida pela empresa “Águas do Alto Minho”, sendo que em "alta" já se encontra concessionada à empresa Águas do Norte a quem o Município já tinha cedido de mão-beijada todas as suas captações de água, como agora o faz com a entrega da posse de bens e infraestruturas.

A integração do Município com a Águas de Portugal para dar corpo à empresa “Águas do Alto-Minho” será do conhecimento de alguns, de todos talvez não, pois a ideia é que se fale pouco ou quase nada da questão. Estamos perante a celebração de acordos intermunicipais que violam o princípio fundamental do direito humano, concretamente do bem, patrimonial/universal, essencial á vida de todos e que é de todos, a água!

Na nossa opinião é um negócio pouco claro, dúbio na sua forma e na sua substância, com muitas “entrelinhas”, é mau para o município e para as gentes de Ponte de Lima. A concretização deste acordo nefasto é inaceitável, irá prejudicar e onerar grandemente toda a população do Concelho, pois retirará á autarquia qualquer capacidade de intervenção democrática na sua gestão, porá em causa direitos laborais e naturalmente afectará a nossa população com o aumento das tarifas e taxas a aplicar aos consumidores domésticos e não-domésticos, inclusive inserir na Águas do Minho fontes e nascentes que de futuro acarretará nefastos e graves problemas económicos e sociais, sendo que a lógica deste modelo é a de que os preços devem cobrir todos os encargos.

Importa dizer de que este acordo trará consigo, entre outros prejuízos, enormes e imorais consequências para todo o Concelho e para as freguesias e dos seus fregueses, tendo em conta que explorações próprias irão ser inseridas nesta nova empresa.

Nunca será de mais frisar de que as freguesias de Argas de São João, Argas de Cima, Argas de Baixo e Gondar, estas no Concelho de Caminha; e a freguesia de Covas no concelho de Vila Nova de Cerveira não vão ceder os seus sistemas de abastecimento de água para integrar o projecto de parceria, adensando ainda mais as dúvidas e receios quanto à honestidade deste contrato de adesão.  
Daí a pertinência da pergunta aos Senhores Presidentes das Juntas de Freguesia. Estarão as vossas populações informadas e inteiradas destas nocivas consequências? O que fizeram em cada freguesia para ouvir as vossas populações? Qual a reacção das mesmas?

Em tudo isto é penoso e grave, como sempre acontece neste tipo de decisões., a existência da indefinição preocupante como serão resolvidos no concreto todos os problemas relacionados com os trabalhadores, se passam para a nova empresa, com que direitos? E o que acontecerá aos que não quiserem passar?

As questões das relações laborais passam-se por elas como gato por lebre. Infelizmente tem sido norma geral, este tipo de decisão acarretar profundas implicações para os trabalhadores, pois com este modelo irão deixar de existir progressivamente trabalhadores dos serviços das águas vinculados ao Município e provavelmente a redução de número de trabalhadores levando, posteriormente à subcontratação em regime outsourcing “processo usado por uma empresa no qual outra organização é contratada para desenvolver uma certa área da empresa.”

Acresce referir que esta decisão municipal, ocasiona a estranha e melindrosa penalização no que diz respeito a futuros investimentos no alargamento da cobertura dos serviços, assim estes ficarão a cargo das autarquias e não das Águas do Alto-Minho, ou seja, as câmaras investem e a empresa lucra.
Não será por acaso que outros municípios do Pais que aderiram a este tipo de fusões queiram agora voltar atrás e reconverter para si a gestão da água ou seja a autonomia municipal, da manutenção do sistema e da gestão pública da água, como sendo um bem que é de todos e para todos.

Sublinhamos, para nós CDU a água é um bem essencial; é indispensável à vida e constitui um património que é de todos. Sem água não há vida. É um direito humano valioso; por isso o Estado através exclusivamente das autarquias locais deve funcionar como garante do direito à generalização e democratização do acesso das populações aos serviços de abastecimento de água e rede de saneamento básico.

Na nossa análise e no nosso conceito as justificações, e argumentos apresentados, concretamente à necessidade de aderirem a este modelo de gestão para terem o acesso aos fundos comunitários são infundados. A Assembleia da República aprovou recentemente uma proposta de resolução apresentada pela CDU-Coligação Democrática Unitário-PCP/PEV que foi aprovada pela maioria dos partidos com assento parlamentar e com a abstenção do PS, na qual recomenda ao Governo o seguinte:

“Cumpra o regulamento Especifico do Domínio da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, garantindo e acesso das autarquias e suas associações aso fundos comunitários no âmbito do Ciclo Urbano da Água, independentemente do modelo de gestão dos sistemas, seja a título individual ou em soluções agregadas.”.

“Não considere como condições de elegibilidade a existência de número mínimo de habitantes que uma candidatura deve abranger, ou no caso de agregações limite mínimo do número de concelhos, nem considere condições ex-ante de nível de cobertura de gastos.”

A CDU não está em desacordo que se crie uma empresa intermunicipal gerida, unicamente, pelos municípios. Assim, podemos dizer que existem outras formas que garantam, hoje e no futuro a gestão pública da água, salvaguardando os interesses das autarquias. Existem sim alternativas, e que uma delas passa pela manutenção da água sob propriedade, controlo e gestão exclusivamente municipais.
A água é um bem inegociável e alienável, é algo que é nosso, de toda a população, e não deve ser utilizado como mercadoria de lucro fácil, por tudo isto, não alinhamos na adesão do município de Ponte de Lima em acordos que tenham a finalidade de minar a gestão pública da água.

Com a decisão municipal de adesão a este acordo perigoso, corremos o risco de abrirmos a porta para a privatização da água, onde serão eliminadas as garantias de orientação da sua gestão por valores de equidade económica e social e suprimidos os princípios da coesão nacional e territorial, de solidariedade inter-regional e de responsabilidade ambiental.

O que sabemos é que os contratos podem ser alterados, e neste caso sem a obrigatoriedade e o escrutínio quer dos executivos das autarquias quer das assembleias municipais. Temos na lembrança a entrega de sectores estratégicos da economia, a energia, os transportes, a siderurgia, o sector financeiro e outros, ao capital privado. Inicialmente estava vedada o acesso da iniciativa privada e o que se veio a verificar é que este compromisso foi violado e o efeito foi o descalabro com todas as consequências nocivas e avassaladoras que conhecemos para a economia e soberania nacional.

 A CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV, opõe-se a todas as iniciativas que possibilitem futuramente qualquer tentativa de privatização da água, lutando para que a mesma continue a ser um bem público e assim de acesso a todos.

As populações do Concelho e do Alto-Minho podem contar com o nosso compromisso de que tudo faremos, por todos os meios constitucionais, na defesa da gestão pública municipal da água, nomeadamente a denúncia de todas as medidas tendentes a promover a privatização, seja por que via for, destes sectores e dos serviços que lhe dão corpo, construídos com dinheiros públicos e o esforço dos seus trabalhadores e das populações.

Assim, rejeitamos a constituição da Empresa Águas do Alto-Minho, nos moldes anunciados onde a empresa Aguas de Portugal ficam com 51% do capital da referida empresa a formar, relegando os municípios aderentes para a posição de minoritários. Dizemos não a acordos ruinosos de entrega da gestão de serviços municipais!

Sobre “Benefícios Fiscais para o ano de 2019”
O esquema a submeter a apreciação e aprovação deste órgão deliberativo municipal em relação a Benefícios Fiscais é o mesmo dos últimos anos. Continuamos a considerar que esta proposta que abarca os diferentes impostos, é injusta, inadequada ao momento. A votação e fixação das taxas deveriam ser em separado para melhor definição da posição a assumir pelos membros eleitos municipais.

A CDU sempre denunciou nesta casa de que as colectas de IMI são demasiado elevadas, e em especial pelos índices inflacionados de avaliação dos imóveis. Sublinhamos com toda a propriedade de que ao longo de muitos anos à actualidade, preconiza-mos que os valores que o município abdica da receita do IRS, sejam canalizados para a redução do IMI. Ora adoptada esta prorrogativa; os benefícios seriam mais abrangentes.

Não chegam só os argumentos de uma dita estratégia ao longo dos últimos anos e de que passa pela criação de condições de maior atractividade para a localização de pessoas e empresas no concelho, assim como para garantir uma melhor qualidade de vida e promover o desenvolvimento económico da região, não é palpável nem visível tal desígnios em resultados práticos objectivos.

Queremos manifestar apreço e congratulamo-nos que, agora o Sr. Vereador da PLMT – ponte de lima minha terra - tenha defendido em proposta de que a redução do IRS fosse metade e que a taxa do IMI fosse a mínima. Proposição muito semelhante (não na totalidade é certo) ao que sempre defendeu a CDU. Proposta esta, infelizmente, rejeitada pelo executivo municipal.


A CDU considera que deveria existir uma visão estratégica que orientasse o concelho e, sem excepção, todos os seus agentes económicos, no sentido de um verdadeiro rejuvenescimento da sua população, das empresas, e do investimento de uma forma geral no concelho.