segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Apresentação da Lista de Candidatos da CDU



Apresentação da Lista de Candidatos da CDU às Eleições para a Assembleia da Republica 2015, pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo.

 A lista da CDU é uma lista de gente capaz e conhecedora da região, dos seus problemas e dificuldades, mas também das suas potencialidades, esta é uma lista comprometida com o projecto político da CDU, de transformação da sociedade e não com interesses pessoais ou de grandes interesses económicos. Esta é uma lista profundamente comprometida com os direitos dos trabalhadores e da população do Alto Minho.

 Assim damos a conhecer à população do Alto Minho a lista dos candidatos da CDU pelo Circulo Eleitoral de Viana do Castelo apresentada em acto público realizado em Ponte de Lima no passado Sábado (8Ago) no Largo de S. João:


Ilda Figueiredo, 66 anos Economista, mestre em planificação e administração da educação, foi deputada à Assembleia da República entre 1979 e 1991, deputada ao Parlamento Europeu de 1999 a 2012, é vereadora na Câmara Municipal de Viana do Castelo, Presidente da Direcção do Conselho Português para a Paz e Cooperação, membro do Comité Central do PCP.

João Correia, 54 anos, Funcionário da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Dirigente Sindical do STAL, membro do Secretariado da Direcção Regional do PCP de Viana do Castelo e membro do Comité Central do PCP.

João Gomes, 44 anos, Licenciado em Engenharia Publicitaria, membro da Comissão Concelhia do PCP de Ponte de Lima.

Cláudia Marinho, 41 anos, Técnica Superior de Educação Social, membro da Comissão Concelhia de Viana do Castelo do PCP e da DORVIC.

Celina Sousa, 32 anos, Educadora de Infância, membro do Conselho Nacional do Partido Ecologista os Verdes. Paredes de Coura.

Celestino Ribeiro, 42 anos, Professor, Membro da Comissão Concelhia de Caminha do PCP.

Luís Liquito, 52 anos membro, Operário Metalúrgico, da Direcção do Sindicato dos Metalúrgicos de Viana do Castelo e da Direcção da União de Sindicatos de Viana do Castelo.

Cláudia Labrujó, 37 anos, Escrituraria, membro da Assembleia Municipal de Valença.

João Chavaria, 58, Preparador de Trabalho (Ex. Trabalhador dos ENVC)

Maria do Céu de Brito Sousa, 55 anos, Professora, Membro da Comissão Concelhia dos Arcos de Valdevez do PCP.

Rafael Sá Guedes, 21 anos, Estudante, Membro da Direcção Nacional da JCP e membro da DORVIC.


10AGO2015
O Gabinete eleitoral da CDU em Ponte de Lima



domingo, 5 de julho de 2015

A CDU repudia e rejeita qualificativos de génese caciqueira à moda “de regedor” do antigamente


A CDU repudia e rejeita qualificativos de génese caciqueira à moda “de regedor” do antigamente

A Concelhia de Ponte de Lima do PCP e os eleitos da CDU consideram que as definições e conceitos de “terrorismo” que o Presidente da Junta de Arcozelo teve a vergonhosa desfaçatez de pronunciar na Assembleia Municipal, são a todos os títulos qualificativos lamentáveis fora do universo da democracia e muito menos dentro do contexto da apreciação da Petição Pública dos Moradores locais suportada por 691 assinaturas.

Este tipo de pronunciamentos revela que os desesperados quando se estão a afundar agarram-se a argumentos ocos e a conceitos de génese caciqueira, muito à triste maneira “de regedor” do antigamente.

Com toda a confiança eis a CDU a prestar contas à população. Como força política responsável não editamos qualquer tipo de panfletos anónimos. Quem não deve não teme!

A Concelhia do PCP e os seus eleitos repudiam e rejeitam as declarações e definições de “terrorismo económico” que o Presidente da Junta com desfaçatez, falta de ética democrática e falta de respeito, pretende atribuir à CDU.

 A Junta de Freguesia destapou a sua arrogância antidemocrática e demonstra pouca seriedade intelectual na fundamentação que faz do PCP e da CDU em Ponte de Lima. Enganou-se redondamente na sua desfaçatez vergonhosa de caluniar uma força política considerada e prestigiada a nível local e nacional. Prestigio granjeado e solidificado nos valores do trabalho, honestidade e competência.

Quanto a definições e conceitos de “terrorismo” o que dizer do rol de atos da gestão autárquica praticados pelo executivo da freguesia de Arcozelo, contidos na recente informação da atividade da Junta, a saber:

“Definição de nova estratégia a seguir e recurso face à sentença produzida relativas ao processo do Caminho do Fulão; Oposição ao processo de execução interposto pela empresa João Guerra & Filhos, Ld.ª., relativamente à escritura do terreno para o Centro Comunitário de Arcozelo; Celebração de escritura de alienação dos terrenos no futuro polo industrial do Granito a empresas que detêm os terrenos por arrendamento; Acompanhamento do processo judicial para impugnação da reclamação da Autoridade Tributária para pagamento de IMI pela venda de terrenos baldios à Freguesia de Arcozelo;”

Estes enredos judiciais e fiscais são reveladores de uma gestão autárquica imprudente e danosa para a saúde financeira presente e futura da autarquia, todas estas anomalias é que são passiveis de enquadrar perfeitamente nas definições e conceitos de terrorismo do Presidente da Junta de Freguesia de Arcozelo.

Em relação a atos que têm vindo a ser praticados pela Junta e o Município à boleia do processo do Projeto do Pólo Industrial do Granito, a CDU não se pronuncia em questões na alçada judicial e de outras entidades. Vamos aguardar serenamente pelas deliberações que vierem a ser pronunciadas. Quem não deve não teme! 

03Julho2015 - A Comissão Concelhia de Ponte de Lima do PCP

terça-feira, 30 de junho de 2015

As intervenções da CDU na Assembleia Municipal


As intervenções da CDU na Assembleia Municipal

Declaração Política do membro eleito da CDU – Sandra Margarida Fernandes

Caros membros da Assembleia e público na sala:

Por sentir a necessidade de os tornar públicos e o dever de fazer esta declaração política, trago ao conhecimento desta Assembleia certos acontecimentos da última semana em torno da minha ação desenvolvida como membro eleito desta autarquia local que estão relacionados com o projeto do futuro Pólo Industrial do Granito.

Fui ameaçada, tentaram-me coagir, pessoas identificadas e outras covardemente anónimas. Não irei agir criminalmente pois não merecem essa importância, mas deixo aqui um recado, eu Sandra Margarida Pereira de Sousa Fernandes, assim como o partido que represento, o PCP – Partido Comunista Português, não cedemos a pressões. Lutamos e lutaremos sempre e só por zelar os interesses das populações. Não tenho de justificar as minhas atitudes ou os direitos que o meu partido tem como partido da oposição perante tal gente, tenho de me justificar sim, perante os eleitores que votaram na CDU e por conseguinte em mim para sua representação, com a confiança de que não os iriamos trair. É a eles que devemos satisfações. O paradigma da CDU é trabalho, honestidade e competência e é por acreditar nesse lema que hoje aqui estou, pois se assim não fosse estava muito descansada em casa, junto da minha família, a gozar do lazer da minha folga do trabalho.

Que fique bem claro não cedo a pressões, não percam tempo. Não cedo a ameaças, até porque são crime. Não será essa a forma de me calar ou de calar o Partido Comunista Português. Fui alvo de injúrias e de ofensas, não importa, é sinal de que estamos no caminho certo, estamos a mexer com os compadrios e com os lobies instituídos.

Quer eu, quer a CDU não estamos nem nunca estivemos contra as pessoas. Estamos sim contra as injustiças, contra atitudes lesivas, imorais e ilegais. Contra isso sim, podem contar que enquanto tiver capacidade mental estarei sempre disposta a dar a cara, a escrever ou assinar todos e quaisquer requerimentos e a acionar outros requisitos que as leis nos conferem.

“O que vem de baixo não me atinge, o que cai de cima apenas me fortalece”. Este tipo de atitudes só mostra o desespero de quem sabe que tem “rabos-de-palha”. Elas só mostram o baixo nível como a democracia é tratada por pessoas que se acham donos e senhores de tudo. É indiscritível a revolta que sinto, estava convencida que vivia num país democrático mas afinal foi iludida estes anos todos, estamos a viver numa ditadura sotisficada e, como é apanágio de defensores do sistema neoliberal, “quem não está comigo está contra mim”, por isso tem de ser eliminado.

Sr. Presidente da Assembleia, como membro eleito democraticamente para esta “casa”, exijo a proteção conferida nas alíneas o) e p) do n.º 5 da lei 29/87 de 30 de Junho, que confere o direito a solicitar o auxílio de quaisquer autoridades, sempre que o exijam os interesses da respetiva autarquia local; e até mesmo à proteção conferida pela lei penal aos titulares de cargos públicos. Não o exijo por mim, pois eu sinceramente não acho necessário, como diz o ditado “ a caravana passa eles palram mas não se ouvem”, mas exijo-o pela minha família e pela minha filha. É que atos tresloucados praticados por indivíduos ainda mais loucos são imprevisíveis.

Assembleia Municipal, 27Junho2015

Acesso à água e ao saneamento é um direito humano fundamental

O Governo PSD/CDS a poucos meses do fim do seu mandato, num frenesim legislativo de destruição, fez publicar no passado dia 29 de Maio, os diplomas de reorganização do grupo Águas de Portugal (Decretos-Lei n.º 92/2015, 93/2015, 94/2015), que impõem a fusão dos atuais sistemas multimunicipais e a criação de três novas mega-empresas: a Águas de Lisboa e Vale do Tejo, cuja gestão será delegada na EPAL, a Águas do Norte e a Águas do Centro-Litoral.

O objetivo central é o de concentrar capital, clientes e volume de negócios, à custa da expropriação dos ativos municipais nos sistemas de água e saneamento, com vista a criar condições de escala e preços para a sua futura privatização.

Privatização já não apenas por via da subconcessão, conforme está já legalmente previsto, mas também com a possibilidade aberta agora por estes diplomas de o respetivo capital social das empresas poder ser privatizado até 49%. Uma decisão contra a qual as autarquias nada poderão fazer, pois além da perda de poder societário os municípios são remetidos para um mero Conselho Consultivo, órgão sem qualquer poder efetivo.

Um processo que não tem verdadeiramente associada qualquer justificada preocupação com a coesão social e territorial, a melhoria dos serviços prestados ou a salvaguarda dos direitos das populações e dos trabalhadores, mas tão só com a criação de condições para a futura privatização destes serviços.

No que aos preços diz respeito, além de ser inaceitável penalizar as populações com base no critério de residência, como pretende o governo, a verdade é que ao contrário do que o executivo afirma, o resultado será um aumento da fatura ao consumidor final em todo o país. No litoral, como resultado das fusões, e no interior, devido às imposições da ERSAR e da situação deficitária dos sistemas, o que levará a que a maioria dos municípios tenha de subir as tarifas, em alguns casos, mais do que no litoral, agravando assim a vida de milhares de famílias.

O acesso à água e ao saneamento é um direito humano fundamental, e, como tal, é inequívoco que a propriedade e a gestão destes serviços essenciais devem manter-se sob controlo dos poderes públicos, democraticamente eleitos, em particular, sob a esfera municipal, dotada dos recursos adequados. Esta é a melhor garantia de defesa da água pública e dos interesses das populações.

A CDU – Coligação Democrática Unitária sugere ao Senhor Presidente da Câmara Municipal para que o Município de Ponte de Lima faça chegar ao Governo e ao Senhor Presidente da República o seu protesto e exigir a paragem imediata deste processo que atenta contra os interesses das autarquias, das populações e põe em risco milhares de postos de trabalho.

 

CDU não concorda com a entrega da pousada da juventude a privados

Na informação do Sr. Presidente da Câmara é mencionada a “Autorização à MOVIJOVEM, para concessão da Pousada da Juventude de Ponte de Lima a entidades privadas pelo período de dez anos, desde que sejam observadas algumas condições” Esta autorização requer os esclarecimentos necessários do Município a esta Assembleia Municipal.

De modo seguidista o Município alinha com o seu Governo PSD/CDS que decidiu concessionar a gestão de 25 pousadas das 40 atualmente detidas pela Movijovem, lançando um concurso público para a concessão de mais 14 pousadas. O PCP lembra que nesse concurso figuram cinco das mais lucrativas da rede. Só nestas cinco unidades, no ano 2010, a Movijovem obteve um lucro de 644.981,96 euros, tendo no mesmo ano registado o marco histórico de 500 mil dormidas.

Numa primeira fase o Governo tentou liquidar a Movijovem e, em paralelo, cortou e congelou os salários dos trabalhadores, retirou direitos e reduziu investimentos em serviços essenciais. Desde 2011 que se regista uma redução de 170.000 dormidas nas pousadas.

Com o anúncio pelo Governo PSD/CDS, em Agosto de 2011, da decisão de entregar a privados as Pousadas da Juventude, o PCP e a JCP afirmaram a sua total oposição a este processo de concessão/privatização destes equipamentos, por entenderem que coloca em causa a sua missão específica, a sua qualidade e os preços praticados.

Esta decisão é inseparável de uma política mais profunda de privatização de serviços públicos e desmantelamento das funções sociais do Estado, para favorecimento dos grupos económicos, através da criação de áreas de negócio lucrativas. Por isso consideramos não fazer sentido abrir mão de uma área que pode ser lucrativa. Importa relembrar que a Rede Nacional de Pousadas da Juventude corresponde a um investimento público importante, e que agora o Governo com o seguidismo do Município CDS/PP oferece aos privados para obtenção de lucro.

 Reafirmamos a nossa oposição ao processo de entrega das pousadas da juventude a privados, defendendo a necessidade de valorização do papel destes equipamentos, a garantia das condições materiais e humanas adequadas ao seu funcionamento. Para o efeito o Grupo Parlamentar do PCP apresentou no passado dia 4 de Junho, um projeto de resolução na assembleia da república que recomenda ao Governo que “Assegure a gestão pública de todas as pousadas de juventude, a salvaguarda de todos os postos de trabalho diretos e indiretos e o respeito integral dos direitos dos trabalhadores”.

 

A Petição Pública e o Pólo Industrial do Granito
A CDU analisou com rigor os atos que têm sido praticados pela Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Arcozelo em torno do processo do Projeto do Pólo Industrial do Granito.

Em nossa opinião constituem fatores para que este Projeto esteja perigosamente posto em causa, os atos que vão desde a celebração de escrituras em base de pressupostos possivelmente ilegítimos e de efeitos nulos e ainda a aprovação de um normativo que extravasa o espírito do perfil do Projeto do Pólo Industrial do Granito e de certo modo a sua aprovação pelos Órgãos Autárquicos, executivo e deliberativo, da freguesia de Arcozelo constitui um ato arbitrário e ilegítimo, já que o proponente do projeto do loteamento industrial desta futura infraestrutura é a Câmara Municipal de Ponte de Lima a quem foram alienados os terrenos de baldio.

Entendemos que a partir da aprovação sob proposta do Município para a expropriação por mútuo acordo dos terrenos de baldio entre uma dita “Assembleia de Compartes do Baldio de Arcozelo” e a Câmara Municipal, esta entidade, passa a ser a única proponente do projeto do loteamento industrial desta futura infraestrutura, sendo também a entidade licenciadora; e não outra qualquer entidade.

E é bem claro para a CDU que o processo do projeto do Pólo Industrial do Granito está em fase embrionária, já que aguarda um conjunto de diligências de concretização e aprovação de forma a permitir que as fases da sua construção sejam uma realidade, aliás definidas no “Programa de Execução estruturado com base numa previsão de 10 anos para a vigência do Plano de Urbanização que compreende 3 fases: curto prazo (período entre 2014 e 2016); médio prazo (período entre 2016 e 2019); e, longo prazo (período entre 2020 e 2023) ”.

 No entendimento da CDU é profundamente descabido e não percebemos nem entendemos que estejam a ser praticados atos antecipados de “dúvida validade” que no nosso entendimento são comprometedores do espírito e perfil deste projeto industrial e ainda que no local esteja já a ser implantado um Pavilhão Industrial que, sabemos agora, conforme informação obtida através do Município “a construção deste Pavilhão foi objeto de ordem de embargo por despacho do Sr. Vereador Vasco Ferraz datada de 21/04/2015, exarada na informação prestada pela fiscalização em 20/04/2015, a qual participou a construção em questão”.

A CDU considera que tudo isto tem levantado um conjunto grande de dúvidas e por tal facto promoveu a feitura de várias exposições sobre o assunto às entidades competentes. Vamos aguardar serenamente as deliberações destas entidades sobre as questões expostas.

A terminar deixamos bem expresso que estamos plenamente de acordo com a petição pública apresentada pelos 691 moradores de Arcozelo e reforçamos a pretensão de que será de bom senso a reposição da pureza do Projeto desta futura estrutura industrial pelo Município de Ponte de Lima e por isso sugerimos que sejam considerados nulos e sem qualquer efeito todos os atos “irregulares e ilegítimos” praticados em torno do Projeto do futuro Pólo Industrial do Granito.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

ENVC: PCP repudia posição da Comissão Europeia e atitude de capitulação do governo português






Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

 
ENVC: PCP repudia posição da Comissão Europeia e atitude de capitulação do governo português

 
Fundamentação da posição assumida relativamente aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo

8 Maio 2015

Face à nota de imprensa da Comissão Europeia, em que esta considera ilegal o investimento do Estado português nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) no valor de 290 milhões de euros, realizado entre os anos de 2006 e 2011, intima a ENVC, S.A a devolver esse montante e isenta explicitamente o actual concessionário (WestSea), o PCP considera o seguinte:

1- Trata-se em primeiro lugar de uma inaceitável ingerência da União Europeia na soberania do Estado português e no seu inalienável direito de decidir sobre a defesa, valorização e desenvolvimento dos seus sectores e empresas estratégicas. Uma posição que deve ser veementemente rejeitada e que evidencia o papel da UE como estrutura ao serviço dos monopólios e que confirma a deliberada intervenção das instituições europeias no processo de desmantelamento do aparelho produtivo de países como Portugal.

2- A reacção do governo português a esta notícia, pela voz do Ministro Aguiar Branco - que não só não questionou esta inaceitável posição da Comissão Europeia, como é seu direito e dever, como ainda procurou justificar, com esta decisão, o criminoso processo de liquidação dos Estaleiros e da sua entrega aos grupos Martinfer e Navalria - constitui mais uma demonstração de completa submissão do Governo perante a União Europeia, de abdicação da defesa dos interesses nacionais e de absoluto desprezo pelo aparelho produtivo nacional e o sector da construção naval.

3- Ao contrário do que o governo e a União Europeia afirmam, o apoio do Estado português a empresas públicas estratégicas não só não constitui qualquer ilegalidade, como, tal como o PCP sempre defendeu, a obrigação do Governo era a da manutenção desta empresa e o seu desenvolvimento no âmbito do sector empresarial do Estado.

As posturas da Comissão Europeia e do próprio Governo deixam ainda bem claro a sua política de dois pesos e duas medidas: máxima restrição e tentativa de impedimento nos apoios dados a empresas públicas, particularmente dos países mais fragilizados da UE; milhares de milhões de euros para as grandes multinacionais por via dos orçamentos dos Estados-Membros com volumosos benefícios fiscais, dos fundos comunitários e de outros recursos públicos.

4- O PCP reclama do governo português uma atitude de firme e enérgica contestação a esta anunciada decisão – tal como vários outros Estados-Membros, perante situações idênticas, fizeram no passado - não admitindo qualquer tipo de devolução dos valores entregues e levando a contestação à decisão da Comissão Europeia até às últimas consequências. Não sendo ainda conhecida a decisão integral da Comissão Europeia nem a sua fundamentação, os deputados do PCP no Parlamento Europeu dirigiram hoje mesmo por escrito à Comissão Europeia um conjunto de questões a este respeito.

O PCP reafirma a necessidade do Estado português recuperar o controlo público dos ENVC, colocando-o ao serviço da economia nacional, criando emprego, promovendo a construção naval respondendo a necessidades do País e a encomendas estrangeiras, num quadro de uma gestão pública que, em vez de comprometida com a privatização da empresa, como aconteceu ao longo de anos, esteja vinculada a um projecto de modernização e de futuro dos Estaleiros.

 



 

terça-feira, 28 de abril de 2015

CDU repudia e rejeita operações lesivas dos supremos interesses da freguesia de Arcozelo e da sua população.


CDU repudia e rejeita operações lesivas dos supremos interesses da freguesia de Arcozelo e da sua população.

O Secretariado da Comissão Concelhia de Ponte de Lima do PCP e o eleito da CDU na Assembleia de Freguesia de Arcozelo repudiam e rejeitam a apresentação da proposta do executivo da freguesia que se prepara para entregar, através de venda a certos industriais das pedreiras, os terrenos baldios alienados ao município e para isso declarados de utilidade pública com o fim de construção do Polo Industrial do Granito,

Esta proposta da Junta de Freguesia de Arcozelo que pretende transformar em “Normativo sobre as condições a observar para a alienação de parcelas de terreno a empresas ou similares que possuam unidades industriais de transformação de granito instaladas em terrenos propriedade da freguesia de Arcozelo” foi escondida do conhecimento do eleito CDU até ao início da reunião da passada quinta-feira, tendo sido inserida à socapa durante os trabalhos da assembleia nos documentos para análise e discussão na pagina web da freguesia, violando assim o preceito da lei do Regime Jurídico das Autarquias que exige que toda a documentação seja facultada dois dias uteis antes da realização das reuniões.

O Secretariado da Concelhia do PCP e o eleito da CDU consideram lamentável e lesiva dos supremos interesses da freguesia a aprovação desta proposta por parte de membros eleitos na assembleia de Arcozelo, já que:

1. O processo do Polo Industrial do Granito arrasta-se há uma década e, “como diz o nosso povo, a procissão ainda não saiu do adro” já que decorrem as diligências de finalização do Plano de Urbanização das Oficinas de Cantaria das Pedras Finas”

2. No momento atual não existe nenhuma garantia que o Polo Industrial do Granito vai ser uma realidade efetiva, baseando a nossa análise em dois pressupostos: O do evocado no Relatório de Gestão da Junta de Freguesia – Considerações finais – “O ano de 2014 coincidiu com a abertura de um novo quadro comunitário de apoio (2013-2020), que corresponde a um período de alguma indefinição das medidas nele propostas, o que implica alguns constrangimentos em matérias de candidaturas a apoios nas mais diversas áreas de intervenção desta Autarquia.”

 E o descrito no Plano de Atividades e Orçamento do Município para o ano de 2015 “O Pólo Industrial das Pedras Finas, destinado à localização e reordenamento da indústria do granito, irá avançar logo que se reúnam as condições necessárias. Estas condições passam pela aprovação do PU (Plano de Urbanização das Pedras Finas), emissão da DIA (Declaração de Impacte Ambiental), emissão da Declaração de Utilidade Pública, aprovação do loteamento e oportunidade de financiamento no âmbito dos fundos comunitários. A morosidade desse processo em muito se deve ao grande número de entidades envolvidas e a complexidade do sistema e dos processos burocráticos que lhe estão inerentes.”

3. Na atividade da Junta de Freguesia entre 26 de Dezembro de 2014 e 13 de Abril de 2015 é referido a “Celebração de escritura de alienação dos terrenos do futuro Pólo Industrial do Granito, ao Município de Ponte de Lima.” E a “Preparação do processo judicial para impugnação da reclamação da Autoridade Tributária para pagamento de IMI pela venda de terrenos baldios à Freguesia de Arcozelo.”

  4. No Relatório de Gestão da prestação de Contas da Junta de Freguesia diz taxativamente: “De referir que os rendimentos de propriedade constituem uma fonte de receita de grande importância, por permitir à freguesia a inclusão de atividades de apoio ao seu desenvolvimento, bem como proporcionar melhorias nos apoios à população aos mais diversos níveis.”

O Secretariado da Concelhia do PCP e o eleito CDU consideram descabida e sem qualquer suporte justificativo e legal uma proposta deste género já que representa uma operação desastrosa e uma ratoeira habilidosa que causaria graves danos para a sobrevivência da gestão autárquica da freguesia e para o desenvolvimento futuro de Arcozelo em termos de rendimentos de propriedade.

Queremos deixar bem claro que não somos contra o desenvolvimento industrial da freguesia, como preconizamos no programa com que nos apresentamos à população - Defender as empresas já existentes e incentivar a instalação de novas empresas, tornando Arcozelo uma freguesia produtiva e motor do desenvolvimento económico do Concelho – Só que estes objetivos não podem nem devem ser alienados à custa de operações lesivas dos supremos interesses da freguesia e da sua população.

28Abr2014

O Secretariado da Comissão Concelhia de Ponte de Lima do PCP