quinta-feira, 2 de maio de 2013

O SEGUIDISMO QUE NÃO DEIXA ENXERGAR O QUE É IMPORTANTE



O SEGUIDISMO QUE NÃO DEIXA ENXERGAR O QUE É IMPORTANTE

Sandra Margarida Fernandes apresentou na sessão da assembleia municipal do passado dia 29 de Abril, uma proposta sobre trânsito, rejeitada pelos votos contra da maioria CDS/PP.

A maioria CDS/PP esteve mais uma vez de costas voltadas para a população, o seguidismo dos seus eleitos em relação ao executivo camarário não os deixa enxergar o que é importante para os interesses do Concelho e da sua população.

Esta iniciativa da CDU teve o mérito de despoletar por parte do município a apresentação na mesma assembleia de um projecto de “intenção” sobre a requalificação e regularização do trânsito em Ponte de Lima. Só por isto já valeu a pena a apresentação da proposta de recomendação dos eleitos da CDU para a requalificação e regularização de circulação de trânsito “Diminuição da Velocidade na EN 203, em pontos importantes de travessia da Vila de Ponte de Lima”.

Os eleitos da CDU dada a justeza e valor da iniciativa dão a conhecer à população o conteúdo dos textos apresentados sobre a matéria:

Intervenção de apresentação da proposta
Esta nossa iniciativa fundamenta-se na importância que tem esta questão quanto a propósitos como a diminuição da sinistralidade, diminuição de velocidade em pontos importantes de travessia e sinalização e prevenção de pontos sistematicamente atravessados por enumeras pessoas, nomeadamente os alunos das escolas da Vila no caminho para os transportes. Por isso consideramos que mereceria uma discussão aprofundada pelos membros da assembleia municipal e não uma mera apresentação do assunto, já que se trata de um problema de segurança e protecção de seres humanos.

 A CDU entende ainda que o executivo municipal terá urgentemente de elaborar um plano quanto à circulação rodoviária e à política de estacionamento de viaturas. O que temos assistido com o estacionamento devido a situações climatéricas imprevistas é a uma gritante demonstração de que o município não tem qualquer plano que responda a situações de anormalidade. Os passeios são totalmente ocupados por automóveis obrigando os peões, principalmente crianças, idosos, deficientes motores, pessoas com carrinhos de bebé a andarem pelo meio da rua, isto é circularem em perigosa coabitação com as viaturas. A improvisada solução encontrada abriu um precedente muito grave, agora está aberto o critério de assistirmos a veículos estacionados em tudo quanto é sítio em cima dos passeios em situações ou não anormais.

Diversas vezes o estacionamento foi alterado em artérias da Vila por motivos de eventos (dia sem carros, feira medieval, feira quinzenal e outros) com o agrado de muitos Limianos pelo facto de acharem que em termos paisagísticos a Vila fica mais enriquecida e o transtorno desta aplicação não se faz sentir na vida quotidiana das nossas gentes. Ponte de Lima possui um conjunto de Parques de estacionamento que devem ser postos ao serviço dos utentes permanentemente e gratuitamente. Estes parques de estacionamento devem ser dados a conhecer através de sinalização conveniente e de uma campanha de sensibilização para a sua utilização por todos os utentes de veículos. Sugerimos ao Sr. Vereador do pelouro do trânsito para apresentar um projecto global de ordenação, regularização e estacionamento para assim dar oportunidade a que todas as forças políticas com assento neste órgão debatam e se pronunciem sobre esta problemática.

Hoje apresentamos a esta assembleia municipal esta proposta de recomendação que, esperamos ser uma contribuição inicial para a elaboração de um plano global pelo município para as questões de trânsito em Ponte de Lima, assim passamos a apresentar a proposta de recomendação para discussão e votação.

Proposta apresentada
A CDU toma a iniciativa de trazer a discussão e votação esta proposta com os objectivos:
  1. Diminuição da Sinistralidade:
  2. Diminuição da Velocidade na EN 203 em pontos importantes da travessia da Vila de Ponte de Lima;
  3. Prevenção de pontos da EN 203 sistematicamente atravessados por enumeras pessoas, nomeadamente os alunos das escolas da Vila de Ponte de Lima, no caminho para os transportes.
A CDU considera a necessidade da requalificação e regularização de trânsito nas artérias assinaladas nos mapas em anexo, quer com nova obrigatoriedade e sinalização de circulação de veículos, quer na implantação de rotundas para a diminuição da velocidade.

Estas zonas da EN 203 estão expostas à ocorrência de sinistralidade, o que já tem ocorrido no traçado que percorre o trajecto denominado Via Foral de Dona Teresa. É quotidianamente uma artéria atravessada por um número considerável de alunos das escolas a caminho da central de camionagem, que apesar da existência de um túnel para o fazer, não é prática nos hábitos dos mesmos. E diga-se também que a partir de certas horas este túnel aparenta ser inseguro atravessá-lo.

A zona que atravessa toda a denominada Via Foral de Dona Teresa deverá merecer uma nova regularização de circulação de veículos, a implantação de rotundas para diminuição de velocidade em pontos estratégicos atravessados por transeuntes como medidas de prevenção para a diminuição de sinistralidade.

A zona situada no trajecto assinalado Arrabalde – Castro/Ribeira, constituiu um traçado muito movimentado de travessia, por isso a necessidade de prevenir melhor segurança à circulação de trânsito e aos transeuntes com a introdução de uma rotunda.

A opção pela introdução de rotundas em detrimento de qualquer outra forma de redução da velocidade, como bandas sonoras, ou semáforos, resulta do facto de terem cumulativamente a função de criar maior fluidez no tráfego.

Assim a CDU de acordo com as alterações assinaladas nos mapas explicativos, apresenta a seguinte:
PROPOSTA DE RECOMENDAÇÃO
A Assembleia Municipal de Ponte de Lima reunida em 29 de Abril de 2013 delibera:
·         Recomendar ao Município de Ponte de Lima que implemente os necessários mecanismos para a requalificação e regularização de circulação de trânsito “Diminuição da Velocidade na EN 203, em pontos importantes de travessia da Vila de Ponte de Lima e introdução de rotundas” assinalados nos mapas em anexo.

Delibera ainda:

Que os serviços de secretariado desta assembleia municipal; Remetam a presente deliberação á Câmara Municipal para no âmbito da organização e funcionamento dos seus serviços e no da gestão corrente, dar procedimento ao artigo 64º. – Competências, alínea b) Executar e velar pelo cumprimento das deliberações da assembleia municipal (Lei 169/99, de 18 de Setembro).

Os eleitos da CDU – Coligação Democrática Unitária



terça-feira, 30 de abril de 2013

INTERVENÇÕES NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL EM 29ABR2013


INTERVENÇÕES NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL EM 29ABR2013

25 DE ABRIL SEMPRE!
No Portugal actual Viver Abril é rejeitar o Pacto de Agressão assinado com a Tróica estrangeira pelo PS, PSD e CDS. O Pacto com que se cortaram salários, pensões, prestações sociais e funções sociais do Estado é o mesmo Pacto que manteve intactos os contratos swap onde se esvaem milhares de milhões de euros dos nossos impostos para os cofres da banca nacional e estrangeira.
Viver Abril é dar a palavra ao povo para por fim ao descalabro do Governo PSD/CDS, como zeloso executor das exigências de uma tróica que se comporta como uma potência ocupante, que lançou o país na crise mais profunda de que há memória em democracia. O actual Governo não só fez exactamente o contrário do que prometeu antes das eleições, como tem levado a cabo uma política anti-nacional a anti-social impiedosa, lançando o país numa espiral de desemprego, de recessão e de pobreza, com um ataque sem precedentes aos direitos sociais fundamentais dos portugueses.
Viver Abril é rejeitar a opção de liquidação dos ENVC. É dizer não à estratégia de desmantelamento e destruição dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo que o PCP tem vindo há muito a denunciar e contra a qual os trabalhadores da empresa e a população do distrito têm lutado ao longo dos últimos anos, o Governo anunciou na passada semana uma pretensa solução que só pretende abrir as portas à liquidação de uma empresa única na área da construção naval em Portugal. Para viver Abril é preciso avaliar e responsabilizar as administrações dos ENVC ao longo dos últimos anos, auditando de forma rigorosa e completa a qualidade, legalidade e eficiência da gestão empresarial dos ENVC.
Viver Abril é fazer avançar o país é preciso produzir mais na indústria, nas pescas, e também na agricultura. As alterações ao regime de fiscalidade confirmam-se como uma das principais questões que actualmente afectam os pequenos e médios agricultores, a agricultura familiar, e as instituições que os representam. Tendo em conta as características do sector agrícola da região (pequena agricultura e agricultores idosos) estas medidas determinarão o abandono da actividade por parte de muitos agricultores idosos, desesperados, que recebem apoios comunitários anuais de valor inferior a 180€ e que serão agora obrigados a colectar-se. Ou reformados por invalidez que correm o risco de perder a sua reforma por receberem 200 ou 300€ de apoios.
Viver Abril é garantir a defesa dos direitos das crianças e jovens, particularmente importantes num contexto de profundos retrocessos económicos e sociais. Porque vivemos um tempo de surgimento de novas e complexas situações de risco, o Grupo Parlamentar do PCP apresentará em breve um projecto-lei que reforça os meios materiais e humanos das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens, indispensáveis ao cumprimento efectivo do seu papel.
Viver Abril é dizer não à política de privatização e desmantelamento de serviços públicos (e designadamente do serviço público postal) é uma ameaça ao Alto Minho e a todo o país. A entrega dos CTT aos privados, anunciada pelo Governo para este ano, é a estratégia que está na base da intenção de encerramento de mais de 200 estações de correios, deixando as populações ao abandono. Coloca-se o problema da confidencialidade do serviço postal. Coloca-se o problema da destruição de emprego: só no último ano a empresa encerrou 669 postos de trabalho; agora a situação tenderá a tornar-se muito mais grave, caso se concretizem as medidas em causa.
Viver Abril é rejeitar definitivamente o grave processo em curso de privatização dos Serviços Municipalizados e de Saneamento Básico do distrito. Por pressão da empresa Águas de Portugal e do Governo o distrito de Viana do Castelo corre o sério risco de se integrar na empresa Águas do Norte e por essa via ver privatizado o acesso a esse direito fundamental que é a água. A privatização da água, além de constituir uma inaceitável alienação de um direito, vai colocar em risco cerca de 230 postos de trabalho agravando assim os níveis de desemprego do distrito.
Viver Abril é defender o Poder Local Democrático. Viver Abril é exigir a Regionalização, consecutivamente adiada, e a descentralização de meios e competências, elementos para o desenvolvimento económico, social e cultural sustentado e equilibrado como um contributo fundamental para articular necessidades, planos e meios, para o desenvolvimento do distrito e do concelho. Viver Abril é lutar pela revogação da Lei de extinção de freguesias.

Não comemoramos Abril apenas por evocação de uma data histórica. Comemoramos Abril para projectar no presente e no futuro os seus valores. Viver o 25 de Abril data que toca, sensibiliza e movimenta o Povo é viver o caminho de envolvimento necessário para, dia-a-dia, defender Abril na rua, nas empresas, nos locais de trabalho; pelos direitos, liberdades e garantias e pela Constituição da República Portuguesa, que os consagra, para retomar e devolver os seus valores aos trabalhadores e ao povo, ao presente e ao futuro do País.

Saudamos o 25 de Abril Sempre! As próximas comemorações do 1º de Maio, os Capitães de Abril, todos aqueles que lutam por uma democracia avançada inspirada nos valores para retomarem os caminhos da revolução de Abril.

 “Prestação de Contas do Município Relativas ao ano de 2012 e Inventário”
Começamos por manifestar o nosso apreço aos trabalhadores e serviços envolvidos neste esforço de apresentação dos documentos de prestação de contas.

Como sempre temos referido, a análise aos documentos de prestação de contas resulta sempre numa avaliação das opções políticas anteriormente inscritas nos documentos provisionais do ano em questão. Apreciar e votar documentos de prestação de contas não deve ser uma mera comparação de números, mas antes a apreciação da justeza das opções tomadas por quem gere o município, da análise da prestação de contas 2012, resulta que não é facilitada a apreciação política da actividade do Município, dadas as discrepâncias na designação das rubricas. Só essa comparação, feita de forma clara, nos possibilitaria apreciar se a filosofia que serviu de base à elaboração do Plano de Actividades do Município terá sido ou não seguida na sua execução.

É referido “na política de redução de custos a diminuição significativa da despesa corrente com pessoal, que representava 29% do total da despesa em 2011, sofreram em 2012 uma redução de 631.573,00 €, passando a representar apenas 22,59%, dos quais e ainda relativamente à despesa total executada, 15,63% dizem respeito ao pessoal afecto aos serviços municipais e 7% ao pessoal directamente afecto às escolas no âmbito da delegação de competências”.

Não consideramos que esta política seja um feito de enaltecer. No nosso entender significa menos postos de trabalho e menor poder de compra. Consequência é certo imposta pela maldita austeridade decretada pelo Pacto de Agressão e pela aprovação dos deputados da maioria PSD/CDS do pacote de leis contra o Poder local democrático – lei dos compromissos e outras – De que resulta e citando uma passagem do vosso Relatório de Gestão “Ao contrário do que seria expectável o Governo (o vosso Governo PSD/CDS) não foi capaz de introduzir, de uma forma eficaz e oportuna, novas medidas que estimulassem a economia e o emprego, foram tomadas medidas de tal forma austeras que levaram à diminuição significativa do poder de compra, do investimento e da capacidade de sobrevivência das empresas.”

Na apresentação do Relatório de Gestão – Evolução Sectorial da Actividade somos presenteados com diversas citações “uma inovação”. A Vereação passa agora a ter uma ferramenta de consulta diária para de facto os caminhos apontados serem levados à prática na gestão quotidiana do município. Sugerimos que seja considerada a elaboração de uma compilação das citações para consulta de mesa de trabalho da Vereação. Como seria bom hoje não estarmos aqui a dizer que “Ponte de Lima é o 44º Concelho mais pobre do país, o terceiro com os piores índices de desenvolvimento económico e social do distrito, o número de idosos a viverem sozinhos ou isolados em Ponte de Lima são 232, nos Arcos de Valdevez 121, em Viana do Castelo, 54, são os concelhos com maior número de situações identificadas no distrito. O salário médio por habitante está 32% abaixo da média nacional, o desemprego continua uma chaga, zonas industriais vazias, ausência de indústria que incorpore tecnologia e que crie emprego qualificado, empresas que fecham portas. Dos mais de 2 milhões de portugueses que vivem abaixo do limiar da pobreza, muitos habitam em Ponte de Lima.

A CDU considera que, a obsessão da disponibilidade financeira do município é impeditiva de uma gestão autárquica audaciosa como o motor impulsionador da concretização de projectos estruturantes que levem à criação de postos de trabalho e ao desenvolvimento económico e social. Por isso continuamos a referir que, o Relatório de Gestão é uma peça com muito marketing propagandístico à mistura, mas de efeitos pouco práticos. De mandato em mandato vão-se mantendo e acumulando carências no desenvolvimento do concelho. Um Município que dispõe de uma excelente disponibilidade financeira, uma localização geográfica privilegiada em termos de centralidade, dispõe também de Polos Industrias e de Instituições de ensino superior. Mas falta na gestão autárquica do CDS/PP vontade política de investir no desenvolvimento harmonioso do Concelho, melhorando e elevando a qualidade de vida dos seus munícipes. Um Concelho sem capacidade produtiva empobrece.

Ponte de Lima não pode continuar na cauda do distrito nem do país. O Pólo Industrial do Granito não passa de uma intenção em projecto à espera mandato a mandato de dinheiros e aprovação comunitária, a indústria extractiva continua sem quaisquer condições de dignidade, quer de ordenamento quer de condições de trabalho. O projecto de criação de um Núcleo de Produção Extensiva de Suínos de Raça Bisara continua embrulhado na filosofia de concretização só com a disponibilidade de dinheiros comunitários. O comércio tradicional está a definhar, a agro-pecuária é improdutiva e praticamente inexistente, a frente ribeirinha aguarda que seja cumprida e implementada pelo município a deliberação desta assembleia para a sua requalificação, a rede de recolha de resíduos sólidos e de saneamento básico é manifestamente insuficiente, a reabilitação urbana é realizada de forma ad hoc, sendo urgente a elaboração de um plano de recuperação do seu edificado. Não existem políticas de dinamização, gestão e conservação do parque desportivo municipal, alguns equipamentos desportivos encontram-se abandonados e existe apenas um parque infantil para servir todo o Concelho.

Numa palavra é inexistente a definição de prioridades para a concretização de medidas para o desenvolvimento harmonioso e sustentado do nosso Concelho. Os documentos apresentados são o reflexo de definição de prioridades e de opções políticas tomadas pelo município, que consideramos não corresponderem às necessidades básicas e prementes da realidade do Concelho, assim a CDU não encontra neste relatório de gestão condição de votar favoravelmente a prestação de contas 2012.
                                                                                             




Sobre a resposta do PCP à carta endereçada pelo Governo


Sobre a resposta do PCP à carta endereçada pelo Governo



O PCP deu, hoje, em carta dirigida ao Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, resposta à proposta endereçada pelo Governo.
Na resposta, o Secretariado do Comité Central do PCP sublinha que “A disponibilidade manifestada pelo Governo para um encontro para debater a denominada «Estratégia para o Crescimento, Emprego e Fomento Industrial – 2013/2020» não corresponde a um propósito de seriedade política. Na verdade, apresenta-se desprovida de qualquer credibilidade o enunciado de um punhado de medidas e promessas para o crescimento económico subordinadas e amarradas a um «Programa de Ajustamento» que é em si mesmo uma condenação ao declínio e à recessão, ao desemprego e à dependência.
Os pressupostos a que o governo insiste em amarrar o País, têm na situação económica e social a expressão dramática que a realidade revela – nível de desemprego sem precedentes, alastramento da pobreza e da miséria, definhamento do tecido económico, negação de direitos básicos essenciais, redução do valor dos salários e pensões de reforma, menos protecção social, mais endividamento.
Crescimento económico e criação de emprego são inseparáveis de uma política que liberte o país da dependência e do rumo de exploração e de saque dos recursos nacionais de que o governo é entusiasta executante.
O que o país reclama para assegurar o seu desenvolvimento soberano é, não da submissão a um programa que é uma verdadeira agressão ao país e aos interesses nacionais, mas sim a rejeição do Pacto de Agressão.
O que o país reclama não são medidas de propaganda, mas sim a imediata demissão do governo ainda em funções e a convocação de eleições antecipadas.”
O PCP reafirma, nesta ocasião, que “ A solução dos problemas nacionais é inseparável de uma política patriótica e de esquerda que tenha como elementos essenciais a rejeição do «memorando de entendimento» e a renegociação da dívida, a recuperação pelo Estado do controlo das empresas e sectores estratégicos (a começar pelo sector financeiro), a elevação do valor dos salários e pensões de reforma indispensável à dinamização da procura interna e à criação de emprego, a preservação das funções sociais do Estado e de uma efectiva protecção social. Política patriótica e de esquerda que de uma forma mais ampla foi definida no XIX Congresso do PCP e que em anexo remetemos.
Como é do conhecimento do Governo está agendado pelo Grupo Parlamentar do PCP para a próxima quinta-feira a discussão de um Projecto de Resolução com propostas concretas para resgatar o País do declínio económico e social em que se encontra. O Governo tem pois ainda a oportunidade de, com a sua presença, participar nesse debate.
Independentemente dos aspectos referidos e das opiniões agora expressas que consubstanciam a posição do PCP sobre a política necessária para o desenvolvimento do País, se o Governo continuar a considerar oportuna a proposta que nos endereçou, o PCP não deixará de reafirmar nesse momento as posições agora explicitadas ficando a aguardar para o efeito o vosso contacto.”

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Sobre a execução orçamental


Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Sobre a execução orçamental no 1º trimestre do ano



1 – Os dados de execução orçamental referentes ao primeiro trimestre do ano, ontem divulgados, mostram um claro desvio entre as previsões de evolução da receita e da despesa do Estado no Orçamento de Estado para 2013 e a execução verificada.
2 – Apesar do enorme aumento do IRS, aprovado pelo governo, a evolução da receita fiscal no final do primeiro trimestre ficou 517 milhões de euros aquém do previsto do Orçamento de Estado. Para esta evolução, contribuiu não apenas um menor crescimento do IRS do que previsto, mas também uma queda do IRS, do IVA e do ISP, entre outros impostos. Como resultado desta evolução das receitas e das despesas, o saldo global da Administração Central e da Segurança Social agravou-se para -1335,3 milhões de euros, quando em igual período do anos passado foi de -445,7 milhões de euros.
Se o comportamento das receitas do estado ficou aquém do esperado, a despesa por sua vez foi bem superior ao previsto. Neste primeiro trimestre do ano, a despesa consolidada da Administração Central e da Segurança Social ultrapassou em cerca de 654 milhões de euros o previsto, devido à subida dos juros da dívida, das despesas com aquisição de bens e serviços e das transferências correntes para outros sub sectores.
3 – Os dados da execução orçamental mostram claramente a necessidade de se interromper rapidamente as políticas que têm vindo a ser seguidas, sob pena de a espiral recessiva em que estamos mergulhados se vir a aprofundar ainda mais, com mais desemprego, mais recessão, mais défice orçamental e mais dívida pública, a sucederem-se uns atrás dos outros.
4 - O PCP reafirma, uma vez mais, que só com a rejeição do Pacto de Agressão, só com a ruptura com a política de direita, só libertando o país dos interesses do grande capital, só com a urgente demissão deste governo e com a devolução da palavra ao povo, Portugal poderá ter futuro. O país precisa de uma outra política, de uma política patriótica e de esquerda.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Há anos que o PCP denuncia escândalo financeiro dos contratos "SWAP"


Na declaração política que o PCP levou hoje à assembleia da República, Bruno Dias afirmou que quando ouvirem falar em privatizações porque "as empresas públicas funcionam mal e dão prejuízo" peguntem quantos dos que promovem ou autorizam este uso de dinheiro público já foram responsabilizados pelo que fazem.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Mensagem da Candidata à Assembleia Municipal


A CANDIDATA À ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Mensagem aos Pontelimenses

Aceitei encabeçar a Lista da CDU à assembleia municipal como um grande desafio, pois o Concelho necessita de um forte empenhamento colectivo e individual de todos os Pontelimenses que confiam no projecto CDU para alterar o estilo de gestão autárquica CDS/PP que tem vigorado em Ponte de Lima ao longo destes 37 anos. Aceitei fazer parte das listas da CDU pela coerência que tem tido ao longo dos anos bem como das propostas alternativas que têm para o concelho mas acima de tudo para fazer a diferença e contribuir para o desenvolvimento positivo do nosso concelho.

Continuarei a defender intransigentemente os interesses desta terra limiana e das suas gentes, como o fiz na Assembleia Municipal no mandato que agora termina no quadro da rotação dos candidatos da lista CDU. Uma acção prática em consonância com o desenvolvimento e reforço do Projecto CDU, uma acção política firme, coerente e rigorosa no levantar de questões prementes que afectam o Concelho nos vários sectores desde os económicos, sociais, ambientais, da agricultura, da saúde, do emprego, traduzido nas 72 intervenções feitas em plenário da assembleia municipal, nas 3 propostas apresentadas, nas 3 moções postas a votação e em 1 protesto proferido.

A CDU é diferente no projecto e na forma de acção. Esteve com os Pontelimenses em todos os momentos, acompanhou os seus problemas e preocupações, soube estar ao seu lado sempre. Esteve com os trabalhadores, com os desempregados, com os comerciantes, com os reformados, com os jovens, com todos que são vítimas da política de direita do governo e da gestão gasta e caduca do CDS/PP no Município de Ponte de Lima.

Estou confiante de que a CDU vai mais longe nos seus objectivos, pretendendo por isso concorrer a mais freguesias procurando vencer as dificuldades impostas pelo deficite democrático existente no concelho, e ajudar a acabar com o temor que muitas pessoas têm em participar na vida democrática do mesmo, bem patente na dificuldade da elaboração das listas para as Autarquias; e manter ou mesmo reforçar os seus mandatos na Assembleia Municipal, não subestimando as dificuldades para o conseguir impostas pela redução do número de eleitos a eleger, que passam de 51 para 39, bem como garantir a sua presença no Executivo Municipal com a eleição pela primeira vez de um Vereador.

Em Ponte de Lima a força de mudança passa, por isso, pelo reforço da CDU. O trabalho desenvolvido pela CDU na Assembleia Municipal é a garantia firme e demonstração inegável da ligação aos cidadãos, aos seus problemas e preocupações. Trabalho que para ter mais força deverá ter expressão no executivo municipal. Mais votos na CDU e mais mandatos darão mais força às batalhas que teremos que enfrentar para mudar o rumo de governação no Município de Ponte de Lima.

Pois aqui estou eu! Aqui está a candidatura da CDU! Com humildade, mas com muita confiança e forças para fazer mais e melhor pelo nosso concelho. É pois chegada a hora de dar também ao Concelho de Ponte de Lima um novo rumo que rompa com o sistema rotineiro e seguidista instalado na gestão autárquica do município. Podem confiar no empenhamento individual e colectivo de todos os candidatos CDU à assembleia municipal para que o nosso Concelho seja mais próspero e que tenha melhor qualidade de vida.

A Candidata da CDU
Sandra Sousa Fernandes