segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Trabalhadores continuam a luta em defesa dos Estaleiros de Viana

Trabalhadores continuam a luta em defesa dos Estaleiros de Viana


 
Uma delegação do PCP, constituída por Agostinho Lopes, membro do Comité Central e deputado, Filipe Vintém, membro do Comité central e João Frazão, da Comissão Política, participou na Manifestação dos trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, em defesa da empresa, o protesto que juntou mais de 2 mil pessoas percorreu as ruas de Viana.
Com esta participação, o PCP, que tem agendada na Assembleia da República, para o dia 4 de Outubro, a discussão do seu projecto de ratificação do diploma que prevê a privatização dos ENVC, pretende, uma vez mais, manifestar a sua solidariedade para com a prolongada luta dos trabalhadores dos Estaleiros, reafirmar o seu empenhamento na defesa dos ENVC como empresa pública, e estrutura âncora do desenvolvimento da região e denunciar os Governos do PS e PSD/CDS, cuja acção tem objectivamente visado o desmantelamento do único grande estaleiro português com capacidade de projecto.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Sobre o parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida

Comunicado do Gabinete de Imprensa do PCP

Parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida é inaceitável do ponto de vista ético e profundamente desumano e não deve ser acolhido pelo Ministério da Saúde
 
 
1- O parecer, mais um de muitos que têm sido encomendados pelo Ministério da Saúde com o mesmo objectivo, vai de forma muito clara ao encontro da estratégia imposta pela troika no Pacto de Agressão, de continuar a cortar no orçamento da saúde e particularmente no funcionamento do Serviço Nacional de Saúde. Certamente vamos ter o Ministro da Saúde a dizer mais uma vez que é apenas um parecer, mas simultaneamente o parecer vai-se transformando numa orientação para os serviços.
Ou seja, estamos perante um parecer feito à medida dos argumentos que irão ser avançados pelo governo para justificar o corte de centenas de milhões de euros para a saúde no Orçamento do Estado para 2013.
 
2- O parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, conhecido ontem e cujo conteúdo foi mais claramente explicitado nos seus objectivos, na entrevista que o seu presidente deu à Antena1, deve envergonhar quem o produziu porque defende a limitação da utilização dos medicamentos necessários ao tratamento de algumas doenças graves, com o argumento de que nem todos os portugueses devem ter acesso a todos os tratamentos.
O que o presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, disse, por mais que agora procure contornar, foi que os medicamentos mais caros, independentemente da sua eficácia, não devem ser utilizados no tratamento de algumas doenças, sendo os parâmetros dessa utilização definidos em função da idade e do tempo de vida expectável para o doente.
 
3- Para além de tal medida ser claramente contrária ao preceito constitucional que estabelece «Que todos têm direito a protecção da saúde e o dever de a defender e promover» e que esse direito é realizado «através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais, tendencialmente gratuito», o que o parecer defende é claramente a divisão dos portugueses em dois grupos: os que têm dinheiro para ter acesso a todos os cuidados de saúde e aqueles que não têm possibilidades financeiras, a grande maioria dos portugueses, para quem fica reservado um serviço público com serviços mínimos.
 
4- Tal como o PCP tem vindo a denunciar neste último ano, uma das consequências mais graves da crise económica e social em que o país está mergulhado, é a degradação das condições de saúde com os vários indicadores a evoluírem negativamente, como ainda há dias foi confirmado com a divulgação do crescimento acentuado da taxa de doenças depressivas, sendo que alguns desses indicadores não terão expressão imediata, como é o caso das várias taxas de mortalidade.
A responsabilidade é de quem defende e executa medidas restritivas no plano da saúde e por isso tem de ser responsabilizado no plano político e ético por estarem a condenar à morte antecipada milhares de portugueses.

sábado, 22 de setembro de 2012

Comentário do PCP a propósito da reunião do Conselho de Estado


Conferência de Imprensa, Jaime Toga, membro da Comissão Política do Comité Central , Lisboa


Comentário do PCP a propósito da reunião do Conselho de Estado


A propósito da reunião do Conselho de Estado ontem realizada, o PCP quer sublinhar que o que se exige não são apelos ao prosseguimento de um programa de ingerência externa que está a conduzir a vida dos portugueses e do País para o desastre, mas sim a rejeição do Pacto de Agressão em nome do qual o Governo encontra justificação para intensificar a exploração, as injustiças e o empobrecimento.
O PCP alerta para as manobras que o governo tem em curso, e às quais o Conselho de Estado deu o seu aval, para com eventuais retoques ou «modulações» na TSU, manter o objectivo de assalto aos salários e rendimentos dos trabalhadores e dos reformados, e o escandaloso e consequente rumo de declínio e retrocesso.
O que o País enfrenta e o que inquieta verdadeiramente os portugueses, não é a agitada crise política para em seu nome prosseguir a cruzada de espoliação de direitos e salários, mas sim a crise social em que as suas vidas mergulharam.
A questão que se coloca não é como prosseguirá o roubo aos trabalhadores e ao povo, mas sim pôr fim a esse rumo e a este desastre.
O que a situação exige, é a derrota definitiva deste governo e uma ruptura com a política de direita, a rejeição inadiável do Pacto de Agressão, e a assunção de uma postura patriótica não subordinada aos interesses do grande capital nacional e transnacional, da União Europeia e de potências como a Alemanha.
A esta violenta ofensiva, deverá corresponder a intensificação e multiplicação da resistência e da luta, a transformação do protesto, da revolta e da indignação, em luta organizada.
A Comissão Política do PCP apela ao desenvolvimento da luta dos trabalhadores e da população, apela particularmente à participação na manifestação convocada pela CGTP, para o próximo dia 29, no Terreiro do Paço, em Lisboa, numa vigorosa manifestação de força e confiança na luta pela ruptura com 36 anos de política de direita, pela rejeição do Pacto de Agressão e a construção de um país mais justo, desenvolvido e soberano.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Sobre os novos e brutais aumentos das taxas dos serviços e registos nos notários e conservatórias públicas


Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Sobre os novos e brutais aumentos das taxas dos serviços e registos nos notários e conservatórias públicas


1. Foi ontem publicado em Diário da República o decreto-lei do Governo que aumenta, já a partir do próximo dia 1 de Outubro, praticamente todas as taxas pagas pelos cidadãos e as empresas pelos serviços e registos nos notários e conservatórias públicas.
2. Tratados no decreto-lei por “ajustamentos dos valores” são na realidade novos aumentos irracionais de taxas que, em alguns casos, mais do que duplicam. A título de exemplo, podemos referir o reconhecimento de assinaturas e letras e a partilha de bens que têm um aumento de um terço - a última passa de 300€ para 450€.
Tudo apresentado pelo Governo em nome de um “esforço de modernização e reorganização dos serviços” e de “aumentar a competitividade e promover o crescimento económico”, no quadro das orientações tutelares do Programa da Troika, expressamente referida no diploma.
3. O objectivo é claro: arrecadar mais receita e, ao mesmo tempo, proteger os interesses do notariado privado, por via da equiparação dos preços aos desse sector, cuja privatização vem do tempo dos governos PSD/CDS, opção e decisão que o PCP então contestou e continua a contestar.
4. O PCP denuncia com veemência estas medidas gravosas, que constituem mais uma acção de extorsão e um novo assalto aos bolsos dos portugueses, mais um passo no caminho do empobrecimento do povo e do afundamento da nossa actividade económica.
5. O Grupo Parlamentar do PCP irá requerer de imediato, na Assembleia da República, a apreciação parlamentar deste Decreto-lei do Governo.

domingo, 16 de setembro de 2012

Sobre as declarações de Paulo Portas


Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Sobre as declarações de Paulo Portas

As declarações de Paulo Portas, na sequência das reuniões do órgãos directivos do seu partido, são parte da farsa que o CDS vem alimentando para se procurar ilibar das devastadoras consequências para o país e para os portugueses da acção do governo a que pertence.
Primeiro, a cínica operação sobre uma prometida “avaliação” pelo CDS das recentes medidas anunciadas pelo governo PSD/CDS como se com elas não estivesse comprometido, e agora a falsa invocação de um putativo interesse nacional que justificaria a aceitação daquelas, são um inqualificável manobrismo político para procurar ocultar a sua profunda vinculação aos objectivos de uma política de favorecimento dos interesses do grande capital e de devastação das condições de vida de milhões de portugueses.
Subscritores do Pacto de Agressão, entusiastas da submissão do país perante a ingerência externa e parceiros activos da maioria e do governo, Paulo Portas e CDS/PP são responsáveis por cada uma das medidas do governo que integram – do roubo nos salários e nas reformas, da falência de milhares de pequenas e médias empresas, à ruína da agricultura – e pelo rumo de declínio económico, retrocesso social e afundamento do país.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

FENPROF recebe delegação do PCP

FENPROF recebe delegação do PCP

FENPROF recebe delegação do PCP


Uma delegação do PCP, com a presença do Secretário-Geral, Jerónimo de Sousa, foi recebida pela FENPROF. No encontro onde estiveram, para além do Secretário-Geral da FENPROF, os presidentes e coordenadores dos vários sindicatos filiados na Federação, à excepção da Madeira e Açores, foram abordadas algumas questões relacionadas com a abertura do ano lectivo e as consequências das medidas que têm vindo a ser tomadas, quer no processo ensino/aprendizagem quer para a Escola Pública, bem como a ofensiva que tem vindo a ser desenvolvida contra os professores, desvalorizando-os social e profissionalmente.
A defesa da igualdade de oportunidades no acesso e sucesso escolares, objectivo só possível através de uma Escola Pública com a sua matriz democrática e de qualidade; a denúncia e esclarecimento das verdadeiras intenções do governo sobre o futuro do sistema educativo em Portugal, que sustentadas politicamente na crise económica que o país atravessa, têm a sua génese no projecto ideológico do governo da direita, mereceram da parte das duas delegações uma preocupação particular.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Sobre a situação decorrente das medidas recentemente anunciadas contra os trabalhadores e o povo português e a posição do PCP


Conferência de Imprensa, Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP , Lisboa

Sobre a situação decorrente das medidas recentemente anunciadas contra os trabalhadores e o povo português e a posição do PCP

Depois de um ano de políticas de severa austeridade que impôs dolorosos sacrifícios e um acentuado empobrecimento da maioria dos trabalhadores portugueses e de outras camadas e classes populares, o Governo do PSD/CDS-PP tornou público um inaceitável pacote de novas medidas que atingem de forma ainda mais dramática os portugueses que vivem do seu trabalho, de uma reforma ou pensão, que estão no desemprego ou se encontram numa situação de extrema fragilidade e pobreza.
No espaço de quatro dias, primeiro pela voz do primeiro-ministro e depois pelo ministro das finanças, ultrapassando tudo o que era impensável e todos os limites do decoro, o país tomou conhecimento do manifesto desprezo com que o actual governo encara as condições de vida e o futuro da larga maioria dos portugueses e a situação dramática em que muitos hoje vivem.
Desde logo, e à cabeça das medidas anunciadas por Passos Coelho, está a decisão de perpetuação do roubo de dois salários para os trabalhadores da Administração Pública e para os reformados e de um salário para os trabalhadores do sector privado.
A decisão de aumentar de 11% para 18% a comparticipação paga pelos trabalhadores para a segurança social, e ao mesmo tempo que se reduz 5,75 pontos percentuais a Taxa Social Única a pagar pelas empresas é um golpe inqualificável e inadmissível de saque aos rendimentos do trabalho, com a consequente transferência anual de cerca de 2,3 mil milhões de euros para o capital, em particular para os grandes grupos económicos e as grandes empresas.
Um roubo descarado, a coberto da mistificação do combate ao desemprego e que mais não é que uma burla colossal de um governo que deliberadamente o promoveu e continua a promover, como o acaba de confirmar o ministro das finanças – Vítor Gaspar – que entre as medidas anunciadas para 2013 prevê ampliar e acelerar o ritmo de despedimentos na administração pública, pondo em risco o emprego de quase 90 mil contratados a prazo.
Um conjunto de medidas que, no fundamental, visam os rendimentos dos trabalhadores do sector público e privado e seus direitos, dos reformados e da generalidade das populações com o anúncio de novos e mais drásticos cortes na áreas da saúde e do ensino.
Cortes que atingem também a Administração Pública com a redução das prestações sociais e o aumento da idade de reforma, a par de novos cortes no subsídio de desemprego, no rendimento social de inserção e nas pensões superiores a 1500 euros.
Medidas que vão reduzir vertiginosamente o rendimento disponível das famílias, contrair ainda mais o mercado interno atirando milhares de empresas para a falência, e ampliar o desemprego e a miséria.
O chamado agravamento fiscal sobre os rendimentos do capital não passa de uma cínica manobra de diversão.
A única medida quantificada é a do aumento de 1,5 pontos percentuais da taxa liberatória sobre os rendimentos de capital que, sendo uma gota de água no oceano dos milhares de milhões recebidos com a diminuição da Taxa Social Única, acaba por penalizar fundamentalmente os juros das pequenas poupanças. Como já foi demonstrado, a factura dirigida aos rendimentos do capital não ultrapassará uns ridículos e ultrajantes 25 milhões de euros, uma verdadeira ofensa aos milhar de milhões de euros extorquidos aos rendimentos de trabalho. Mais uma vez é a farsa da equidade a imperar, com o grande capital a colher ainda as vantagens resultantes do programa de privatizações, agora ampliado, com a intenção de alienação também dos CTT, CP Carga e área de resíduos sólidos das Águas de Portugal, além da TAP e ANA e ENVC.
A anunciada flexibilidade do Pacto de Agressão é sinónimo de mais e brutais sacrifícios sobre os trabalhadores e o povo, um passo na tentativa de eternização das injustiças e exploração, uma nova ameaça no rumo de afundamento do país. Falsa flexibilidade que afinal se traduz no reforço das medidas de austeridade para o povo e não de alívio face às duras condições sociais que lhe são impostas.
Falsa flexibilidade, já que apenas serve a troika estrangeira e os interesses que representa – os interesses dos mega bancos e do grande capital nacional e internacional.
As medidas agora anunciadas, reincidindo e reforçando as receitas que estão a afundar o país, para além de revelarem o fracasso de um Pacto, não vão resolver nenhum dos problemas do país.
Hoje está provado que o país poderia ter sido poupado a este ruinoso caminho de descalabro e sofrimento para milhões de portugueses, encetado por PS, PSD e CDS, e sempre apoiado pelo Presidente da República, se as opiniões e prevenções do PCP tivessem sido escutadas.
Hoje está provada a total falência e credibilidade de um governo e de todas as suas soluções e previsões. A perspectiva que se apresenta para o futuro é agora ainda mais grave, com a ampliação e adiamento das metas do défice; com o aumento da dívida e do seu serviço; com o prolongamento da recessão económica pelo terceiro ano consecutivo e a previsível estagnação por muitos mais anos; com o inevitável aumento do desemprego em resultado da contínua destruição da capacidade produtiva nacional e de emprego. Uma perspectiva cada vez mais sombria e dramática para milhões de portugueses.
Hoje está provado que a continuação da aplicação deste Pacto de Agressão, deste governo e da sua política apenas conduzirão o país ao declínio e à ruína. Os portugueses já perceberam que não há nada de inevitável nesta política, mas apenas e só uma deliberada opção de favorecer o grande capital.
Já não há mistificações que o possam ocultar, cada dia que passa com este rumo significa mais sofrimento e afundamento do País.
É necessário e urgente, é hora de pôr fim a esta política e ao governo que a executa antes que estes ponham fim ao País. É neste sentido que o PCP apela à convergência de todos os democratas e patriotas, das forças e sectores que verdadeiramente se disponham a assumir a rejeição do Pacto de Agressão, a ruptura com a política de direita, e a adopção de uma política patriótica e de esquerda.
É preciso que os portugueses saibam que mesmo na dramática situação em que a política de sucessivos governos colocou o país, há alternativa à política de desastre nacional. Há soluções para o País. O PCP propõe uma política patriótica e de esquerda e um governo que a concretize. Rejeitar o Pacto de Agressão da troika, libertar o País do domínio do grande capital nacional e transnacional, renegociar a dívida (nos seus juros e prazos) e recusar a responsabilidade pela sua dimensão ilegítima, pôr Portugal a produzir substituindo importações por produção nacional, parar com o processo de privatizações, valorizar os salários e as pensões, defender e desenvolver os serviços públicos, afirmar a soberania nacional, rejeitar as imposições supranacionais e federalistas da União Europeia constituem a opção necessária, possível e cada vez mais urgente.
Entrámos numa nova fase, a situação que vivemos exige que cada um – trabalhador, pensionista, jovem, mulher, pequeno agricultor ou empresário – demonstre o seu descontentamento e indignação, se junte à corrente de protesto e de rejeição desta política e deste Pacto, que engrosse com a sua determinação e confiança num país e numa vida melhor, a luta organizada e consequente dos trabalhadores e do povo. O PCP apela ao desenvolvimento da luta nas suas mais diversas formas e em particular apela à participação na grande manifestação decidida pela CGTP-IN «Todos a Lisboa, todos ao Terreiro do Paço» dia 29 de Setembro, numa poderosa demonstração de força e confiança, tal como o «Dia Nacional de Luta» agendado para 1 de Outubro e para a «Marcha contra o desemprego» de 5 a 13 de Outubro.
O rumo de desastre nacional pode ser interrompido, o caminho para um país mais desenvolvido e mais justo acabará por ser aberto. Nesta situação sem paralelo desde o fascismo, o Partido Comunista Português reafirma o compromisso de usar todas as energias e capacidades ao serviço dos trabalhadores, da juventude e do povo português. Pela rejeição do Pacto de Agressão, pela ruptura com a política de direita, por uma política e um governo patrióticos e de esquerda, por um Portugal com futuro, o caminho é o da luta e da alternativa.