segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Conclusões da reunião mensal da Concelhia de Ponte de Lima



Sobre a Reunião mensal da Concelhia de Ponte de Lima do PCP

A Comissão Concelhia de Ponte de Lima do PCP – Partido Comunista Português na reunião mensal, realizada recentemente, fez o balanço da actividade do primeiro ano de mandato nos órgãos das autarquias locais e abordou questões da vida política e social do Concelho.

A actividade dos eleitos da CDU na assembleia municipal e nas assembleias de freguesia de Arcozelo e de Calheiros pautou-se pelos valores da honestidade, do trabalho e da competência, privilegiando a apresentação de propostas e de sugestões em torno dos problemas locais e de denuncia de aspectos gravosos e nocivos na gestão dos órgãos das autarquias em Ponte de Lima.

Destaca-se pela sua importância para a vida dos limianos a vigorosa oposição na assembleia municipal à criação da empresa “Aguas do Alto Minho”, com a participação de 51% do capital para a Águas de Portugal (ADP) e 49% dos Municípios, com base numa concessão cuja duração será de 30 anos. As dúvidas da CDU têm a ver com a sua gestão que, num futuro próximo, poderá levar ao aumento da tarifa da água e do saneamento, à destruição dos Serviços Municipalizados com incerteza quanto ao emprego dos seus trabalhadores e, por fim, à privatização do fornecimento da água, bem essencial à população de Ponte de Lima que de modo algum poderá deixar de ser público.

Dada a relevância para a vida política, social e económica, importa referir de que o eleito municipal da CDU e a Comissão Concelhia do PCP, apresentaram as suas sugestões e propostas nos vários campos do domínio da gestão autárquica municipal e de desenvolvimento das actividades económicas e sociais no Concelho. no âmbito da colaboração para a elaboração das grandes opções do plano e orçamento municipal para o ano de 2019,

No plano das freguesias realça-se o factor novo de gestão autárquica com o empenho dos eleitos da CDU na gestão dos destinos da Vila de Arcozelo para a minimização dos efeitos nefastos de gestão autárquica desastrosa e danosa que vigoraram no mandato anterior, que só serviram interesses particulares de uns poucos, de que é exemplo a acção enérgica de denuncia da questão muito recente em torno da obra da denominada “estrada do Pedrogão” feita de forma abusiva, assombrada por possíveis contornos de ilegalidades, para a qual uma denominada associação de industriais das pedreiras pretendia uma atribuição pela Junta de Freguesia de cento e cinquenta mil euros.

Em Calheiros o eleito da CDU, apresentou, nas reuniões da assembleia de freguesia realizadas no primeiro ano de mandato, questões pertinentes de interesse para a vida local, como o acesso ao caminho do engenho, o reforço de electrificação do caminho do Progo, sobre os limites territoriais da freguesia, sobre o processo de legalização do edifício sede da junta de freguesia e sugeriu a legalização da situação dos baldios quanto à eleição dos seus órgãos sociais.

A Comissão Concelhia de Ponte de Lima do PCP abordou nesta reunião aspectos da situação política e social locais e definiu tarefas e iniciativas imediatas a levar à prática da vida político-partidária, tais como: a realização de um magusto/convívio em 25 de novembro no Centro de Trabalho, a resolução de trabalhar para a conclusão das obras de restauração do centro de trabalho localizado na zona histórica de ponte de lima.

Analisou ainda a Comissão Concelhia do PCP os actos de vandalismo, perpetrados na noite do Dia das Bruxas – Halloween, contra a fachada do edifício do Centro de Trabalho dos comunistas em Ponte de Lima, foi decidido participar oportunamente, logo após a recolha de dados comprovativos do sucedido, tal acto repugnante às entidades de segurança pública para que sejam tomadas as medidas convenientes,  repudiamos veementemente que debaixo do pretexto de eventos deste tipo sejam desenvolvidas acções de vandalismo a instituições com um historial profundo de defesa da liberdade e da democracia em Portugal que custou a vida de muitos comunistas para que hoje se viva em liberdade no Portugal de Abril!

12 de novembro de 2018

A Comissão Concelhia de Ponte de Lima do
   

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Conheça as propostas para o orçamento do município 2019






O eleito municipal da CDU e a Comissão Concelhia do PCP, no âmbito da colaboração para a elaboração das grandes opções do plano e orçamento para o ano de 2019, apresentam as suas sugestões nos vários campos do domínio da gestão autárquica municipal e de desenvolvimento das actividades económicas e sociais no Concelho.
A CDU defende como medidas prioritárias o necessário desenvolvimento de uma política que promova o interesse regional, defendendo e estimulando o aparelho produtivo, em especial a produção concelhia e regional em todas as suas vertentes, promovendo para tal as acções necessárias para concretização e implementação de tais objectivos.

Colaboração para a elaboração do plano e orçamento municipal 2019
Propostas e sugestões
·         Elaboração de um projecto em parceria com a AEPL – Associação Empresarial de Ponte de Lima para recuperação e revitalização do Comércio Local, e que sejam implementados os meios disponíveis ao seu dispor;

·          A aquisição pelo Município a curto prazo de Mini-autocarros, não poluentes para fazer a ligação entre as várias artérias da Vila e a Central de Camionagem, como um meio importante de apoio e revitalização do comércio tradicional;
·        Elaboração de um plano global para a resolução das graves questões de trânsito; tendo em conta soluções para prevenir a calamidade de atropelamentos na via foral D. Teresa, já que se trata de um problema de segurança e protecção de seres humanos;

·        Efectivação e consagração do princípio de que a cada posto de trabalho corresponda vínculo efectivo. Entendemos que é de elementar justiça garantir que a um posto de trabalho permanente corresponda um vínculo efectivo, pelo que urge a vinculação de todos os trabalhadores que respondem a necessidades permanentes dos serviços públicos do Município;

·         O urgente melhoramento das instalações dos trabalhadores do sector da higiene e limpeza e a elaboração de um programa para a prevenção das Doenças Infecto-Contagiosas evitáveis pela Vacinação (Tétano, Hepatite B, Gripe, Hepatite A) e de outras infecções, a grupos profissionais de risco e nos casos em que a actividade envolva perigo de contágio;

·        O arranque a grande escala de produção de suínos de Raça Bisara em parceria com pequenos produtores, Associações e/ou Escolas e também o apoio à criação de uma Unidade de Abate de Suínos;

·        O apoio e incentivo ao sector da agropecuária em parceria com pequenos produtores, Associações e/ou Escolas;

·        Promoção de uma forte campanha de divulgação do protocolo entre o município e a associação humanitária dos bombeiros voluntários de ponte de lima na cedência de equipamentos de apoio de combate à vespa velutina (asiática).

·        Disponibilizar os meios financeiros necessários para a concretização e a definição de uma estratégia eficaz de combate e eliminação da expansão desta praga, já que constitui um problema de segurança da saúde pública,

·        Criar o “Cartão Limiano”, que permita aos residentes no concelho, o desconto ou acesso gratuito aos serviços culturais e desportivos ou eventos realizados pelo Município, capaz de fazer a diferenciação positiva em relação aqueles que nos visitam;

·        Apoio e cedência de material às escolas, que permita minimizar as carências e dificuldades que pais e alunos estão sujeitos com o decurso do ano lectivo;

·        Criação do Conselho Desportivo Municipal;

·        Apoio e construção de instalações necessárias para a competição noutras actividades desportivas que não unicamente o futebol, mais concretamente, dotar o Município de uma pista de atletismo e piscina com dimensões necessárias que permita a competição, quer a nível regional, quer a nível nacional;

·        Alargamento e devida sinalização de segurança da Estrada Municipal com início em Brandara que liga Calheiros, a Vilar do Monte e Labrujó;

·        Estabelecer como interesse prioritário municipal a realização de obras no Cemitério Municipal, contemplando a criação de rampas de acesso à parte “nova” do cemitério a pessoas deficientes ou com dificuldades de locomoção;

·        A atribuição de um espaço municipal digno e funcional para sede principal da Junta de Freguesia de Arca e Ponte de Lima. Esta Junta de freguesia funciona actualmente num espaço descaracterizado, disfuncional, que em nada se coaduna com a representatividade e importância de que a mesma se reveste;

·        Promoção de uma política ambiental municipal integrada e coerente nos seus diversos domínios, nas suas diferentes esferas de actuação: o saneamento básico; o abastecimento de água; os espaços verdes; linhas de água; ruído e poluição;

·        Reorganização e intervenção florestal devidamente ordenada da Mata Florestal entre Arca e a Mata da Madalena;

·        Que o depósito e recolha de resíduos sólidos/orgânicos se processem através de contentores subterrâneos/profundidade que permita a erradicação dos contentores à superfície;

·         Adopção de medidas no plano municipal que visem assegurar uma eficaz limpeza do espaço urbano em todo o Concelho, pondo fim à falta de limpeza das ruas, e à não recolha dos resíduos sólidos a tempo e horas;
·        Acabar com as descargas poluentes a céu aberto para o rio Lima e noutras linhas de água existentes no concelho; promover o controlo da poluição atmosférica, dos solos e dos recursos hídricos;

·         Limpeza das zonas paralelas às ecovias, em especial a zona envolvente ao Ribeiro de Crasto; e limpeza da ribeira;   
·        Apoiar e incentivar a nível do concelho a apresentação de projectos de reflorestação e de regeneração natural das espécies autóctones; abertura de corta-fogos e criação de reservatórios de água;

URBANISMO
O caos urbanístico e a degradação e abandono do parque habitacional do centro histórico e das freguesias do concelho são ainda uma forte realidade. Basta sair do postal ilustrado, para turista ver, percorrendo o interior das ruas e os caminhos das freguesias, para descobrir, de imediato, a degradação de casas e caminhos e as más condições de vida da população.
O Município de Ponte de Lima deve definir sobre o Urbanismo uma estratégia de desenvolvimento que conduza ao planeamento prospectivo, estratégico e preventivo, e a uma gestão urbanística eficaz, para evitar os desregramentos e desequilíbrios.
O planeamento urbanístico não pode ser feito ao sabor dos interesses dos grupos económicos e especulativos que cada vez mais impõem as regras aos municípios.
De imediato o Município de Ponte de Lima deve estabelecer como prioritário a resolução das seguintes carências:

- Centro Histórico – Estabelecer a curto e médio prazo um plano de recuperação, criando uma Sociedade de Reabilitação Urbana estabelecendo parcerias com entidades privadas e o Governo Central e coordenado por um Gabinete Técnico especifico para apoio e acompanhamento na reabilitação e reconstrução das habitações degradadas;

- Mercado Municipal – Elaboração de um Plano para a sua revitalização no sentido de melhorar o seu funcionamento e a situação dos Comerciantes, Lavradores e Artesãos;

Bairros Sociais:
– Arranjo do espaço envolvente do Bairro da Poça Grande, tornando-o num local aprazível de lazer e dotá-lo de infra-estruturas de recreio e desportivas.

- Valorização Urbanística do Bairro da Escola Técnica (bairro em pleno coração da Vila Limiana); Procedendo á sua recuperação e restauração e de toda a sua zona envolvente;

Mobilidade e Esplanadas
Com a finalidade de gerar receitas, aceitou-se o aparecimento desordenado e caótico de esplanadas, abrindo um precedente de desfecho imprevisível.
É urgente a promoção da melhoria de mobilidade, através da gestão da via pública e dos espaços de circulação pedonal e viária, incluindo a mobilidade condicionada;

Património paisagístico e Arquitectónico:
Esta riqueza natural deve ser perseverada, conservada e protegida merecendo toda a atenção na sua valorização e divulgação, com medidas, tais como:
Valorização e manutenção de todos os espaços panorâmicos (Monte da Madalena, St. Ovídeo, S. Cristóvão, Boa-Morte, Sra. da Rocha, São Lourenço da Armada, Bom Jesus de Anais, St.ª. Justa, Sra. do Socorro, etc.), através de limpeza, reorganização de espaços e acessos;

- Ponte do Arquinho no Arnado – Estabelecer como prioritário um estudo de avaliação das condições de segurança da Ponte e proceder á recuperação e restauração do piso da mesma;

– Elaboração de um plano para a Zona Ribeirinha, considerando a reposição do Areal e retirada definitiva do estacionamento automóvel para que a Ponte romana/medieval e o rio lima sejam devolvidos à população limiana;

- Proceder ao levantamento de zonas periféricas para a elaboração de estudo alternativo ao estacionamento automóvel na zona envolvente da ponte medieval;

Benefícios aos Bombeiros voluntários
Preconizamos as seguintes medidas e benefícios para os bombeiros tais como:

- Isenção total de IMI;

- Apoio aos filhos na Educação;

- Estabelecer um plano com as entidades competentes para apoio à medicação, para prevenção de doenças e de protecção das doenças infecto-contagiosas;

- Premiar a compensação das imensas horas de voluntário por ano com outras contrapartidas, somente a isenção da taxa moderada, é muito pouco ou quase nada;

Distribuição de verbas do Plano e Orçamento Municipal
Para uma maior autonomia e independência das Juntas de freguesia e como contribuição para a prática de uma verdadeira cultura democrática é necessária a transferência de meios financeiros para as Juntas de freguesia:
Assim propomos:
Uma maior transferência de meios financeiros para as Juntas de Freguesia, em que 20% das receitas totais previstas no Orçamento Municipal sejam transferidas para o orçamento das Freguesias.

Ponte de Lima, 29 de Setembro de 2018

O eleito municipal da CDU e a Comissão Concelhia de Ponte de Lima

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Município de Ponte de Lima decide estranha carência (perdão) de rendas a industriais das pedreiras de Arcozelo


Benefício ao incumprimento contratual

A Comissão Concelhia de Ponte de Lima do Partido Comunista Português manifesta apreensão quanto á forma e modo de utilização antecipada dos terrenos baldios na freguesia de Arcozelo que foram alienados ao Município e destinados à implementação do Polo Industrial do Granito ainda hoje, espaço, sem loteamento efectivo.
Em 15 de Junho passado; sob proposta do Senhor Presidente da Câmara foi solicitado à vereação municipal que aprovasse a carência (perdão) das rendas do ano de 2015, das empresas João Guerra & Filhos, Ld.ª e Prego & Fernandes, Lda. no montante (2 155 e 5 965 euros), total de 8 120 euros. As rendas reportam-se a ocupação antecipada de lotes no futuro Loteamento do Pólo Industrial do Granito das Pedras Finas.

Solicitada informação de suporte à decisão, através de requerimento da CDU á mesa da assembleia municipal, após análise, consideramos a deliberação dos vereadores do município incongruente e ao mesmo tempo um benefício de incumprimento contratual, senão vejamos:

A empresa João Guerra & Filhos assinou em Outubro de 2011 um contrato de cedência precária de parcela de terreno para reciclagem de resíduos sólidos provenientes da transformação de granito. Contrato celebrado pelo prazo de um ano, renovável por iguais e sucessivos períodos;

A empresa Prego & Fernandes assinou em Dezembro de 2013 um contrato de arrendamento com prazo certo de prédio rústico. Contrato destinado a fim não habitacional com a duração de prazo certo por vinte e cinco anos.

Manta e capote de estranhas e trapaceiras operações de delapidação dos Baldios

 A Concelhia do PCP considera chocante que a vereação tenha deliberado por unanimidade a carência das rendas, porquanto os terrenos estão a ser utilizados pelos interessados desde anos anteriores, por acordo e consentimento oportunista da anterior Junta de freguesia, com contratos de arrendamento firmados.

Na informação do município emitida a 13 de Setembro, ao esclarecer as rendas em atraso do João Guerra e Filhos, assinala que as rendas referiam-se aos anos de 2016 e 2017, já em relação à Prego & Fernandes é referido que as rendas em falta referem-se aos mesmos anos, o que se depreende que esta firma há data da emissão da informação tinha as rendas no valor de 5 965 euros anuais ainda em atraso. Para a estrutura local do PCP não é compreensível a leveza com que o município deixa por cobrar rendas não pagas nos devidos prazos de pagamento;

Não bastava a construção do pavilhão industrial sem licenciamento pela Prego & Fernandes, Ld.ª., alvo de embargo municipal a 21 de Abril do ano de 2015. Será que o perdão de rendas do mesmo ano é um prémio pela obra clandestina nos terrenos baldios destinados a infraestrutura industrial?

É inquietante e não podemos concordar com o argumento do município a justificar a carência das rendas, como; as fracas acessibilidades, a ainda não aprovação do loteamento do Polo Industrial do Granito, nem estarem executadas as infraestruturas que permitam o seu funcionamento em pleno.

Importa não confundir o trigo com o joio; a situação física do local é a mesmíssima aquando dos anos anteriores da ocupação antecipada pelos arrendatários. Quais os motivos e interesses em consentir tanta arbitrariedade antes de estarem concluídas as infraestruturas para o pleno funcionamento do dito Polo Industrial que tem servido de manta e capote das mais estranhas e trapaceiras engenharias habilidosas praticadas ao longo dos últimos anos com terrenos baldios de Arcozelo.


08/10/2018                                                               
A Comissão Concelhia de Ponte de Lima do

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Em Arcozelo/Ponte de Lima assunto melindroso


Na Sessão Ordinária de 27 de Setembro de 2018 da Assembleia de Freguesia de ARCOZELO/Ponte de Lima, a CDU levantou o véu de uma questão assombrada por possíveis contornos de ilegalidades.
Patrícia Moreira começou por referir que a CDU traz hoje um assunto que pretende ver esclarecido junto da população relativamente a uma proposta de subsídio feita por uma recente associação arcozelense:
Antes mesmo de entrar no conteúdo dessa proposta é de todo conveniente fazer uma descrição cronológica dos acontecimentos à volto da mesma:

Descrição cronológica dos acontecimentos
  - No último trimestre de 2017, a “estrada do Pedrogão” terreno baldio pertença dos compartes desta freguesia, começou a ser preparada para sofrer intervenção;

  - Houve uma proposta feita pela ICNF para que essa estrada passasse a estrada municipal. Essa proposta foi rejeitada em assembleia de compartes;

Apesar dessa decisão e de se tratar de um terreno baldio, a intervenção/pavimentação realizou-se em Dezembro de 2017, por indicação e ajuste directo da CMPL;

  - Em Fevereiro 2018 (informação internet) foi criada a ARGINP – Associação Regional dos Industriais da Pedra Natural do Alto Minho, tendo como presidente da direcção o Sr Manuel de Sousa Prego;

  - A 2 de julho de 2018 a CMPL deliberou por unanimidade atribuir uma comparticipação de 157 410,00€ à Junta de freguesia de Arcozelo para as obras de pavimentação da “estrada do Pedrogão”, verba essa a transferir após conclusão da obra, mediante informação da aprovação dos trabalhos pelos serviços técnicos do município.

  - Após a reunião e deliberação camarária, do nada, a Associação Regional dos Industriais da Pedra Natural do Alto Minho redige um pedido de atribuição de subsídio no valor de 150 000,00€ à Junta de freguesia de Arcozelo para concluir a intervenção de alargamento e pavimentação da “estrada das pedreiras”;

  - Posteriormente a este pedido de subsídio é assinado um protocolo entre a CMPL e a referida Associação com vista ao “…estabelecimento de uma parceria de colaboração com o objectivo da troca de informação e desenvolvimento de competências entre ambas as partes…”

A CDU manifestou total indignação pela ligeireza com que o Município de Ponte de Lima decidiu pelos destinos da freguesia
Neste momento pretendem as partes que a Junta de freguesia, do nada, passe um cheque correspondente ao pedido do subsídio, valor esse que será posteriormente transferido pela CMPL tal como deliberado por unanimidade em reunião de 2 de Julho.

A CDU manifesta a sua total indignação pela ligeireza com que o Município de Ponte de Lima decidiu pelos destinos desta freguesia, pela ligeireza com que o Município de Ponte de Lima atribui subsídios em 2018 por obras feitas em 2017, pela ligeireza com que uma associação pede subsídios em 2018 por obras realizadas em 2017, ainda antes da constituição dessa mesma associação.

A CDU considera que a postura e conduta exercidas pela CMPL relativamente à Junta e Assembleia de freguesia de Arcozelo, revelam uma falta de respeito político por estes órgãos democraticamente eleitos. Mas que fique claro de que, ao contrário de outros tempos, esta assembleia e este executivo não andam a reboque da CMPL nem de interesses particulares. Quem manda em Arcozelo são os Arcozelenses.

Infelizmente, nos últimos anos temos assistido à realização de intervenções à margem da legislação e das regras, muitas vezes com a permissão complacente dos serviços públicos, que têm a obrigação de fiscalização. Estas intervenções têm beneficiado sempre um pequeno punhado, em detrimento do benefício da freguesia e da maioria dos arcozelenses criando, de forma perfeitamente visível injustiça e desigualdades. Senão, vejamos: quem sai beneficiado com a dita intervenção da estrada do Pedrogão”?

A CDU considera falta de transparência política nesta matéria
Esta é mais uma flagrante falta de rigor e de ética, de uma obra feita de forma abusiva, nos terrenos baldios destinados ao pretenso futuro Pólo Industrial do Granito.

A CDU considera que a falta de transparência política nesta matéria deverá ser tida em conta por este executivo de modo a evitar danos maiores para a freguesia.

Da forma como as coisas estão, sobre este caso em particular não contem com a CDU para passar cheques em branco, independentemente das pressões que sejam feitas!

Exposta toda esta situação, a CDU coloca algumas questões que considera pertinentes:

- qual a posição da junta de freguesia acerca deste assunto?
- que outros esclarecimentos poderão ser feitos à população acerca deste assunto?



terça-feira, 4 de setembro de 2018

A CDU na sessão da Assembleia Municipal de 01 de Setembro de 2018


João Monteiro, representante eleito da CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV na Assembleia Municipal de Ponte de Lima levou, à sessão deste órgão deliberativo municipal no passado dia 01 de Setembro realizada no Auditório Municipal, um conjunto de questões e de assuntos relevantes da vida quotidiana do Concelho e da gestão municipal que dá-mos ao conhecimento da população limiana.

Assuntos de interesse municipal
Foi em conferência de lideres assumido o compromisso verbal, apelando ao bom senso, para na ordem de trabalhos desta sessão, não se alongassem as forças representadas, na discussão dos assuntos inseridos no âmbito do ponto da ordem de trabalhos “Período de Antes da Ordem do Dia”, de forma a permitir que com o maior tempo possível e serenidade pudéssemos analisar, julgar, reflectir, discutir e votar a questão primordial desta sessão da Assembleia que é o contrato de Adesão à Sociedade Águas do Alto Minho.
  
Honrarei esse compromisso assumido, que de certa forma irá adiar a abordagem de outros assuntos, que salvo melhor opinião, apesar de também importantes, não o são tanto como o referido no parágrafo anterior.

No entanto, aproveito esta oportunidade, para manifestar o meu desalento e desagrado com a postura seguida pelo executivo camarário em relação a esta matéria, negligenciando a importância de que se reveste todo este processo. Não foi feita uma única sessão pública de esclarecimento, não foi, apesar de ter sido pedido, realizada uma Assembleia extraordinária, que no meu entender seria o mais indicado para uma melhor discussão deste assunto.

Repito, apesar de ter sido pedido a realização de uma assembleia municipal extraordinária, foi-nos dito que a limitação dos prazos a cumprir eram impeditivos da realização da mesma, não obstante o tempo decorrido desde a última assembleia 

Apesar de estar em causa a cedência de uma posição, com cedência de direitos inalienáveis pelo prazo de trinta anos, com as consequências dai inerentes, não viu a maioria do executivo a necessidade de agir dessa forma, dando uma pobre imagem daquilo que não se deve fazer em democracia.
É caso para perguntar. Não é este assunto em discussão assim tão importante que justificasse a realização de uma assembleia municipal extraordinária?
 
Provavelmente estar-se-á hoje neste plenário a discutir e votar o assunto mais importante que surgiu até à presente data, irá influenciar toda uma geração, cujo ónus é demasiado pesado, merecendo a melhor atenção possível para quem tem responsabilidades nesta matéria, lamentavelmente não parece coincidir com a opinião da maioria do executivo em função de toda a conduta adoptada.      
Só peço que de futuro seja feita uma abordagem diferente da discussão dos assuntos surgidos, de forma a ser mais consentânea com os princípios e regras democráticas de um estado de direito.

Sobre a Adesão à Sociedade Águas do Alto Minho, S.A.
A CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV valoriza em absoluto que seja exclusivamente o poder local a assegurar a gestão pública da água e a prestação deste serviço básico, sendo também reconhecido pelas populações o importante papel que as autarquias têm desempenhado na gestão deste recurso e o esforço desenvolvido para levar a água e o saneamento básico a todos, ainda de que forma insuficiente, tentando acautelar e proteger os interesses das populações.

Ora esta realidade está hoje posta em causa com a celebração e imposição deste acordo que nos é apresentado pela maioria no executivo da Câmara Municipal de Ponte de Lima, de aderir à empresa Águas do Alto-Minho detida na sua maioria pela empresa Águas de Portugal.

Caminhamos perigosamente para a desarticulação do princípio evocado no sítio da C.M. sobre o abastecimento de água que, passo a citar “O Município de Ponte de Lima tem efetuado um esforço significativo no reforço e ampliação das infraestruturas de abastecimento de água, tendo como principal objetivo fornecer água em qualidade e em quantidade aos consumidores.” Fim da citação. Temos que recordar que esta realidade está construída na base de dinheiros públicos e do esforço dos trabalhadores municipais e das populações.

Como é sabido trata-se de um negócio na base de uma concessão a longo prazo cuja duração será de 30 anos e com a participação minoritária dos municípios. O conjunto dos sete municípios aderentes perfaz os 49%, ao município de Ponte de Lima cabem-lhe 7,77%, tornando-se uma figura meramente decorativa. Os municípios de Ponte da Barca, Monção e Melgaço, não alinharam neste “grande” negócio e dos municípios que aderiram, Caminha e Vila Nova de Cerveira não integram na totalidade os sistemas de abastecimento de água, cuja exploração permanece na esfera de algumas juntas de freguesia.

A distribuição de água ao domicílio em “baixa” e, da rede de saneamento passará a ser gerida pela empresa “Águas do Alto Minho”, sendo que em "alta" já se encontra concessionada à empresa Águas do Norte a quem o Município já tinha cedido de mão-beijada todas as suas captações de água, como agora o faz com a entrega da posse de bens e infraestruturas.

A integração do Município com a Águas de Portugal para dar corpo à empresa “Águas do Alto-Minho” será do conhecimento de alguns, de todos talvez não, pois a ideia é que se fale pouco ou quase nada da questão. Estamos perante a celebração de acordos intermunicipais que violam o princípio fundamental do direito humano, concretamente do bem, patrimonial/universal, essencial á vida de todos e que é de todos, a água!

Na nossa opinião é um negócio pouco claro, dúbio na sua forma e na sua substância, com muitas “entrelinhas”, é mau para o município e para as gentes de Ponte de Lima. A concretização deste acordo nefasto é inaceitável, irá prejudicar e onerar grandemente toda a população do Concelho, pois retirará á autarquia qualquer capacidade de intervenção democrática na sua gestão, porá em causa direitos laborais e naturalmente afectará a nossa população com o aumento das tarifas e taxas a aplicar aos consumidores domésticos e não-domésticos, inclusive inserir na Águas do Minho fontes e nascentes que de futuro acarretará nefastos e graves problemas económicos e sociais, sendo que a lógica deste modelo é a de que os preços devem cobrir todos os encargos.

Importa dizer de que este acordo trará consigo, entre outros prejuízos, enormes e imorais consequências para todo o Concelho e para as freguesias e dos seus fregueses, tendo em conta que explorações próprias irão ser inseridas nesta nova empresa.

Nunca será de mais frisar de que as freguesias de Argas de São João, Argas de Cima, Argas de Baixo e Gondar, estas no Concelho de Caminha; e a freguesia de Covas no concelho de Vila Nova de Cerveira não vão ceder os seus sistemas de abastecimento de água para integrar o projecto de parceria, adensando ainda mais as dúvidas e receios quanto à honestidade deste contrato de adesão.  
Daí a pertinência da pergunta aos Senhores Presidentes das Juntas de Freguesia. Estarão as vossas populações informadas e inteiradas destas nocivas consequências? O que fizeram em cada freguesia para ouvir as vossas populações? Qual a reacção das mesmas?

Em tudo isto é penoso e grave, como sempre acontece neste tipo de decisões., a existência da indefinição preocupante como serão resolvidos no concreto todos os problemas relacionados com os trabalhadores, se passam para a nova empresa, com que direitos? E o que acontecerá aos que não quiserem passar?

As questões das relações laborais passam-se por elas como gato por lebre. Infelizmente tem sido norma geral, este tipo de decisão acarretar profundas implicações para os trabalhadores, pois com este modelo irão deixar de existir progressivamente trabalhadores dos serviços das águas vinculados ao Município e provavelmente a redução de número de trabalhadores levando, posteriormente à subcontratação em regime outsourcing “processo usado por uma empresa no qual outra organização é contratada para desenvolver uma certa área da empresa.”

Acresce referir que esta decisão municipal, ocasiona a estranha e melindrosa penalização no que diz respeito a futuros investimentos no alargamento da cobertura dos serviços, assim estes ficarão a cargo das autarquias e não das Águas do Alto-Minho, ou seja, as câmaras investem e a empresa lucra.
Não será por acaso que outros municípios do Pais que aderiram a este tipo de fusões queiram agora voltar atrás e reconverter para si a gestão da água ou seja a autonomia municipal, da manutenção do sistema e da gestão pública da água, como sendo um bem que é de todos e para todos.

Sublinhamos, para nós CDU a água é um bem essencial; é indispensável à vida e constitui um património que é de todos. Sem água não há vida. É um direito humano valioso; por isso o Estado através exclusivamente das autarquias locais deve funcionar como garante do direito à generalização e democratização do acesso das populações aos serviços de abastecimento de água e rede de saneamento básico.

Na nossa análise e no nosso conceito as justificações, e argumentos apresentados, concretamente à necessidade de aderirem a este modelo de gestão para terem o acesso aos fundos comunitários são infundados. A Assembleia da República aprovou recentemente uma proposta de resolução apresentada pela CDU-Coligação Democrática Unitário-PCP/PEV que foi aprovada pela maioria dos partidos com assento parlamentar e com a abstenção do PS, na qual recomenda ao Governo o seguinte:

“Cumpra o regulamento Especifico do Domínio da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, garantindo e acesso das autarquias e suas associações aso fundos comunitários no âmbito do Ciclo Urbano da Água, independentemente do modelo de gestão dos sistemas, seja a título individual ou em soluções agregadas.”.

“Não considere como condições de elegibilidade a existência de número mínimo de habitantes que uma candidatura deve abranger, ou no caso de agregações limite mínimo do número de concelhos, nem considere condições ex-ante de nível de cobertura de gastos.”

A CDU não está em desacordo que se crie uma empresa intermunicipal gerida, unicamente, pelos municípios. Assim, podemos dizer que existem outras formas que garantam, hoje e no futuro a gestão pública da água, salvaguardando os interesses das autarquias. Existem sim alternativas, e que uma delas passa pela manutenção da água sob propriedade, controlo e gestão exclusivamente municipais.
A água é um bem inegociável e alienável, é algo que é nosso, de toda a população, e não deve ser utilizado como mercadoria de lucro fácil, por tudo isto, não alinhamos na adesão do município de Ponte de Lima em acordos que tenham a finalidade de minar a gestão pública da água.

Com a decisão municipal de adesão a este acordo perigoso, corremos o risco de abrirmos a porta para a privatização da água, onde serão eliminadas as garantias de orientação da sua gestão por valores de equidade económica e social e suprimidos os princípios da coesão nacional e territorial, de solidariedade inter-regional e de responsabilidade ambiental.

O que sabemos é que os contratos podem ser alterados, e neste caso sem a obrigatoriedade e o escrutínio quer dos executivos das autarquias quer das assembleias municipais. Temos na lembrança a entrega de sectores estratégicos da economia, a energia, os transportes, a siderurgia, o sector financeiro e outros, ao capital privado. Inicialmente estava vedada o acesso da iniciativa privada e o que se veio a verificar é que este compromisso foi violado e o efeito foi o descalabro com todas as consequências nocivas e avassaladoras que conhecemos para a economia e soberania nacional.

 A CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV, opõe-se a todas as iniciativas que possibilitem futuramente qualquer tentativa de privatização da água, lutando para que a mesma continue a ser um bem público e assim de acesso a todos.

As populações do Concelho e do Alto-Minho podem contar com o nosso compromisso de que tudo faremos, por todos os meios constitucionais, na defesa da gestão pública municipal da água, nomeadamente a denúncia de todas as medidas tendentes a promover a privatização, seja por que via for, destes sectores e dos serviços que lhe dão corpo, construídos com dinheiros públicos e o esforço dos seus trabalhadores e das populações.

Assim, rejeitamos a constituição da Empresa Águas do Alto-Minho, nos moldes anunciados onde a empresa Aguas de Portugal ficam com 51% do capital da referida empresa a formar, relegando os municípios aderentes para a posição de minoritários. Dizemos não a acordos ruinosos de entrega da gestão de serviços municipais!

Sobre “Benefícios Fiscais para o ano de 2019”
O esquema a submeter a apreciação e aprovação deste órgão deliberativo municipal em relação a Benefícios Fiscais é o mesmo dos últimos anos. Continuamos a considerar que esta proposta que abarca os diferentes impostos, é injusta, inadequada ao momento. A votação e fixação das taxas deveriam ser em separado para melhor definição da posição a assumir pelos membros eleitos municipais.

A CDU sempre denunciou nesta casa de que as colectas de IMI são demasiado elevadas, e em especial pelos índices inflacionados de avaliação dos imóveis. Sublinhamos com toda a propriedade de que ao longo de muitos anos à actualidade, preconiza-mos que os valores que o município abdica da receita do IRS, sejam canalizados para a redução do IMI. Ora adoptada esta prorrogativa; os benefícios seriam mais abrangentes.

Não chegam só os argumentos de uma dita estratégia ao longo dos últimos anos e de que passa pela criação de condições de maior atractividade para a localização de pessoas e empresas no concelho, assim como para garantir uma melhor qualidade de vida e promover o desenvolvimento económico da região, não é palpável nem visível tal desígnios em resultados práticos objectivos.

Queremos manifestar apreço e congratulamo-nos que, agora o Sr. Vereador da PLMT – ponte de lima minha terra - tenha defendido em proposta de que a redução do IRS fosse metade e que a taxa do IMI fosse a mínima. Proposição muito semelhante (não na totalidade é certo) ao que sempre defendeu a CDU. Proposta esta, infelizmente, rejeitada pelo executivo municipal.


A CDU considera que deveria existir uma visão estratégica que orientasse o concelho e, sem excepção, todos os seus agentes económicos, no sentido de um verdadeiro rejuvenescimento da sua população, das empresas, e do investimento de uma forma geral no concelho.