quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

É inaceitável a exigência para os números de polícia em Arcozelo



INFORMAÇÃO
À POPULAÇÃO DA VILA DE ARCOZELO

A CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV na Vila de Arcozelo, Concelho de Ponte de Lima, considera que o aviso – Toponímia e Números de Polícia – emitido em 01 de Fevereiro de 2017 pela Junta de Freguesia é de uma falta de ética a todos os títulos gritante e preocupante já que a exigência de documentos comprovativos de quem é o proprietário da moradia e da composição do agregado familiar violam as garantias da salvaguarda da protecção de dados pessoais definidos por lei.

É inaceitável a exigência do Presidente da Junta de Freguesia de Arcozelo. Para que se saiba: os cidadãos e as cidadãs estão abrangidos pela lei de protecção de dados, todos e quaisquer dados relativos a pessoas singulares identificadas ou identificáveis; como por exemplo o nome, morada, correio electrónico, idade, estado civil, situação patrimonial em qualquer tipo de suporte; seja em papel, electrónico, informático, etc.; estão salvaguardados pela protecção de dados.

A CDU – Coligação Democrática Unitária considera abusivo e sem qualquer cabimento o procedimento da Junta de Freguesia que revela uma certa tendência de inquisidor-mor no processo actual de toponímia e números de polícia que vai ser extensivo a todos os lugares da Vila de Arcozelo.

No Concelho de Ponte de Lima existe o Regulamento de Toponímia Municipal, Placas e Números de Polícia aprovado por unanimidade em reunião da Câmara Municipal em 14 de Julho de 2008, no qual estão definidos os critérios e procedimentos quanto ao processo de toponímia e número de polícia. No regulamento municipal não é exigível qualquer tipo de documentação para atribuição do número de polícia.
Se a Junta de Freguesia está com problemas, de acordo com o regulamento, deve resolvê-los com a Câmara Municipal e não querer passar o ónus para os moradores da freguesia.

A toponímia, a par da numeração de polícia, representa uma referência geográfica de gestão do território que deve ser estável, não devendo ser influenciadas por critérios subjetivos ou factores de circunstância, deve pautar-se por critérios de rigor, coerência e isenção.

O Regulamento de Toponímia Municipal, Placas e Números de Polícia estabelece que o número de polícia será atribuído pelo sistema de medição métrico e que os interessados devem requerer à Junta de Freguesia ou à Câmara Municipal que informe qual o número que lhes está atribuído mediante o pagamento ou não conforme estiver determinado.

 A CDU em Arcozelo esclarece os moradores de que ninguém é obrigado a apresentar documentos comprovativos para a execução e atribuição do número de polícia pelo facto de estarem protegidos e abrangidos pela lei de protecção de dados.

09Fev2017

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

É deplorável a insuficiência de instalações/balneários para os trabalhadores da recolha do lixo e da limpeza urbana

No Município de Ponte de Lima é deplorável a insuficiência de instalações/balneários para os trabalhadores da recolha do lixo e da limpeza urbana

A CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV esteve recentemente nas instalações/estaleiros de recolha de lixo e de limpeza e higiene urbana, tendo deparado com uma situação caótica que não dignifica o exercício da função dos trabalhadores destes sectores fundamentais para a defesa da saúde pública das populações e para a qualidade do meio-ambiente.

É deplorável a insuficiência de instalações/balneários que chegam ao ponto de não terem condições para que os trabalhadores municipais no final da sua árdua e ingrata tarefa possam tomar banho com água quente, o que põem em causa a integridade e saúde dos trabalhadores e a imagem e a dignidade dos serviços prestados pelo próprio Município.

O PCP considera inadmissível a situação que se vive hoje na Câmara Municipal de Ponte de Lima em matéria de Recursos Humanos e de Serviços de Higiene e Limpeza. A estrutura local do PCP há muito que considera um caos a recolha de resíduos sólidos por todo o Concelho que constitui um dos elementos reveladores da inexistência de uma política ambiental integrada do município CDS/PP.

Reiteradamente afirmamos sempre e quando o for necessário, em Ponte de Lima é um imperativo a defesa do ambiente, ela é indissociável de uma política municipal integrada, nas suas diferentes esferas de actuação: o saneamento básico; o abastecimento de água; a recolha dos resíduos sólidos; os espaços verdes; linhas de água; ruído e poluição.

A eleita municipal da CDU anuncia desde já que estas questões irão ser alvo da apresentação de uma iniciativa na próxima reunião da assembleia municipal a realizar no mês de fevereiro para que o Executivo Camarário proceda ao melhoramento das instalações, de forma que os trabalhadores exerçam as suas funções condignamente.

Ponte de Lima 31 de Janeiro de 2017
O Secretariado da Comissão Concelhia de Ponte de Lima do PCP 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Jerónimo de Sousa em Viana do Castelo

Almoço do PCP, com a participação de Jerónimo de Sousa (Secretário Geral do PCP), 4 de Fevereiro (sábado), pelas 12:30h, na Escola Secundária de Monserrate em Viana do Castelo.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Deputada do PCP na Assembleia da República, Carla Cruz, deslocou-se a Arcozelo no Concelho de Ponte de Lima

Deputada do PCP na Assembleia da República, Carla Cruz, deslocou-se a Arcozelo no Concelho de Ponte de Lima e reuniu com associação ambientalista

A convite da “Verde Maiúsculo” Associação Cívica de Arcozelo no Concelho de Ponte de Lima, a deputada do PCP – Partido Comunista Português na Assembleia da República Carla Cruz reuniu no passado sábado – dia 14 de Janeiro – com esta associação ambientalista, tendo tomado conhecimento das preocupações elencadas em relação à ilegal instalação da Central de Produção de Betuminoso que a população da localidade de Arcozelo não quer ver instalada dado o grau de risco para a saúde pública e a qualidade do ambiente de uma industria poluente deste tipo.

Deslocou-se ainda a deputada pelo círculo eleitoral de Braga, Carla Cruz (o distrito de Viana do Castelo necessita da eleição de deputados da CDU), ao local da obra para a implantação desta monstruosidade poluente, tendo-se inteirado do andamento ilegal da obra clandestina sem loteamento que infringe o plano de urbanização das pedras finas.

Por sugestou da Comissão Concelhia de Ponte de Lima do Partido Comunista Português, em 07 de Dezembro do ano passado o Grupo Parlamentar do PCP através desta deputada formulou através de pergunta ao Ministério do ambiente, sobre a Instalação da central de betuminoso na freguesia de Arcozelo, Ponte de Lima, o seguinte:
“O Grupo Parlamentar do PCP teve conhecimento que a população da freguesia de Arcozelo, concelho de Ponte de Lima está contra a instalação da central de betuminoso naquela freguesia. De acordo com as informações recebidas, a posição da população radica no facto de a instalação daquela central violar o “Plano de Urbanização das Pedras Finas” e de o “terreno ainda ser formalmente do Município”, a que acresce o facto de “uma das linhas de água que passa pelo local já ter sofrido um aterro por parte da empresa.”, facto por si só obriga a “fiscalização por parte da Agencia Portuguesa do Ambiente.” Para além dos problemas acima referidos, a população receia que a “libertação de partículas e compostos orgânicos voláteis” possa ter consequências nefastas para a saúde dos moradores da freguesia.”

Assim, ao abrigo das disposições legais e regimentais em vigor, solicitou a deputada do PCP ao Governo, através do Ministério do Ambiente, em 07 de Dezembro passado, que sejam prestados os esclarecimentos necessários e irá agora avaliar outras possíveis iniciativas no âmbito da sua actividade no Parlamento da República Portuguesa.


Ponte de Lima, 16 de Janeiro de 2017 - O Secretariado da Comissão Concelhia do PCP 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A intervenção da CDU na relevante assembleia de freguesia para a história futura da Vila de Arcozelo

A intervenção da CDU na relevante assembleia de freguesia para a história futura da Vila de Arcozelo

Patrícia Moreira foi a representante da CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV na importante reunião de fim do ano da assembleia de Freguesia da Vila de Arcozelo, esta eleita desenvolveu um enorme e eficaz desempenho na clarificação e denúncia da gravosa gestão autárquica e política da Junta de Freguesia que está a conduzir para um beco sem saída o futuro da governação autárquica na freguesia.

Esta representante da CDU abordou temas da maior importância para a vida futura das populações e de Arcozelo, começando pela apreciação do documento mais importante da gestão autárquica da freguesia; em que deixou bem vincado: “Analisados os documentos elaborados para a apresentação do plano de actividades e orçamento para o ano económico de 2017, não passam de um mau apêndice dependente do poder Municipal. É um documento previsional político-económico muito pouco planificado e estruturado. Concluiu com a vontade pertinente de que gostaria de ver concretizada uma gestão autárquica verdadeiramente virada para as pessoas e os reais interesses da Vila de Arcozelo e não para satisfazer interesses particulares e distanciada das pessoas e dos problemas reais da comunidade” disse.

Prosseguiu Patrícia Moreira a sua intervenção de forma contundente de denúncia em questões altamente gravosas da gestão autárquica do executivo da freguesia, tendo plasmado: “Mais e outra vez a Junta de freguesia remete para esta assembleia de freguesia matéria da gestão de terrenos baldios, não se pode andar constantemente a cometer actos ilegítimos, para nós é claro que na lei dos baldios consta expressamente que a delegação dos poderes de administração é feita na junta de freguesia, isto é no órgão executivo da autarquia, do que decorre que não é admissível que a assembleia de freguesia delibere sobre os baldios cuja administração foi delegada na junta de freguesia. Pretende agora a Junta de Freguesia passar o ónus de um acto de decisão leviana praticado em 2009 para esta assembleia de freguesia. A Junta de freguesia aventurou-se a prometer aquilo que não tinha, não era proprietária de terrenos próprios para poder fazer a permuta com a Firma João Guerra & Filhos. Ficou a enorme dúvida como é que vão ser cumpridos os prazos pretendidos no dito projecto de Acordo. O que vamos ter na nossa opinião é que os actos de leviandade de gestão política na condução deste processo vão ter consequências muito gravosas para os cofres da freguesia, traduzidos no pagamento de 450 mil euros que põem em causa o necessário bom uso de dinheiros públicos, e a gestão autárquica futura na freguesia da Vila de Arcozelo” acusou.

Em relação à 2ª revisão do Orçamento, expressou: “Consideramos que a forma de apresentação desta revisão orçamental é uma trapalhada de engenharia revisional. Os fundamentos da revisão orçamental não deixam dúvidas são para expurgar verbas desajustadas que foram inseridas no plano e orçamento de 2016 postadas, na nossa opinião, ilegitimamente por serem investimentos realizados directamente pela Camara Municipal, isto por um lado, e por outro, os investimentos que não foram realizados, como o caso das obras da Casa da Cultura (com comparticipação financeira comunitária) que está em litígio judicial. É lamentável que a gestão autárquica da freguesia da Vila de Arcozelo esteja em constante e permanente litígios judiciais. Este comportamento não dignifica a freguesia nem o poder local democrático” alertou.

Patrícia Moreira, nesta assembleia de freguesia de especial relevância para a história futura da Vila de Arcozelo, levou a apreciação de licenciada em engenharia biológica - especialização em controlo da poluição, sobre a monstruosidade da pretensa instalação de uma central de produção de betuminoso na freguesia, tendo tecido as considerações: “Este parecer vem reforçar tudo aquilo que tem sido dito até hoje. Os impactes ambientais, já por diversas vezes inumerados são reais, este parecer reforça-o! Faz referência à emissão de partículas, de gases para a atmosfera e de odores. Faz referência ao ruído de equipamentos e circulação de viaturas, faz referência ao risco de contaminação de aquíferos por óleos e à alteração da paisagem! A Central de betuminoso é uma indústria poluente e como tal a sua localização é condenável. O parecer volta a referenciar a falta de loteamento no local, situação que realça toda a ilegalidade daquela instalação. Neste parecer foram ainda propostas 20 medidas adicionais para minimizar os impactes ambientais. Pela listagem apresentada verifica-se claramente que ainda há muito a fazer! A grande preocupação reside no facto de estarmos perante uma empresa que até agora não cumpriu a lei, em nenhum momento do processo e como tal, não acreditamos que o faça no futuro!

No final desta intervenção, a representante da CDU propôs uma nova moção de rejeição à instalação da central de betuminoso com base no parecer apresentado pela junta de freguesia que foi aprovada por UNANIMIDADE. Esta votação só vem reforçar a verdade e firmeza na luta contra esta central que apenas parece agradar aos presidentes da junta e da Câmara.

Arcozelo/Ponte de Lima, 2 de Janeiro de 2017
O Gabinete de Imprensa da CDU



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

A última reunião do Ano na Facha

A CDU na última reunião do Ano na Facha

O eleito comunista Victor Coelho Lopes apresentou, na última reunião do ano da assembleia de freguesia da Facha, realizada no domingo dia 18 de dezembro de 2016, o protesto da CDU pela grave violação sistemática pela Junta de Freguesia do Estatuto do Direito da Oposição. Reclamou ainda pelo não fornecimento da relação dos fontanários públicos solicitados há imenso tempo. E levou a preocupação pela situação caótica da passagem pedonal que confina com o fontanário de Borgonha.

A FACHA NECESSITA DE UM ORÇAMENTO PARTICIPATIVO
O eleito da CDU Victor Lopes expressou que a Freguesia da Facha necessita de um orçamento participativo, tendo aludido na sua intervenção sobre o plano de actividades e orçamento para o ano de 2017 “A CDU considera que é lamentável que mais uma vez não tenha sido cumprido o requisito estabelecido na lei relativamente ao Estatuto do Direito da Oposição; nesta matéria ao longo deste mandato, prestes a concluir-se, a Junta de Freguesia teve desde o início um comportamento fora da lei ao ignorar o dever de ouvir os partidos políticos com representação na assembleia de freguesia. Quem está investido no exercício de funções públicas não pode ignorar as leis e os deveres que lhe incumbem. O eleito Comunista em nome da CDU deixou o enérgico protesto contra a atitude arrogante, teimosa e antidemocrática do executivo da freguesia que impediu de apresentar as propostas e sugestões para serem incluídas na elaboração do Plano e Orçamento da Freguesia da Facha.”

Em relação ao Plano Plurianual de Investimentos o eleito comunista, relembrou o plasmado em 2013 “dissemos então; para o ano de 2015 o valor da verba prevista diminui consideravelmente; para o ano 2016 sobe ligeiramente; para o ano de 2017 sobe como um arranha-céus, claro está em ano eleitoral.” E assim é confirmado hoje no mapa previsional do plano plurianual de investimentos de 2017. 

Victor Lopes expressou ainda a opinião da CDU de que a Facha necessita de um Orçamento Participativo que permita aos cidadãos e suas estruturas representativas participar na construção do poder local, assegurando o envolvimento efectivo das populações na definição das principais opções da política autárquica da freguesia.
A
A TODOS UM BOM NATAL E FELIZ ANO NOVO!
O eleito e os restantes elementos da lista da CDU da Facha desejam a todos os Fachenses e à população limiana uma quadra natalícia e um novo ano portadores de esperanças no futuro da luta por uma sociedade melhor com os valores de abril!


A

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A CDU NA SESSÃO DO FINAL DO ANO NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

A CDU NA SESSÃO DO FINAL DO ANO NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Na reunião do final do ano da assembleia municipal de Ponte de Lima, a eleita da CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV Sandra Fernandes, abordou os seguintes temas:

Sobre a Discussão e votação do “Plano de Actividades e Orçamento 2017”
Em matéria de apresentação das opções do plano e orçamento municipal dada a importância e responsabilidade destes documentos, a CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV preconiza que o debate e a apreciação das grandes opções do plano e orçamento municipal deveriam no futuro serem contempladas pela realização anual de uma assembleia extraordinária permitindo a cada Grupo Político um debate profundo que os documentos previsionais de gestão e da actividade municipal merecem e exigem.

Entendemos que o debate sobre as Opções do Plano e Orçamento, necessita do espaço de tempo para que sejam dados esclarecimentos e explicações que permitam a adequada avaliação dos fundamentos da sua elaboração e abram caminhos na contribuição de todos para que o documento mais importante da gestão autárquica municipal seja participativo, justo e coerente com as necessidades prementes do desenvolvimento económico e social do Concelho.
Em vinte de fevereiro do ano de dois mil e nove nesta sede municipal aquando da discussão da “Elaboração de um Plano Estratégico Económico e Social do Concelho”, expressávamos: “A CDU sempre, mas sempre, defendeu que o desenvolvimento do Concelho de Ponte de Lima não poderia ser dissociado do desenvolvimento da sua Região.”

Analisamos então e apresentamos soluções e pistas em vários campos da economia e da vida social do Concelho que eram e continuam a ser a grande preocupação de todos; desde a Agricultura, a Industria (transformadora e extrativa), o Comércio, a Saúde, o Trânsito, o Ambiente, a gestão pública da água; e também desde a política de investimentos passando pela política do emprego, direitos dos Jovens e dos Pensionistas.

Enfim; fizemos uma análise aprofundada em campos e vertentes da situação económica e social, dando assim o nosso contributo para procurar que fosse diluído a curto, médio e longo prazo o baixo nível de vida das populações do Concelho e da Região em que estamos inseridos.

Passado todo este tempo, debaixo do poder autárquico monocolor que tem governado Ponte de Lima, persistem ainda as enormes dificuldades de condições de vida dos Limianos, provocadas pela falta de planeamento sustentado do desenvolvimento harmonioso do nosso Concelho nas vertentes económicas e social.

A CDU sempre se tem preocupado em apresentar contributos para a melhoria das condições de vida no concelho, tendo como princípios e fundamentos os necessários e imprescindíveis anseios da população limiana.

Consideramos que os documentos mais importantes da gestão autárquica necessitam das contribuições dos vereadores municipais, dos presidentes de junta de freguesia e das demais forças políticas para a sua elaboração e devem merecer a atenção necessária a serem consideradas.

A CDU continua a afirmar que este Concelho clama por um Plano de Actividades e um Orçamento coerentes e audaciosos na promoção de investimentos verdadeiramente estruturantes, de defesa e conservação do ambiente, de melhor e mais serviços municipais de higiene e limpeza, de projectos reais de desenvolvimento económico e social que vão ao cabal encontro das necessidades prementes de Ponte de Lima, uma Vila a proteger e a reabilitar.

A Vila de Ponte de Lima não necessita de um plano e orçamento municipal de marketing propagandístico, excessivamente alicerçado na dependência da incerteza de obtenção de fundos do Programa Portugal vinte, vinte (que deixa a sensação de ser a varinha mágica do município). É um plano e orçamento sustentado em desígnios de ano eleitoral, quando é do conhecimento de todos que o quadro comunitário do Programa Portugal vinte, vinte foi alvo de um acordo ou melhor dito de um pacto sofrido entre os municípios que compõem a CIM do Alto Minho. E sabe-se que o corte de verbas para os municípios vai muito para além do corte de 40% das verbas contratualizadas na Região do Norte no anterior quadro comunitário, o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN)
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Sobre reposição das freguesias
Por proposta do Governo foi criado, por Despacho publicado no Diário da República, 2.ª série — N.º 102 — 27 de maio de 2016, um Grupo Técnico constituído por representantes do Governo, da ANMP e ANAFRE, para no prazo de 180 dias, definir critérios de avaliação da reorganização territorial das freguesias e propor critérios objetivos que permitam às próprias autarquias aferir os resultados do processo de fusão/agregação de freguesias.

No âmbito da sua missão o Grupo Técnico elaborou um questionário, dirigido aos municípios para serem preenchidos e enviados até ao dia 15 de outubro passado.

Na verdade; ao contrário do que muitas vezes foi repetido, a reforma administrativa territorial autárquica não trouxe poupança ao Estado, resultando mesmo em muitas situações em encargos acrescidos para as freguesias. A reforma administrativa imposta em nada resolveu – antes agravou – os principais problemas com que se confrontam as freguesias.

Pelas Bandas de cá não se conhece nenhuma iniciativa pública do município para ouvir as populações das freguesias agregadas e tão pouco foi dado conhecimento e ouvida a opinião dos eleitos da assembleia municipal.

Face aos requisitos do Despacho Governamental, o Município deveria ter dado resposta ao questionário. O que implica a seguintes perguntas ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima:
1.       Foram ou não ouvidas as freguesias e as populações que foram alvo de agregação, para ser emitida uma opinião com base na manifestação real das mesmas?
2.       Dada a relevância da importância das questões inqueridas, o que impediu o Sr. Presidente da Câmara Municipal solicitar a realização de uma assembleia municipal extraordinária para ouvir a opinião de todos os membros eleitos no órgão deliberativo municipal, sobre a matéria?
Sobre a ratificação da decisão tomada na sessão de 17 de setembro de 2016. Emissão de parecer vinculativo para reconhecimento do benefício fiscal de isenção de IMT, nos termos da alínea h) do art0 6° do CIMT''

A CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV considera que sobre este ponto em discussão a decisão a tomar é a de pura e simplesmente a anulação e não ratificação do deliberado na sessão da assembleia municipal de 17 de setembro de 2016, tendo em conta:

1. A forma confusa e a ligeireza do município no lançamento de um projecto deste cariz por omissão de elementos imprescindíveis a uma avaliação criteriosa;
2. Por não restarem dúvidas de a execução de uma obra clandestina e pela não obediência da empresa em cumprir com as decisões municipais de embargo da mesma;
3. Considerando que o benefício fiscal de isenção de IMT pedido pelo requerente se destinava à pretensa instalação de uma central de produção de betuminoso que não se compatibiliza com as exigências de salvaguarda de interesse público.

A CDU manifesta a sua apreensão pela forma nada rigorosa de toda a vereação municipal na avaliação de um projecto industrial deste cariz, ficando-se simplesmente pelos pareceres dos serviços técnicos municipais.

É sabido que os riscos e inconvenientes resultantes da exploração destes estabelecimentos industriais, são enormes, pois põem em causa a salvaguarda da saúde pública, a segurança de pessoas e bens, e a qualidade do ambiente.

Defendemos que todos os processos e projectos devem merecer uma avaliação e análise criteriosa, por isso mesmo todos os vereadores municipais devem responsavelmente estudar todos os dossiers para detectarem o que está bem e o que está mal e não se ficarem simplesmente por pareceres técnicos. As responsabilidades da gestão autárquica assim o exigem.

Como representante da CDU nesta assembleia municipal preconizo para bem da justiça que seja anulada a decisão anterior de isenção de IMT e mais uma vez manifestamos a total oposição à instalação duma monstruosidade industrial em terrenos da terra de que sou natural.