O Partido Comunista Português, partido político da classe operária e de todos os trabalhadores, inteiramente ao serviço do povo português e de Portugal, tem como objectivos supremos a construção do socialismo e do comunismo - de uma sociedade nova liberta da exploração do homem pelo homem, da opressão, desigualdades, injustiças e flagelos sociais. (Do programa do PCP)
Mensagens populares
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
domingo, 20 de dezembro de 2015
ULTIMA REUNIÃO DO ANO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PONTE DE LIMA
A CDU NA ULTIMA REUNIÃO DO ANO DA
ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PONTE DE LIMA
Na
última reunião do ano da assembleia municipal João Gomes apresentou a posição da CDU – Coligação Democrática
Unitária – PCP/PEV sobre o Plano e Orçamento Municipal para o ano de 2016,
abordou e denunciou com pertinência as incongruências quanto aos pedidos de
interesse público municipal para regularização de explorações industriais e
pecuárias e levou a discussão a proposta para resolução e requalificação do
trânsito na via foral D.Teresa, proposta infelizmente rejeitada pela maioria
municipal CDS/PP.
·
Discussão e votação de
“Propostas de reconhecimento de interesse público municipal na regularização de
várias instalações Industriais e pecuárias”
Ao longo dos anos
estas instalações foram-se edificando à margem da legislação e das regras e
muitas vezes com a complacência dos serviços respectivos que as deveriam
fiscalizar. Para o Partido Comunista Português não há dúvidas em relação à
necessidade de regularização de explorações, só que essa regularização não deve
ser feita de qualquer maneira sem consistência das bases rigorosas
justificativas e válidas para o efeito.
Lamentavelmente a informação técnica emitida pelos serviços municipais é muito
superficial, sem rigor e com uma enorme carência no facultar elementos técnicos
necessários da realidade particular de cada instalação industrial ou pecuária,
para podermos fazer um juízo de valor e podermos avaliar e decidir com justiça
quanto a esta matéria.
Senhor Presidente da
Assembleia Municipal e senhores membros eleitos é escandaloso e de bradar aos
sete sois e às sete luas o que a Câmara Municipal apresenta a este órgão
deliberativo municipal para decisão, temos fundamentos de pedidos de
regularização para instalações que não existem ou que estão em situação de
ilegalidade muito recente e a omissão de documentos para análise e avaliação.
Por conhecermos todos
os contornos reportamo-nos a dois pedidos de regularização: O requerente “João
Guerra & Filhos, Ldª” cuja deliberação emitida pela Chefe de Divisão/DAF
assinala como Local da Obra o Pólo Industrial do Granito, não corresponde: O
Pólo Industrial do Granito não existe, é somente um projecto de intenção e não
existe nenhum estabelecimento industrial desta Firma no local dos terrenos
baldios destinados à sua implantação, se vier algum dia a ser uma realidade.
A informação técnica
dos serviços municipais refere a localização da Obra em Faldejães – Arcozelo e
a argumentação emitida no parecer técnico é baseada na instalação de actividade
actual sita no referido local.
Por outro lado a
empresa na sua documentação pede claramente e cito “a emissão de certidão da deliberação fundamentada de reconhecimento do
interesse público municipal na regularização do estabelecimento industrial,
localizado no lote 25 do Pólo Industrial do Granito das Pedras Finas -
Arcozelo”. A juntar a isto há a grave deslealdade de não serem facultados
para análise os documentos anexos ao pedido de regularização, nomeadamente:
declaração da junta de freguesia, levantamento topográfico, planta com a
localização das construções efectuadas e outras áreas funcionais já
intervencionadas no lote 23, planta de localização, estratos das plantas de
ordenamento e de condicionantes do PDM e Plantas do PU.
Senhor Presidente da
Assembleia Municipal e senhores membros eleitos estamos perante uma inverdade,
este estabelecimento não existe no local dos terrenos de baldio destinados à
referida futura infra-estrutura industrial;
O outro caso flagrante
da falta de rigor em fornecer elementos técnicos dos serviços municipais é o
que se refere ao pedido da Firma “Prego & Fernandes – Extracção de Pedra,
Ldª.” A deliberação emitida pela Chefe de Divisão/DAF assinala também como
Local da Obra o Pólo Industrial do Granito, não corresponde, o Pólo Industrial
do Granito não existe, é somente um projecto de intenção. E também a juntar a
isto há a grave deslealdade de não facultarem para análise os documentos anexos
ao pedido de regularização, nomeadamente: levantamento topográfico; planta com
a localização das construções efectuadas e outras áreas funcionais já
intervencionadas no lote 23, planta de localização, estratos das plantas de
ordenamento e de condicionantes do PDM e Plantas do PU.
Sabe-se que esta
instalação foi recentemente construída abusivamente nos terrenos de baldios
destinados ao pretenso futuro Pólo Industrial do Granito que nem sequer estão
loteados, pavilhão industrial implantado sem licenciamento e alvo de embargo
por decisão do município.
E diga-se com a
complacência da Junta de Freguesia de Arcozelo que arbitrariamente celebrou um
contrato de renda com esta Firma em cuja adenda efectuada no mesmo dia da
celebração do contrato vigora: “após a
transmissão pela Junta de Freguesia da titularidade do terreno onde se insere o
Pólo Industrial do Granito, para a posse da Câmara Municipal de Ponte de Lima,
a segunda outorgante está obrigada, a cumprir todos os regulamentos e
determinações que a proprietária (Câmara Municipal) venha a estabelecer para a
utilização do espaço, pelas empresas que no mesmo pretendam instalar ou estejam
instaladas”.
Não podemos deixar de
mencionar a Informação Técnica dos serviços municipais de 24/06/2015 em
resposta a requerimento da CDU sobre a situação deste Pavilhão Industrial, “é claramente informado que o Município de Ponte
de Lima não licenciou a obra de construção do Pavilhão Industrial;
Desconhecimento de que alguma entidade tenha licenciado a construção do
referido Pavilhão; e que a Câmara Municipal ainda não licenciou a construção do
Pavilhão Industrial. Quando o fizer terá em conta todos os aspectos
relacionados com questões urbanísticas da construção; As questões de ordem
funcional e de segurança são da competência do Ministério da Economia, entidade
que oportunamente poderá responder às questões colocadas; na falta de
licenciamento. Não há documentos relativos ao mesmo. E é acrescentado que a
construção deste Pavilhão foi objecto de uma ordem de embargo por despacho do
Sr. Vereador Vasco Ferraz datada de 21-04-2015, exarada na informação prestada
pela fiscalização em 20-04-2015, a qual participou a construção em questão.”
Senhor Presidente da
Assembleia Municipal e senhores membros eleitos, será preciso mais do que isto
para se concluir que estamos perante actos ilegítimos e violadores das regras
da ética e transparência da gestão autárquica, como é possível a Câmara
Municipal apresentar a esta Assembleia Municipal documentação sem rigor para os
fins que se destinam, em que este órgão deliberativo municipal tem uma grande
responsabilidade na aprovação dos mesmos.
A CDU manifesta a sua
apreensão pela distracção da gestão municipal do CDS/PP e, espante-se,
acompanhada pelo vereador do PSD em todo este processo de apreciação de “Propostas
de reconhecimento de interesse público municipal na regularização de várias instalações
Industriais e pecuárias” ao votarem favoravelmente os pedidos de interesse público municipal dos
casos relatados.
Será que este conjunto
de vereadores está completamente a leste da realidade da vida real do Concelho?
A falácia do argumento dos postos de trabalho não podem, nem devem servir para
justificar decisões incongruentes e de falta de rigor e ética na avaliação de
questões de relevante importância na transparência dos actos de decisão da
gestão autárquica municipal.
O processo de
alienação dos terrenos de baldio está debaixo da alçada judicial, dadas as
dúvidas quanto a celebração pela Junta de Freguesia de Arcozelo de um negócio
consigo mesmo, já que o “invisível Conselho Directivo do Baldio” que consta na
escritura a quem é atribuído que terá recebido 290.909.00€, não existe, ninguém
sabe quem são as pessoas.
Importa ainda referir
outro acto, no nosso entendimento de legitimidade duvidosa, a celebração de
outra escritura de compra e venda de terrenos Baldios, destinados ao dito Pólo Industrial, com a Feliciano
Soares – Granitos de Ponte de Lima, Ldª., em que os primeiros outorgantes
(Junta de Freguesia) declaram ter recebido a importância de 159.240.00€.
E também não pode ser escamoteado a esta
Assembleia Municipal que após o acto de apossamento e transmissão de terrenos
baldios, cuja extensão abarca 192.000.00m2 com o valor patrimonial de
2.839.060.00€, foi celebrada uma escritura de permuta entre a Junta de
Freguesia e a Câmara Municipal na qual é referido que para igualação de valores
o Município entregou em dinheiro 246.764.00€ à representada dos primeiros
outorgantes.
É de interrogar o que não bate certo nisto
tudo? O Município pode efectuar negócios em dinheiro de valores assim elevados?
Querer tapar o Sol com a peneira não é possível!
A CDU considera que as
informações técnicas emitidas pelos serviços
municipais são de uma confrangedora falta de rigor para a necessária avaliação
dos pedidos de reconhecimento de interesse público municipal. São uma afronta à
dignidade deste órgão deliberativo municipal e um acto de falta de colaboração
institucional. Não podemos ignorar que a esta Assembleia Municipal é atribuída
uma enorme responsabilidade na avaliação e aprovação da regularização das
instalações industriais ou pecuárias, já que é este órgão deliberativo
municipal que tem que emitir a deliberação fundamentada de reconhecimento
público municipal na regularização do estabelecimento ou instalação, sob
proposta da Câmara Municipal.
A CDU considera que por tudo isto esta
assembleia municipal não tem as condições necessárias para decidir com verdade,
rigor e justiça.
Deixamos claro que quanto a outros pedidos de
regularização não é possível emitir um juízo de avaliação por não sabermos se
existem factos irregulares ou ilegítimos pelas dúvidas de escassez da
informação técnica dos serviços municipais.
Sublinha-mos por falta de elementos com verdade
e de elementos clarificadores e necessários para avaliação, não podemos assumir
de forma alguma uma responsabilidade desta magnitude, em tudo o que esteja
ferido pela falta de rigor, de ética e transparência políticas e técnicas não
contem com a CDU.
·
Discussão e votação do
“Plano de Actividades e Orçamento 2016”
Analisado o documento
apresentado, o que temos no plano e orçamento para 2016 é uma mão cheia de
dúvidas, a inscrição da maioria dos projectos de obras é feita à espera do que
irá acontecer com os fundos comunitários, alicerçados na exígua incógnita das
verbas do ciclo comunitário do Portugal vinte, vinte destinadas ao distrito de
Viana do Castelo.
Em matéria de “Plano de Actividades e Orçamento” é praxe do município prometer
criação de emprego, mais indústria, mais desenvolvimento económico no concelho,
mas o resultado no final de cada ano económico em termos de grandeza de escala
de esse “desenvolvimento económico e social” é meramente residual, em nada se
nota, por isso mesmo Ponte de Lima continua na cauda do distrito, do País e da
Europa.
A gestão autárquica dos consecutivos mandatos
municipais do CDS/PP foi adiando investimentos em infra-estruturas e
equipamentos essenciais à população, rede de saneamento básico em vastas zonas
das nossas freguesias; arranjo de vias municipais; arranjo de ruas e passeios;
recuperação e requalificação de bairros sociais; e deram prioridade a obras de
embelezamento que dão no olho para turista ver e descurou o investimento em
infra-estruturas e equipamentos básicos essenciais.
Desgraçadamente temos o exemplo
do famigerado Pólo Industrial do Granito, há uma década que são utilizados os
mesmos argumentos, a cada ano que passa ficam imensas dúvidas quanto á viabilidade
deste projecto industrial, aliás com contornos de graves irregularidades e até
possíveis ilegalidades de foro judicial, quanto ao processo dos terrenos de
baldio para a sua pretensa instalação e só para esse fim e não para qualquer
outro.
O desenvolvimento do Concelho de
Ponte de Lima vê-se acorrentado pela disponibilidade de fundos comunitários e
pela apetência economicista de o executivo municipal CDS/PP que não investe os
vastos recursos financeiros disponíveis, com audácia e determinação em
investimentos para colmatar as enormes carências da população e criar
desenvolvimento económico e social no Concelho.
Continuamos a considerar urgente
estabelecer como prioridade do Município a implementação especial de um plano
efectivo de resolução da degradação do Bairro da Escola Técnica, da degradação
e desumanização do Bairro Social da Poça Grande, da situação caótica da Rua
Conde de Bertiandos para que deixem de ser referência de boas intenções
inscritas ano a ano nos planos e orçamentos municipais. Resumindo é necessário
que seja concretizado sem mais rodeios o
projecto de delimitação da área de reabilitação urbana – Ponte de Lima uma Vila
a proteger e a reabilitar - aprovado por unanimidade pela assembleia municipal
em 2011, dando aspiração e concretização às orientações contidas no estudo para
elaboração do referido projecto.
A CDU formula desta tribuna o pedido ao Senhor Presidente da Assembleia
Municipal que avalie a possibilidade de em tempo oportuno convocar o
secretariado executivo da comunidade intermunicipal, de acordo com o estipulado
no Regime Jurídico da Autarquias Locais – lei 75/2013, para que sejamos
informados e esclarecidos quanto às actividades desenvolvidas, concretamente a
projectos e estratégias para o desenvolvimento de Ponte de Lima e o valor das
verbas consideradas para o efeito.
Um Concelho sem capacidade
produtiva empobrece. A CDU considera necessária outra política autárquica e outro
rumo para Ponte de Lima. É preciso investir, investir, investir muito mais na
população do Concelho. Haja vontade política para o fazer! Chegou o momento de
investir em projectos estruturantes que criem riqueza, que potenciem a sua
justa distribuição, e que realmente abram mais oportunidades, para que se possa
viver com dignidade na nossa terra. Não podemos desperdiçar mais tempo.
A CDU reafirma que a sua
apreciação não se refere apenas à actualidade, tem presentes decisões
anteriores, que mereceram o nosso reparo por recear aquilo que neste momento se
está a viver, temos uma gestão autárquica do CDS/PP completamente à deriva,
ninguém tem mão nas demandas de gestão municipal, como: processos de alienação
de terrenos baldios em Arcozelo em base de dúvida legalidade jurídica;
alteração das margens do rio sem autorização prévia; embargo de obra particular
do próprio vereador, estes actos não dignificam o Poder Local Democrático,
antes pelo contrário enfraquecem a democracia porque ropem com o rigor da
transparência da gestão autárquica.
A terminar continuamos a afirmar:
Este é pois um Plano de Actividades e um Orçamento que não
merece qualquer apoio por parte da CDU
– Coligação Democrática Unitária,
porque consideramos que é urgente, o município iniciar investimentos
verdadeiramente estruturantes que vão ao cabal encontro das necessidades
prementes identificadas e assinaladas no “projecto de delimitação da área de
reabilitação urbana – Ponte de Lima uma Vila a proteger e a reabilitar”.
·
Discussão e votação da Proposta de recomendação
de requalificação e regularização de circulação de trânsito “Diminuição da Velocidade na EN 203, em
pontos importantes de travessia da Vila de Ponte de Lima, aonde se insere a Via
Foral D.Teresa”.
A iniciativa do retomar desta questão, fundamenta-se nos
propósitos como a diminuição da sinistralidade, a diminuição de velocidade em
pontos importantes de travessia, a sinalização e a prevenção de pontos
sistematicamente atravessados por enumeras pessoas, e tem ainda como objectivo
supremo dar andamento à procura de soluções para prevenir a calamidade de
atropelamentos na via foral D. Teresa, já que se trata de um problema de
segurança e protecção de seres humanos.
Por isso consideramos necessária uma nova discussão aprofundada
pelos membros da assembleia municipal e não uma mera e pomposa apresentação de
circunstância do assunto como foi feita pelo Município em Abril de 2013, já lá
vão dois anos e oito meses, sem se deslumbrar qualquer efeito prático na
resolução deste grave problema da circulação rodoviária na nossa Vila.
Hoje apresentamos a esta assembleia municipal esta proposta de
recomendação que, esperamos seja uma contribuição inicial para a elaboração de
um plano global pelo município para a resolução das graves questões de trânsito
em Ponte de Lima, assim passamos a apresentar a proposta de recomendação para
discussão e votação.
·
Dada a gravidade da constante sinistralidade na
chamada Via Foral D. Teresa com atropelamentos, problema que já mereceu pela
apresentação de iniciativa da CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV em
29 de Abril de 2013, a discussão nesta Assembleia Municipal, mas que entretanto
até aos dias de hoje em nada foi alterada esta calamidade que põe em risco a
vida de seres humanos e bens materiais, consideramos da maior urgência retomar
a apreciação e discussão desta temática;
Assim a CDU retoma a iniciativa de novamente
trazer a discussão e votação esta proposta com os supremos objectivos de
encontrar soluções reais para:
1.
Diminuição da Sinistralidade:
2.
Diminuição da Velocidade na EN 203 em pontos importantes da travessia da
Vila de Ponte de Lima;
3.
Prevenção de pontos da EN 203 sistematicamente atravessados por enumeras
pessoas.
A CDU considera a necessidade da
requalificação e regularização de trânsito nas artérias assinaladas nos mapas
em anexo, quer com nova obrigatoriedade e sinalização de circulação de
veículos, quer na implantação de rotundas para a diminuição da velocidade.
Estas zonas da EN 203 estão
expostas à ocorrência de sinistralidade, o que já tem ocorrido no traçado que
percorre o trajecto denominado Via Foral de Dona Teresa. É quotidianamente uma
artéria atravessada por um número considerável de alunos das escolas a caminho
da central de camionagem, que apesar da existência de um túnel para o fazer,
não é prática nos hábitos dos mesmos. E diga-se também que a partir de certas
horas este túnel aparenta ser inseguro atravessá-lo.
A zona que atravessa toda a
denominada Via Foral de Dona Teresa deverá merecer uma nova regularização de
circulação de veículos, a implantação de rotundas para diminuição de velocidade
em pontos estratégicos atravessados por transeuntes como medidas de prevenção
para a diminuição de sinistralidade.
A zona situada no trajecto
assinalado Arrabalde – Castro/Ribeira, constituiu um traçado muito movimentado
de travessia, por isso a necessidade de prevenir melhor segurança à circulação
de trânsito e aos transeuntes com a introdução de uma rotunda.
A opção pela introdução de rotundas em detrimento de qualquer outra
forma de redução da velocidade, como bandas sonoras, ou semáforos, resulta do
facto de terem cumulativamente a função de criar maior fluidez no tráfego.
Assim
a CDU de acordo com as
alterações assinaladas nos mapas explicativos, apresenta a seguinte:
PROPOSTA DE RECOMENDAÇÃO
A
Assembleia Municipal de Ponte de Lima reunida em 19 de Dezembro de 2015
delibera:
·
Recomendar
ao Município de Ponte de Lima que implemente os necessários mecanismos para
a requalificação e regularização de circulação de trânsito “Diminuição
da Velocidade na EN 203, em pontos importantes de travessia da Vila de Ponte de
Lima e introdução de rotundas” assinalados nos mapas em anexo.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
A CDU NA FREGUESIA DE ARCOZELO/PONTE DE LIMA
Na Assembleia de Freguesia de Arcozelo de 20
de Novembro de 2015, o eleito CDU Acácio Fernandes apresentou um conjunto de
intervenções de maior importância para a vida e gestão autárquica da freguesia:
1. Nos
assuntos de interesse para a Freguesia
Para a sessão de hoje trago um
conjunto de questões que me foram colocadas por escrito ou pessoalmente por
fregueses e ainda uma breve apreciação da documentação pedida por requerimento,
para os quais solicitamos esclarecimentos e informações por parte do Senhor
Presidente da Junta de Freguesia. Passo a enunciar os respectivos assuntos:
- No dia 28/09/2015, mais concretamente na última Sessão foi levantada a questão pelo membro eleito Sr. António Fiúza sobre a conta bancária penhorada pelo Tribunal. Na altura falou-se em 180.000.00€, qual o valor que efectivamente foi caucionado?
·
Caminho no Lugar da Armada, a exposição feita
pelo Senhor Hugo Alexandre Fernandes já lá vão 3 anos na qual manifesta a
preocupação e receio de que com o passar do tempo de chuvadas os muros de suporte
da estrada e do caminho público podem ruir pondo em risco a circulação de
pessoas e bens. É que o exponente deu-se ao trabalho de identificar todos os
pontos críticos com fotografias e legendas respectivas;
Pergunto: Não é demasiado desleixo. Qual o
motivo do arrastar desta situação e o não dar uma resposta ao exponente?
·
A Junta de Freguesia está a enviar cartas aos moradores
para pagamento do IMI (tenho exemplo de carta).
Que eu saiba o IMI é cobrado pelas
Finanças, que legitimidade tem a Junta de Freguesia para exigir cobrança de
IMI?
·
Por falar em IMI, chegou-me aos ouvidos
que existem terrenos registados em nome de Arcozelenses cedidos pela Junta dos
quais pagam todos os impostos, nomeadamente IMI, estando a Junta a receber a
título de renda de outros que não são os proprietários?
·
Por
pesquisa no Portal da Justiça – A justiça ao serviço do cidadão e das empresas –
fui tomado conhecimento que o Sr. Presidente da Junta de Freguesia é membro do
Conselho de Administração da Cevalor.
Numa sessão
recente deste órgão fui-nos apresentada uma proposta da Junta para aderir ao
Centro Tecnológico da Valorização das Rochas Ornamentais e Industriais –
CEVALOR (o que nos foi apresentado para aprovação ilegitimamente foi os
estatutos desta entidade). Batalhei na necessidade de ser apresentado o acordo/proposta.
Há gente que está nesta Assembleia para ver passar o comboio para não dizer
outras coisas. Com estas promiscuidades poderá
estar o Sr. Presidente da Junta de Freguesia a desrespeitar o pricípio do
actuar com justiça e imparcialidade e a não salvaguardar e defender os
interesses da autarquia e também a violar o dever de não intervir em actos de
direito privado, nem participar em assuntos em que tenha interesse ou
intervenção, por si ou como representante ou gestor de negócios de outra
pessoa;
·
Da análise à documentação pedida através de
requerimentos resalta que:
a) Na escritura de Compra e Venda de29/05/2015
entre a Junta e a Feliciano Soares Granitos de Ponte de Lima, Ldª. (da qual
temos muitas duvidas da sua legalidade por força dos atropelos ao processo de
alienação dos terrenos baldios para o Pólo Industrial) é declarado que foi
recebido a importância de 159.240.00€.
Como e quando foi contabilizada esta verba?
É que a
escritura foi feita em 29 de Maio/2015 e na situação financeira de Junho e
Setembro/2015 o que temos são rendas
e não vendas. A escritura diz que
recebeu;
b) Na consulta aos contratos de arrendamento
ficamos a saber que a Junta de Freguesia é conivente ao proceder à celebração
de um contrato com a empresa onde está instalado um pavilhão sem licenciamento
e localizado em terrenos baldios em situação não esclarecida de legalidade de
posse, de loteamento e de licenciamento; É que na última Assembleia foi o Sr.
Presidente questionado sobre se a Junta não poderá ser incomodada, o Sr.
Presidente afirmou que sabe tanto como quem o questionou.
c) Quanto à apreciação de outros documentos,
para não prolongar muito esta reunião, apresentaremos em próxima reunião o que
nos oferece dizer sobre a matéria.
2. Sobre a discussão e aprovação do PPI – Plano
Plurianual de Investimentos e do Plano de Actividades e Orçamento para o ano de
2016
Da análise efectuada ao
documento no que se refere a Intervenções Sectoriais 2016, concluímos que o
plano e orçamento da freguesia de Arcozelo não passa de meras intenções com a
mania das grandezas, (que arcaboiço financeiro para o suportar?) e o mesmo
reflecte uma dependência confrangedora do Município e por sua vez
muitíssimo dependente do financiamento dos fundos comunitários
A CDU tal e qual como no ano anterior
considera que os pressupostos evocados para empreendimentos estruturantes (pólo
industrial do granito; desenvolvimento rural – agricultura e floresta e,
outros) que têm sido ao longo dos anos apresentados como concretização real a
curto prazo, adiados e repetidos ano a ano, revelam o fracasso da gestão
autárquica da Junta de Freguesia, virada para manias megalómanas que só servem
interesses particulares e distanciada das pessoas e dos problemas reais da
freguesia.
Não vale a pena meter a cabeça
na areia como a avestruz, a realidade tem que ser posta a nu, o Pólo Industrial
do Granito já era! Infelizmente não está contemplado no ciclo comunitário
Portugal vinte, vinte e a CCDRN – Comissão Coordenadora de Desenvolvimento da
Região Norte não considerou a área das pedras ornamentais como uma área
estratégica de desenvolvimento. Em surdina os próprios industriais das
pedreiras expressam que não acreditam que vai haver Pólo Industrial do Granito.
Tudo o resto quanto a projectos
a CDU opina que são bazófias de intenções falidas e sublinho repetidas de ano a
ano.
Como eleito deste órgão
deliberativo da freguesia gostaria de ver concretizada uma gestão autárquica
verdadeiramente virada para as pessoas e os reais interesses da nossa Vila de
Arcozelo, assim apresento como sugestão ao órgão executivo que seja considerado
e incluído nas intervenções sectoriais para o ano de 2016, o seguinte:
- Que
seja elaborado um plano de transportes escolares com horários compatíveis
com o horário de princípio e fim de aulas dos alunos, estabelecendo mais
que um horário de itinerário ao dia para que as nossas crianças não
estejam horas sem fio à espera para regressarem a casa;
- Elaboração
de um plano com carácter prioritário para arranjo e recuperação da Ponte
do Arquinho, que está em estado calamitoso correndo sérios riscos;
- Que
a Junta de Freguesia pugne com firmeza para a promoção de acções enérgicas
e fiscalizadoras para acabar com as descargas poluentes para o Rio Lima;
- Promover
a repovoação com vegetação autóctone, das imensas crateras criadas com a
extracção nos montados das Pedras Finas para assim exigir que seja
cumprido o que está consagrado no PDM.
Entrando na análise dos mapas de
classificação económica do orçamento, consideramos relevante destacar:
- No resumo das despesas –
despesas de capital – é mencionado o valor de 965.500.00€ para a aquisição de
bens de capital o que representa 71.7% do orçamento das despesas/2016. Diga-nos
Sr. Presidente, existe alguma mina de volfrâmio no chão de Antelas?
- As receitas próprias
provenientes dos baldios da freguesia no montante previsto de 234.662.00€,
fonte financeira de sustentabilidade da gestão, devem ser aplicadas no
benefício da freguesia e da sua população e de acordo com o plano de actividades
a ser apresentado e discutido anualmente pela assembleia de compartes a quem
compete discutir e deliberar sobre a aplicação de receitas obtidas com a
exploração dos recursos dos baldios;
- Na rubrica Transferências de
Capital – Desenvolvimento económico no ano anterior a previsão era de
96.000.00€, para o ano de 2016 a previsão é de 342.250.00€; Explique lá ser
Presidente do executivo da freguesia o que contempla, como e onde vão ser
aplicados estes valores?
Há um ano sobre os então
documentos previsionais, referimos não merecerem a nossa concordância pelas
então discrepâncias apontadas na nossa análise por estarem assentes em bases de
pressupostos de consistência débil e não rigorosa. No concreto estas
discrepâncias e defeitos mantêm-se inalteráveis para o ano de 2016. Assim o
voto da CDU será contra pelos motivos já evocados.
3. Sobre a
apreciação e votação da Revisão do Orçamento nº.3
Em
relação a matéria de revisões orçamentais tudo isto é muito estranho e confuso,
começando nos documentos apresentados que são sem mais nem menos os mapas
económicos do controlo orçamental – Receita de 01/11/2014 até 31/12/2014. Ora
nós estamos no ano de 2015. O que é que a Junta de Freguesia pretende com esta
ratoeira de engenharia habilidosa de carácter revisional? Supostamente só podem
e devem existir revisões relacionadas com o Plano e Orçamento do ano de 2015 e
o executivo da junta pretende justificar a revisão com os mapas de 2014. Então
porque não são facultados os mapas económicos da receita de 2015 até agora,
para esta assembleia com rigor poder confirmar que assim é?
Mais
confuso e estranho são as pretensões desta revisão designada nº.3 quando
estamos a poucos dias do fecho do ano económico de 2015. Esta pretensão de
revisão é para quê e porquê, o que é que o executivo da freguesia pretende
justificar e perante quem?
A CDU
concluiu estarmos perante uma outra manobra de falta de transparência de gestão
autárquica na freguesia. Não são facultados os mapas económicos da receita de
2015 até à presente data para em consciência e rigor podermos aceitar as
modificações orçamentais.
Olhe
Sr. Presidente que é pecado querer iludir os membros eleitos desta assembleia
de freguesia na base de pressupostos iníquos e de probabilidades, conforme é
referido na justificação apresentada da revisão nº. 3 e, que passo a
transcrever “ Para os valores a inscrever na revisão,
utilizou-se como suporte o valor das receitas cobradas no período de Novembro e
Dezembro de 2014, por se entender serem valores que oferecem elevada
probabilidade de concretização”
Ora este argumento não é um dado objetivo, simplesmente é uma
probabilidade, na gíria popular chama-se a isto “andar com o carro à frente dos
bois”. É que Senhores do executivo da freguesia, a gestão financeira da autarquia
exige rigor e transparência não é feita em base de probabilidades e de
pressupostos de futurologia.
A CDU e
o seu eleito na Vila de Arcozelo não passam cheques em branco para o que quer
que seja. Consideramos que esta pretensão de revisão orçamental no final do ano
económico de 2015 é um engano que pretende iludir os membros eleitos desta
assembleia de freguesia para pedir o seu aval, para depois o executivo da
freguesia promover manobras de gestão no nosso entendimento de dúbia exactidão
de transparência financeira e democrática. Para isto não contem com a aprovação
da CDU.
4. Apresentação de Proposta de recomendação sobre combate e destruição de ninhos de vespa
velutina
Ao abrigo da faculdade de apresentação
de propostas para discussão e votação, apresentamos à consideração e votação
dos membros eleitos desta assembleia, pelo seu carácter de resolução urgente a
seguinte proposta de recomendação:
A presença da vespa velutina (asiática),
espécie que ameaça a produção de mel e cuja expansão é receada pelos apicultores,
os quais têm vindo a denunciar que a progressão desta espécie predadora de
abelhas está descontrolada e em expansão pela área do Concelho de Ponte de Lima;
O número de ninhos desta vespa, oficialmente detectados, praticamente estão
sem controlo e em desenfreada expansão, o que terá consequências na produção de
mel, por ser uma espécie maior e mais agressiva do que a vespa nacional, atacando
directamente as colmeias:
Na freguesia de Arcozelo estão assinalados a existência de ninhos, que
constitui um problema de risco para a saúde pública, o que urge dar combate à
sua expansão, criando a Junta de Freguesia mecanismos de solidariedade e ajuda
para a destruição desta praga comportando o executivo as despesas totais com o
combate à destruição de ninhos em zonas públicas ou em zonas privadas na área
da freguesia de Arcozelo;
Considerando que a Junta de Freguesia de Arcozelo arrecada anualmente de
receitas, provenientes dos Baldios, um valor acima dos 200.000.00€, é mais que
justificável que estas verbas devem ser empregues ao serviço do benefício da
população.
Assim:
- Propomos que
a Junta de Freguesia de Arcozelo elabore um plano urgente de combate à
vespa velutina e que disponibilize a totalidade dos meios financeiros para
a concretização e a
definição de uma estratégia de combate à expansão desta praga, quer sejam
ninhos em zonas públicas ou em zonas privadas, estabelecendo um protocolo
com os Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima, Instituição em que o
Município e a Protecção Civil confiaram esta tarefa.
Sugerimos ainda:
- Que sejam emitidos editais
a informar a população da freguesia desta deliberação a colocar nos locais
habituais e ainda informar a paróquia para ser divulgada nas missas;
- Que a Junta de Freguesia
através de ofício dê conhecimento desta deliberação à Câmara Municipal, à
Protecção Civil e aos Bombeiros Voluntários-
O eleito da CDU –
Coligação Democrática Unitária
Acácio João
Fernandes
domingo, 22 de novembro de 2015
Posição conjunta do PS e do PCP sobre solução política
Posição
conjunta do PS e do PCP sobre solução política
O
Partido Socialista (PS) e o Partido Comunista Português (PCP) assumem a
seguinte posição sobre a solução política no quadro da nova realidade
institucional da XIII legislatura decorrente das eleições de 4 de Outubro.
1.
As
eleições de 4 de Outubro traduziram uma clara derrota da coligação PSD/CDS.
PSD/CDS perderam as condições e legitimidade política de prosseguir a sua
governação. Em Outubro não foi apenas o governo PSD/CDS que foi condenado mas
também a sua política.
As
eleições ditaram uma nova composição da Assembleia da República para a presente
legislatura que corresponde a uma substancial alteração da correlação de
forças. Esta nova realidade e a vontade de mudança expressa pelo povo português
coloca a exigência e a responsabilidade de assegurar a interrupção do rumo
prosseguido pelo anterior governo.
É
esta responsabilidade que se impõe concretizar: a de procurar uma política que
dê resposta a problemas mais urgentes dos portugueses, do emprego, dos salários
e rendimentos, das pensões e prestações sociais, dos direitos, das funções
sociais do Estado e dos serviços públicos nomeadamente a saúde, a educação, a
segurança social e a cultura.
2.
Foi
esse o objectivo que PS e PCP procuraram ao longo de uma esforçada abordagem
mútua para identificar matérias, medidas e soluções que possam traduzir um
indispensável sinal de mudança.
Uma
abordagem séria em que se reconheceram a natureza distinta dos programas dos
dois partidos e as diferenças de pressupostos com que observam e enquadram
aspectos estruturantes da situação do País.
Mas
também, e sobretudo, um trabalho e uma avaliação que confirmaram existir um
conjunto de questões que podem assegurar uma resposta pronta a legítimas
aspirações do povo português de verem recuperados os seus rendimentos,
devolvidos os seus direitos, asseguradas melhores condições de vida. Foram os
pontos de convergência e não os de divergência que ambos os partidos optaram
por valorizar.
3.
Entre
outros, PS e PCP identificam como aspectos em que é possível convergir,
independentemente do alcance programático diverso de cada partido, com vista a
soluções de políticas inadiáveis:
O
descongelamento das pensões; a reposição dos feriados retirados; um combate
decidido à precariedade, incluindo aos falsos recibos verdes, ao recurso
abusivo a estágios e ao uso de contratos emprego/inserção para substituição de
trabalhadores; a revisão da base de cálculo das contribuições pagas pelos
trabalhadores a recibo verde; o fim do regime de requalificação/mobilidade
especial; o cumprimento do direito à negociação colectiva na Administração
Pública; a reposição integral dos complementos de reforma dos trabalhadores do
sector empresarial do estado; a redução para 13% do IVA da restauração; a introdução
da cláusula de salvaguarda no IMI; a garantia de protecção da casa de morada de
família face a execuções fiscais e penhoras; o alargamento do estímulo fiscal
às PME em sede de IRC; a reavaliação das reduções e isenções da TSU; o reforço
da capacidade do SNS pela dotação dos recursos humanos, técnicos e financeiros
adequados, incluindo a concretização do objectivo de assegurar a todos os
utentes médicos e enfermeiros de família; a revogação da recente alteração à
Lei de Interrupção Voluntária da Gravidez; a garantia, até 2019, do acesso ao
ensino pré-escolar a todas as crianças a partir dos três anos; o reforço da
Acção Social Escolar directa e indirecta; a vinculação dos trabalhadores
docentes e não docentes das escolas; a redução do número de alunos por turma; a
progressiva gratuitidade dos manuais escolares do ensino obrigatório; a
promoção da integração dos investigadores doutorados em laboratórios e outros
organismos públicos e substituição progressiva da atribuição de bolsas
pós-doutoramento por contratos de investigador; a reversão dos processos e
concessão/privatização das empresas de transportes terrestres; a não admissão
de qualquer novo processo de privatização.
PS e
PCP registam ainda a identificação de outras matérias em que, apesar de não se
ter verificado acordo quanto às condições para a sua concretização, se regista
uma convergência quanto ao enunciado dos objectivos a alcançar. Estão neste
âmbito: a reposição dos salários dos trabalhadores da Administração Pública em
2016; a reposição do horário de trabalho de 35 horas na Administração Pública,
bem como a eliminação de restrições de contratação na Administração Pública
central, regional e local; a eliminação da sobretaxa do IRS; o aumento de
escalões e a progressividade do IRS; a eliminação do obstáculo que as taxas
moderadoras constituem no acesso ao SNS e a reposição dos direitos ao
transporte de doentes não urgentes de acordo com as condições clínicas e
económicas dos utentes do SNS: o alargamento do acesso e montantes das prestações
de protecção social e apoio social, o reforço e diversificação das fontes de
financiamento da Segurança Social.
4.
O PS
e o PCP reconhecem as maiores exigências de identificação política que um
acordo sobre um governo e um programa de governo colocava. No entanto PS e PCP
reconhecem no quadro do grau de convergência que foi possível alcançar que
estão criadas as condições para:
i)
pôr fim a um ciclo de degradação económica e social que a continuação de um
governo PSD/CDS prolongaria. Com esse objectivo rejeitarão qualquer solução que
proponha um governo PSD/CDS como derrotarão qualquer iniciativa que vise
impedir a solução governativa alternativa;
ii)
existir uma base institucional bastante para que o PS possa formar governo,
apresentar o seu programa de governo, entrar em funções e adoptar uma política
que assegure uma solução duradoura na perspectiva da legislatura;
iii)
na base da nova correlação institucional existente na AR adoptar medidas que
respondam a aspirações e direitos do povo português.
Neste
sentido PS e PCP afirmam a disposição recíproca de:
i)
encetarem o exame comum quanto à expressão que
as matérias convergentes identificadas devem ter nos Orçamentos do Estado, na
generalidade e na especialidade, no sentido de não desperdiçar a oportunidade
de esses instrumentos corresponderem à indispensável devolução de salários,
pensões e direitos; à inadiável inversão da degradação das condições de vida do
povo português bem como das funções sociais com a garantia de provisões pelo
Estado de serviços públicos universais e de qualidade; e à inversão do caminho
de declínio, injustiças, exploração e empobrecimento presente e acentuado nos
últimos anos;
ii)
examinarem as medidas e soluções que podem, fora
do âmbito do Orçamento do Estado, ter concretização mais imediata;
iii)
examinarem, em reuniões bilaterais que venham
comummente a serem consideradas necessárias, outras matérias, cuja complexidade
o exija ou relacionadas com:
a)
legislação com impacto orçamental;
b)
moções de censura ao Governo;
c)
iniciativas legislativas oriundas de outros grupos parlamentares;
d)iniciativas
legislativas que, não tendo impacto orçamental, constituam aspectos fundamentais
da governação e funcionamento da Assembleia da República.
A
opção por uma posição bilateral entre PS e PCP não limita outras soluções que
PS e PCP entendam como convenientes estabelecer com o Bloco de Esquerda e o
Partido Ecologista os “Verdes”.
5.
Com
integral respeito pela independência política de cada um dos partidos e não
escondendo do povo português diferenças quanto a aspectos estruturantes da
visão de cada partido quanto a opções de política que os respectivos programas
evidenciam, os partidos subscritores do texto que hoje tornam público confirmam
com clareza bastante a sua disposição e determinação em impedir que PSD e CDS
prossigam a política que agora expressivamente o País condenou e assumir um
rumo para o país que garanta:
a)
Virar a página das políticas que traduziram a estratégia de empobrecimento seguida
por PSD e CDS;
b)
Defender as funções sociais do Estado e os serviços públicos, na segurança social,
na educação e na saúde, promovendo um combate sério à pobreza e às desigualdades
sociais e económicas;
c)
Conduzir uma nova estratégia económica assente no crescimento e no emprego, no
aumento do rendimento das famílias e na criação de condições para o investimento
público e privado;
d)
Promover um novo modelo de progresso e desenvolvimento para Portugal, que aposte
na valorização dos salários e na luta contra a precariedade, relance o investimento
na educação, na cultura e na ciência, e devolva à sociedade portuguesa a
confiança e a esperança no futuro.
e)
Valorizar a participação dos cidadãos, a descentralização politica e as
autonomias insulares.
Lisboa, 10 de Novembro de 2015
terça-feira, 10 de novembro de 2015
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
A CDU NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL
A CDU NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL
No passado dia 26 de Setembro a eleita da CDU Sandra Fernandes, abordou
temas pertinentes da vida autárquica no Concelho:
Feiras Novas - É urgente pensar as feiras novas quanto à sua
concepção global, a começar pela programação no recinto Expolima infectada de
decibéis de poluição sonora, que contaminam o descanso de quem imperiosamente
tem de trabalhar, ainda de idosos e doentes. Como diz o nosso povo “o que é
demais é erro” basta desta violação grosseira com efeitos danosos provocados
por sons em determinado volume que supera os níveis considerados normais para
os seres humanos.
Pavilhão Industrial Clandestino - Enquanto para uns se fecham os
olhos e nada acontece, para outros são alvo de fiscalizações e aplicadas coimas
que vão desde 2.000.00€ a 4.500.00€ como aconteceu recentemente a 4 pequenas
empresas das pedreiras em Arcozelo, que tem grandes dificuldades para pagar
estes valores de coimas.
A construção
ilegal do Pavilhão Industrial nos terrenos destinados exclusivamente para
implantação do Polo Industrial do Granito em Arcozelo, por requerimento nosso
dirigido ao município, das respostas obtidas é claramente afirmado “O Município
de Ponte de Lima não licenciou a obra de construção de Pavilhão Industrial e
ainda que a construção deste Pavilhão foi objeto de uma ordem de embargo”.
Para a CDU não é compreensível,
nem admissível que neste pavilhão estejam a ser executadas tarefas, inclusive
com acesso a fornecimento de energia eléctrica, sabendo-se também que é
inexistente no local uma Central de Tratamento de Águas para que possa ser
exercida qualquer actividade na área da indústria da pedra.
Esta situação ilegal, imoral e
discriminatória em relação a todos os outros industriais das pedreiras, impõe a
pergunta ao município, quem é que está a fechar os olhos a toda esta
monstruosidade de ilegalidades?
Portugal 2020 - O quadro comunitário Portugal vinte, vinte foi
recentemente alvo de acordo ou melhor dito de um pacto sofrido entre os
municípios que compõem a CIM do Alto Minho.
Por notícia difundida pela
comunicação social, ficamos a saber que o Senhor Presidente da CIM afirmou que
existe uma grande confusão e um desnorte relativamente a este processo e que é
uma ridicularia o valor diminuto que o Norte vai receber no âmbito do Portugal
vinte, vinte.
E que o corte de verbas para os
municípios vai muito para além do corte de 40% das verbas contratualizadas na
Região do Norte no anterior quadro comunitário, o Quadro de Referência
Estratégico Nacional (QREN).
Solicitamos ao Município
informação do que vai caber a Ponte de Lima, concretamente a resposta foi uma
mão cheia de nada. O Pólo Industrial do Granito das Pedras Finas não está
contemplado no próximo ciclo do Portugal vinte, vinte e outras áreas em
infraestruturas contempladas, são generalidades.
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