domingo, 22 de novembro de 2015

Posição conjunta do PS e do PCP sobre solução política

Posição conjunta do PS e do PCP sobre solução política

O Partido Socialista (PS) e o Partido Comunista Português (PCP) assumem a seguinte posição sobre a solução política no quadro da nova realidade institucional da XIII legislatura decorrente das eleições de 4 de Outubro.

1.
As eleições de 4 de Outubro traduziram uma clara derrota da coligação PSD/CDS. PSD/CDS perderam as condições e legitimidade política de prosseguir a sua governação. Em Outubro não foi apenas o governo PSD/CDS que foi condenado mas também a sua política.

As eleições ditaram uma nova composição da Assembleia da República para a presente legislatura que corresponde a uma substancial alteração da correlação de forças. Esta nova realidade e a vontade de mudança expressa pelo povo português coloca a exigência e a responsabilidade de assegurar a interrupção do rumo prosseguido pelo anterior governo.

É esta responsabilidade que se impõe concretizar: a de procurar uma política que dê resposta a problemas mais urgentes dos portugueses, do emprego, dos salários e rendimentos, das pensões e prestações sociais, dos direitos, das funções sociais do Estado e dos serviços públicos nomeadamente a saúde, a educação, a segurança social e a cultura.

2.
Foi esse o objectivo que PS e PCP procuraram ao longo de uma esforçada abordagem mútua para identificar matérias, medidas e soluções que possam traduzir um indispensável sinal de mudança.

Uma abordagem séria em que se reconheceram a natureza distinta dos programas dos dois partidos e as diferenças de pressupostos com que observam e enquadram aspectos estruturantes da situação do País.

Mas também, e sobretudo, um trabalho e uma avaliação que confirmaram existir um conjunto de questões que podem assegurar uma resposta pronta a legítimas aspirações do povo português de verem recuperados os seus rendimentos, devolvidos os seus direitos, asseguradas melhores condições de vida. Foram os pontos de convergência e não os de divergência que ambos os partidos optaram por valorizar.

3.
Entre outros, PS e PCP identificam como aspectos em que é possível convergir, independentemente do alcance programático diverso de cada partido, com vista a soluções de políticas inadiáveis:

O descongelamento das pensões; a reposição dos feriados retirados; um combate decidido à precariedade, incluindo aos falsos recibos verdes, ao recurso abusivo a estágios e ao uso de contratos emprego/inserção para substituição de trabalhadores; a revisão da base de cálculo das contribuições pagas pelos trabalhadores a recibo verde; o fim do regime de requalificação/mobilidade especial; o cumprimento do direito à negociação colectiva na Administração Pública; a reposição integral dos complementos de reforma dos trabalhadores do sector empresarial do estado; a redução para 13% do IVA da restauração; a introdução da cláusula de salvaguarda no IMI; a garantia de protecção da casa de morada de família face a execuções fiscais e penhoras; o alargamento do estímulo fiscal às PME em sede de IRC; a reavaliação das reduções e isenções da TSU; o reforço da capacidade do SNS pela dotação dos recursos humanos, técnicos e financeiros adequados, incluindo a concretização do objectivo de assegurar a todos os utentes médicos e enfermeiros de família; a revogação da recente alteração à Lei de Interrupção Voluntária da Gravidez; a garantia, até 2019, do acesso ao ensino pré-escolar a todas as crianças a partir dos três anos; o reforço da Acção Social Escolar directa e indirecta; a vinculação dos trabalhadores docentes e não docentes das escolas; a redução do número de alunos por turma; a progressiva gratuitidade dos manuais escolares do ensino obrigatório; a promoção da integração dos investigadores doutorados em laboratórios e outros organismos públicos e substituição progressiva da atribuição de bolsas pós-doutoramento por contratos de investigador; a reversão dos processos e concessão/privatização das empresas de transportes terrestres; a não admissão de qualquer novo processo de privatização.

PS e PCP registam ainda a identificação de outras matérias em que, apesar de não se ter verificado acordo quanto às condições para a sua concretização, se regista uma convergência quanto ao enunciado dos objectivos a alcançar. Estão neste âmbito: a reposição dos salários dos trabalhadores da Administração Pública em 2016; a reposição do horário de trabalho de 35 horas na Administração Pública, bem como a eliminação de restrições de contratação na Administração Pública central, regional e local; a eliminação da sobretaxa do IRS; o aumento de escalões e a progressividade do IRS; a eliminação do obstáculo que as taxas moderadoras constituem no acesso ao SNS e a reposição dos direitos ao transporte de doentes não urgentes de acordo com as condições clínicas e económicas dos utentes do SNS: o alargamento do acesso e montantes das prestações de protecção social e apoio social, o reforço e diversificação das fontes de financiamento da Segurança Social.

4.
O PS e o PCP reconhecem as maiores exigências de identificação política que um acordo sobre um governo e um programa de governo colocava. No entanto PS e PCP reconhecem no quadro do grau de convergência que foi possível alcançar que estão criadas as condições para:

i) pôr fim a um ciclo de degradação económica e social que a continuação de um governo PSD/CDS prolongaria. Com esse objectivo rejeitarão qualquer solução que proponha um governo PSD/CDS como derrotarão qualquer iniciativa que vise impedir a solução governativa alternativa;

ii) existir uma base institucional bastante para que o PS possa formar governo, apresentar o seu programa de governo, entrar em funções e adoptar uma política que assegure uma solução duradoura na perspectiva da legislatura;

iii) na base da nova correlação institucional existente na AR adoptar medidas que respondam a aspirações e direitos do povo português.

Neste sentido PS e PCP afirmam a disposição recíproca de:

i)                    encetarem o exame comum quanto à expressão que as matérias convergentes identificadas devem ter nos Orçamentos do Estado, na generalidade e na especialidade, no sentido de não desperdiçar a oportunidade de esses instrumentos corresponderem à indispensável devolução de salários, pensões e direitos; à inadiável inversão da degradação das condições de vida do povo português bem como das funções sociais com a garantia de provisões pelo Estado de serviços públicos universais e de qualidade; e à inversão do caminho de declínio, injustiças, exploração e empobrecimento presente e acentuado nos últimos anos;

ii)                  examinarem as medidas e soluções que podem, fora do âmbito do Orçamento do Estado, ter concretização mais imediata;


iii)                examinarem, em reuniões bilaterais que venham comummente a serem consideradas necessárias, outras matérias, cuja complexidade o exija ou relacionadas com:

a) legislação com impacto orçamental;
b) moções de censura ao Governo;
c) iniciativas legislativas oriundas de outros grupos parlamentares;
d)iniciativas legislativas que, não tendo impacto orçamental, constituam aspectos fundamentais da governação e funcionamento da Assembleia da República.

A opção por uma posição bilateral entre PS e PCP não limita outras soluções que PS e PCP entendam como convenientes estabelecer com o Bloco de Esquerda e o Partido Ecologista os “Verdes”.

5.
Com integral respeito pela independência política de cada um dos partidos e não escondendo do povo português diferenças quanto a aspectos estruturantes da visão de cada partido quanto a opções de política que os respectivos programas evidenciam, os partidos subscritores do texto que hoje tornam público confirmam com clareza bastante a sua disposição e determinação em impedir que PSD e CDS prossigam a política que agora expressivamente o País condenou e assumir um rumo para o país que garanta:

a) Virar a página das políticas que traduziram a estratégia de empobrecimento seguida por PSD e CDS;
b) Defender as funções sociais do Estado e os serviços públicos, na segurança social, na educação e na saúde, promovendo um combate sério à pobreza e às desigualdades sociais e económicas;
c) Conduzir uma nova estratégia económica assente no crescimento e no emprego, no aumento do rendimento das famílias e na criação de condições para o investimento público e privado;
d) Promover um novo modelo de progresso e desenvolvimento para Portugal, que aposte na valorização dos salários e na luta contra a precariedade, relance o investimento na educação, na cultura e na ciência, e devolva à sociedade portuguesa a confiança e a esperança no futuro.
e) Valorizar a participação dos cidadãos, a descentralização politica e as autonomias insulares.


Lisboa, 10 de Novembro de 2015

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A CDU NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL


A CDU NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

No passado dia 26 de Setembro a eleita da CDU Sandra Fernandes, abordou temas pertinentes da vida autárquica no Concelho:

Feiras Novas - É urgente pensar as feiras novas quanto à sua concepção global, a começar pela programação no recinto Expolima infectada de decibéis de poluição sonora, que contaminam o descanso de quem imperiosamente tem de trabalhar, ainda de idosos e doentes. Como diz o nosso povo “o que é demais é erro” basta desta violação grosseira com efeitos danosos provocados por sons em determinado volume que supera os níveis considerados normais para os seres humanos.

Pavilhão Industrial Clandestino - Enquanto para uns se fecham os olhos e nada acontece, para outros são alvo de fiscalizações e aplicadas coimas que vão desde 2.000.00€ a 4.500.00€ como aconteceu recentemente a 4 pequenas empresas das pedreiras em Arcozelo, que tem grandes dificuldades para pagar estes valores de coimas.

A construção ilegal do Pavilhão Industrial nos terrenos destinados exclusivamente para implantação do Polo Industrial do Granito em Arcozelo, por requerimento nosso dirigido ao município, das respostas obtidas é claramente afirmado “O Município de Ponte de Lima não licenciou a obra de construção de Pavilhão Industrial e ainda que a construção deste Pavilhão foi objeto de uma ordem de embargo”.

Para a CDU não é compreensível, nem admissível que neste pavilhão estejam a ser executadas tarefas, inclusive com acesso a fornecimento de energia eléctrica, sabendo-se também que é inexistente no local uma Central de Tratamento de Águas para que possa ser exercida qualquer actividade na área da indústria da pedra.

Esta situação ilegal, imoral e discriminatória em relação a todos os outros industriais das pedreiras, impõe a pergunta ao município, quem é que está a fechar os olhos a toda esta monstruosidade de ilegalidades?

Portugal 2020 - O quadro comunitário Portugal vinte, vinte foi recentemente alvo de acordo ou melhor dito de um pacto sofrido entre os municípios que compõem a CIM do Alto Minho.

Por notícia difundida pela comunicação social, ficamos a saber que o Senhor Presidente da CIM afirmou que existe uma grande confusão e um desnorte relativamente a este processo e que é uma ridicularia o valor diminuto que o Norte vai receber no âmbito do Portugal vinte, vinte.

E que o corte de verbas para os municípios vai muito para além do corte de 40% das verbas contratualizadas na Região do Norte no anterior quadro comunitário, o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

Solicitamos ao Município informação do que vai caber a Ponte de Lima, concretamente a resposta foi uma mão cheia de nada. O Pólo Industrial do Granito das Pedras Finas não está contemplado no próximo ciclo do Portugal vinte, vinte e outras áreas em infraestruturas contempladas, são generalidades.
 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Esclarecimento público


Nota de Imprensa

Esclarecimento

Sobre o Comunicado “CDS/PP E PSD JUNTAM-SE DESCARADAMENTE NO MUNICÍPIO” somos a informar que por erro de indução na leitura da “proposta de interesse público de instalação” consultada na reunião de líderes para elaborar a ordem de trabalhos da próxima reunião da assembleia municipal em que refere que fui votada por maioria com um voto contra (Filipe Viana), por tal leitura fomos levados a induzir que o vereador PSD votou a favor, o que não se verificou, pois o vereador PSD não esteve presente na reunião da Câmara por ter faltado à mesma.

A CDU em Ponte de Lima por tal facto formula as suas desculpas públicas ao PSD Ponte de Lima e ao seu vereador no município e à população em geral.

23Set2015

A CDU em Ponte de Lima
 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Convívio da CDU em Ponte de Lima

Convívio popular da CDU em Ponte de Lima

A CDU – Coligação Democrática Unitária (PCP-PEV), inserido na iniciativa pública de apresentação da lista de candidatos à eleição de deputados para a Assembleia da República 2015, realizou um Convívio Popular no CT – Centro de Trabalho do PCP em Ponte de Lima que acaba de sofrer uma intervenção (ainda não terminada) de obras de restauração.

Este convívio caracterizado por uma grande alegria, energia e confiança no futuro do Portugal de Abril com uma política patriótica e de esquerda, contou com a participação acima das sete dezenas de activistas da CDU, que degustaram uma gulosa sardinhada e um saboroso caldo verde à moda aldeã, temperados e maquinados por geniais especialistas na arte do bem preparar pitéus da gastronomia de tradição popular.

10Ago2015
O Gabinete Eleitoral da CDU em Ponte de Lima


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Apresentação da Lista de Candidatos da CDU



Apresentação da Lista de Candidatos da CDU às Eleições para a Assembleia da Republica 2015, pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo.

 A lista da CDU é uma lista de gente capaz e conhecedora da região, dos seus problemas e dificuldades, mas também das suas potencialidades, esta é uma lista comprometida com o projecto político da CDU, de transformação da sociedade e não com interesses pessoais ou de grandes interesses económicos. Esta é uma lista profundamente comprometida com os direitos dos trabalhadores e da população do Alto Minho.

 Assim damos a conhecer à população do Alto Minho a lista dos candidatos da CDU pelo Circulo Eleitoral de Viana do Castelo apresentada em acto público realizado em Ponte de Lima no passado Sábado (8Ago) no Largo de S. João:


Ilda Figueiredo, 66 anos Economista, mestre em planificação e administração da educação, foi deputada à Assembleia da República entre 1979 e 1991, deputada ao Parlamento Europeu de 1999 a 2012, é vereadora na Câmara Municipal de Viana do Castelo, Presidente da Direcção do Conselho Português para a Paz e Cooperação, membro do Comité Central do PCP.

João Correia, 54 anos, Funcionário da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Dirigente Sindical do STAL, membro do Secretariado da Direcção Regional do PCP de Viana do Castelo e membro do Comité Central do PCP.

João Gomes, 44 anos, Licenciado em Engenharia Publicitaria, membro da Comissão Concelhia do PCP de Ponte de Lima.

Cláudia Marinho, 41 anos, Técnica Superior de Educação Social, membro da Comissão Concelhia de Viana do Castelo do PCP e da DORVIC.

Celina Sousa, 32 anos, Educadora de Infância, membro do Conselho Nacional do Partido Ecologista os Verdes. Paredes de Coura.

Celestino Ribeiro, 42 anos, Professor, Membro da Comissão Concelhia de Caminha do PCP.

Luís Liquito, 52 anos membro, Operário Metalúrgico, da Direcção do Sindicato dos Metalúrgicos de Viana do Castelo e da Direcção da União de Sindicatos de Viana do Castelo.

Cláudia Labrujó, 37 anos, Escrituraria, membro da Assembleia Municipal de Valença.

João Chavaria, 58, Preparador de Trabalho (Ex. Trabalhador dos ENVC)

Maria do Céu de Brito Sousa, 55 anos, Professora, Membro da Comissão Concelhia dos Arcos de Valdevez do PCP.

Rafael Sá Guedes, 21 anos, Estudante, Membro da Direcção Nacional da JCP e membro da DORVIC.


10AGO2015
O Gabinete eleitoral da CDU em Ponte de Lima