segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Esclarecimento em torno das declarações de Rui Machete

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Esclarecimento em torno das declarações de Rui Machete


A campanha que falsa e orquestradamente está a ser dirigida contra o PCP sobre o seu alegado silêncio face às declarações de Rui Machete em Angola exigem o seguinte esclarecimento:
 
1. Como desde o primeiro momento o Secretário-geral do PCP referiu, as declarações do Ministro dos Negócios Estrangeiros constituíram “mais um episódio” de um governo marcado por uma persistente violação da lei, de afronta à Constituição e de confronto com os poderes de outras instituições democráticas.
 
2. Perante declarações de teor absolutamente intoleráveis – de descarada intromissão do poder político no poder judicial com vista a conhecer, acelerar ou silenciar processos que têm no segredo de justiça e no prosseguimento de apuramento condições essenciais, sejam elas correspondentes a casos envolvendo cidadãos portugueses ou de qualquer outra nacionalidade – o que o PCP também sublinhou e reafirma é que a questão principal é, não a demissão do Ministro, mas sim de todo o governo.
 
3. Assim, fica evidente que a posição do PCP é clara e que o que está em curso é uma campanha infundada e sem quaisquer escrúpulos, suportada na exploração de preconceitos.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Balanço das Eleições Autárquicas 2013




Balanço das Eleições

 

Quinta, 10 Outubro 2013
A Comissão Concelhia de Ponte de Lima do PCP reuniu quarta-feira, 9 de Outubro, para análise dos resultados das eleições autárquicas do passado dia 29 de Setembro.
Da análise feita, conclui-se que a CDU alcança no Concelho um resultado de grande significado, sendo a única força política que no conjunto dos órgãos autárquicos (Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia) cresce em percentagens, votos e eleitos.
Assim, na Câmara Municipal, a CDU passa de 828 votos (2.88%) em 2009 para 1.035 votos (3,75%) em 2013 e na Assembleia Municipal passa de 1.101 votos (3,83%) em 2009 para 1.180 votos  (4.28%) em 2013.
Com estes resultados, a CDU consegue eleger pela primeira vez 2 eleitos na freguesia de Calheiros e 1 eleito na freguesia da Facha, reconquista um eleito na freguesia de Arcozelo e mantem o eleito na freguesia de Arca/Ponte de Lima, passando a ter um total de 5 eleitos em Assembleias de Freguesia.
 Relativamente à Assembleia Municipal apesar de o aumento do número de votos a CDU viu diminuída a sua representação de 2 para 1 eleito, causa da extinção das freguesias e consequente redução da eleição directa de membros para a Assembleia Municipal, passou de 52 para 40 eleitos.
O objectivo perseguido com tenacidade da eleição de um vereador da CDU em cada ciclo eleitoral para a Câmara Municipal ainda permanece distante na vontade de os Pontelimenses, com esperança no futuro, com propostas e trabalho, estamos fortemente convictos e empenhados para que seja uma realidade em tempo breve, assim a população do Concelho entenda o quanto é necessário a representação da CDU no Executivo Municipal para Outro Rumo e outra Política para Ponte de Lima.
A Comissão Concelhia de Ponte de Lima envia uma enorme saudação a todos os candidatos, aos activistas e militantes do PCP, da Juventude CDU e aos muitos independentes, que deram o melhor do seu tempo e das suas energias para o projecto autárquico da CDU.
Os seus eleitos tudo farão para corresponder à confiança depositada, assumindo a responsabilidade de manter um contacto permanente com a população e a de defender firmemente, com Trabalho, Honestidade e Competência, os legítimos interesses do concelho e das suas gentes. Podem contar com a CDU!
 
A Comissão Concelhia de Ponte de Lima do PCP

 

Entrega dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo à Martifer

Pergunta ao Governo 


Entrega dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo à Martifer


O Grupo Parlamentar do PCP tem vindo a acompanhar com grande preocupação a situação dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Desde a primeira hora, e sem qualquer tipo de equívocos, o PCP tem estado na primeira linha da defesa da construção naval em Portugal e, particularmente, dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. A política dos sucessivos Governs de submissão e dependência aos grandes grupos económicos e financeiros nacionais e transnacionais tem vindo a destruir uma indústria de base, de longa tradição em Portugal.

O Governo PSD/CDS-PP desde que tomou posse em junho de 2011 teve como objetivo a privatização dos Estaleiros, tendo materializado este intento com a publicação do Decreto-Lei n.º 98/2013, de 24 de julho, ao assegurar a possibilidade de subconcessão da área atribuída aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. O Decreto-Lei nº 98/2013 não faz mais do que preparar a sua privatização, com a agravante de não garantir, nem sequer valorizar, na escolha do futuro subconcessionário nem a manutenção da atividade de construção naval nem um só posto de trabalho.


Na realidade, estamos perante um novo episódio do já conhecido e inaceitável processo de destruição dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e da construção naval em Portugal.


Soube-se, no passado dia 2 de outubro, que após a exclusão por parte do júri do concurso da sociedade de capitais russos AK a única concorrente à Subconcessão dos Estaleiros é a empresa portuguesa Martifer.


A Martifer é, tal como está inscrito no relatório e contas de 2012, um grupo que “concentrou a sua atividade em duas áreas principais – Construção Metálica e Solar, controladas a 100 % e 55 %, respetivamente […]desenvolve também outras atividades e gere participações financeiras:
RE Developer – promoção e desenvolvimento de parques eólicos (Martifer Renewables) e a participação financeira de 49 % na Prio Energy e na Nutre.” Ainda, no mesmo relatório, está enunciado que em janeiro de 2012 a “Martifer decide encerrar fábrica de Benavente.”


No que à situação económica e financeira diz respeito, a consulta quer do relatório e contas de 2012, quer o relatório e contas referente ao 1º semestre de 2013 evidenciam que a empresa teve prejuízos no primeiro semestre de 2013 na ordem dos “48 milhões de euros”, tendo ainda um “[t]otal da Dívida Líquida Consolidada de 380 M€, aprox. 3 M€ mais elevada que no final do ano 2012”.


Tomando em consideração os dados atrás anunciados, a entrega da subconcessão à Martifer – que manifestamente não reúne as condições para assumir, quer a importante carteira de encomendas dos ENVC, quer o conjunto dos trabalhadores, quer ainda o passivo dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo – constituiria apenas a confirmação dos objetivos do Governo de liquidar esta empresa estratégica para o concelho de Viana do Castelo, a região e o País, pelo que deve ser revogado o Decreto-Lei que decidiu a subconcessão dos Estaleiros navais de Viana do Castelo, o concurso anulado, mantendo os ENVC como empresa pública, assim como devem ser garantidos todos os postos de trabalho, iniciando de imediato a construção dos navios asfalteiros contratados com a Venezuela.


Assim, ao abrigo das disposições legais e regimentais em vigor, solicito ao Governo, através dos Ministérios a quem é dirigida a pergunta, que me preste os seguintes esclarecimentos:


1.Qual é a situação da Martifer no cumprimento das suas obrigações fiscais?
2.No que ao cumprimento das obrigações com a Segurança Social diz respeito, qual é a situação da Martifer?
3.A Martifer recebeu ajudas do Estado no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional? Em caso afirmativo, quais os montantes recebidos e quais foram os fins desses apoios?
4.Como é que o Governo avalia o facto de a empresa – Martifer Metallic Constructions- ter encerrado, em janeiro de 2012, a fábrica de estruturas metálicas que estava sedeada em Benavente?
5.Como é que o Governo permite que uma empresa com uma situação económica e financeira, acima descritas, possa ter sido aceite no concurso público de subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo?
6.Que medidas tomará o Governo para assegurar o cumprimento dos direitos dos trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo?

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

PCP marca protesto e denuncia frete da RTP ao governo e à política de desastre nacional

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

PCP marca protesto e denuncia frete da RTP ao governo e à política de desastre nacional


Com o anúncio da realização nos próximos dias de entrevistas com o 1º Ministro e com o Secretário-geral do PS a iniciarem-se na próxima 4ª feira, excluindo todas as outras forças políticas e optando pelos representantes dos principais partidos da política de direita, a RTP retoma uma iniciativa que chegou a estar prevista para o período da campanha eleitoral e que havia sido justamente impedida por parte da Comissão Nacional de Eleições, constituindo mais um inaceitável acto de instrumentalização da RTP ao serviço da discriminação e do silenciamento daqueles que, como o PCP, combatem a política de desastre nacional que está em curso.

Refugiando-se nos chamados critérios editoriais, a RTP não só viola grosseiramente as obrigações de isenção e pluralismo a que qualquer órgão de comunicação social nos termos da Constituição da República está vinculado, mas também, as que decorrem do serviço público de televisão a que o povo português tem direito. Se há aspecto que deva ser sublinhado nestas duas entrevistas que estão anunciadas não é o figurino pretensamente “inovador” com perguntas a lançar pela assistência, mas a deliberada exclusão de outras forças políticas, designadamente do PCP.

Percebe-se melhor agora a campanha desenvolvida durante o período eleitoral face à posição da Comissão Nacional de Eleições que impediu a realização de uma entrevista semelhante em claro confronto com a Lei. Uma campanha que teve o seu momento mais grave com as declarações do Presidente da República que apontou para a necessidade de alterar a Lei Eleitoral, no sentido de permitir o livre arbítrio e a ausência de qualquer escrutínio democrático sobre o papel dos órgãos de comunicação social em período eleitoral.
Para o PCP não cabe à RTP decidir “quem governa” ou quem “está na primeira linha da sucessão da Governação” como grosseiramente definiu o director de informação da estação pública de televisão. Num momento em que cresce o isolamento e a exigência de demissão do Governo PSD/CDS, num momento em que se reduz a base social de apoio aos partidos que suportam a intervenção da Troika e que são responsáveis pela destruição de direitos e pela degradação das condições de vida da população, num momento em que se alarga a consciência de que é necessária uma ruptura com a política de direita, de que é preciso uma outra política patriótica e de esquerda, estas tentativas de condicionar a opinião de milhões de portugueses constitui um frete aos interesses dos grupos económicos e financeiros, e um ataque à vida democrática do país.

Perante esta situação o PCP anuncia que não só apresentará o seu veemente protesto à Entidade Reguladora para a Comunicação Social que deverá agir com celeridade impondo uma entrevista em formato idêntico com a presença do Secretário-geral do PCP, como realizará acções de protesto, a começar com uma concentração junto ao local onde irá decorrer a entrevista com Passos Coelho, já na próxima quarta-feira.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Presente na manifestação dos trabalhadores dos ENVC, PCP manifesta a solidariedade com a luta em defesa da empresa pública

Presente na manifestação dos trabalhadores dos ENVC, PCP manifesta a solidariedade com a luta em defesa da empresa pública



Manifestando a solidariedade do PCP às centenas de trabalhadores e aos inúmeros populares que se associaram ao protesto, a delegação reafirmou a sua oposição à privatização dos estaleiros, e exigiu do governo a revogação do processo de subconcessão que significará a destruição desta empresa essencial para o concelho, para a região e para o país. Promovida pelas organizações representativas dos trabalhadores da CGTP-IN, a jornada de luta exigiu a concretização da carteira de encomendas, que garantiria trabalho para todos os trabalhadores e a manutenção dos Estaleiros Navais no sector empresarial do estado.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A fusão PT/OI ou um destino traçado pela política de direita PSD, PS e CDS

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP


A fusão PT/OI ou um destino traçado pela política de direita PSD, PS e CDS


1. As notícias sobre a fusão da PT com a OI não espantam! É a conclusão, lógica do ponto de vista do capital privado, do processo iniciado com a privatização da PT, a que se seguiu a cedência nas golden share, e liberalização do mercado de telecomunicações, que passou pela venda da sua posição na VIVO à Telefónica, e posterior entrada na OI (ou vice-versa). A que se acrescenta um possível desinvestimento na UNITEL/Angola!
2. Do conjunto destes negócios e negociatas obtiveram, e vão continuar a obter, capitalistas e sectores financeiros, portugueses e estrangeiros, grossas maquias. Lembre-se o destino dos 7,5 mil milhões de euros da venda da VIVO, cujas mais valias foram transferidas de imediato para a Holanda, antes do fim do ano de 2010, furtando-se a imposições fiscais do Orçamento do Estado para 2011! O novo negócio é certamente uma boa notícia para os seus accionistas privados, entre os quais o BES e o Grupo Visabeira. Disso deu forte sinal hoje na Bolsa o PSI 20!
3. Fortemente penalizados ficam o País e os portugueses. Uma empresa estratégica, num sector estratégico (em várias dimensões), construída pelo trabalho dos portugueses e capitais públicos, passará a ter o seu comando estratégico (centro de decisões) fora do País (mesmo sendo uma maioria de capital multinacional que já predomina no capital social)!
Assim, a perda de influência estratégica far-se-à sentir, inaceitavelmente, em matéria de investimento e investigação / centro de competências, numa área tão nuclear como são as telecomunicações. Acrescente-se, é a segunda grande empresa igualmente «devorada» pelos capitais brasileiros, depois da CIMPOR, de importância nuclear na vida económica, social e política portuguesas, a levantar voo do País com o governo PSD/CDS, Coelho/Portas.
4. Estamos perante um atentado à soberania e independência nacionais. Denunciando a gravidade da possível concretização do «acordo de intenções para a fusão», o PCP tudo fará para frustrar o negócio! Nesse sentido, chamará com urgência à Assembleia da República o ministro da Economia, lembrando que a Caixa Geral de Depósitos tem ainda uma forte posição na PT (6,31%).

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Os Comunistas na Assembleia Municipal Sessão Ordinária de 30 Setembro 2013

Os Comunistas na Assembleia Municipal
Sessão Ordinária de 30 Setembro 2013

João Francisco Gomes questionou o executivo municipal sobre o embargo de obras, começando por referir:
É corrente na nossa Vila que a obra da Casa Torreada dos Barbosa Aranha estará embargada. De facto a obra está completamente parada e transmite visualmente o aspecto de um edifício abandonado.

Confrontando a imagem fotográfica da traça original deste edifício emblemático e de grande valor arquitectónico do Centro Histórico com o que nos apresenta hoje a fachada do mesmo, após a dita intervenção de “recuperação de imóveis”, é absolutamente visível que não foi respeitado a originalidade da traça da tipologia de casa-torre implantada no nosso centro urbano, sofrendo grandes e graves alterações.

Não podemos conceber que em áreas de obras de responsabilidade e propriedade do Município, se avance para qualquer tipo de obra sem que esta obedeça a todos os requisitos legais.

Neste mandato que agora termina o Município de Ponte de Lima fica catalogado como tendo o “Pelouro das Obras embargadas” desrespeitando as regras elementares de obediência ao estipulado nas leis de recuperação do património histórico e paisagístico da nossa Vila.
 
Nesta última sessão do mandato que agora termina, João Gomes interviu ainda sobre as Feiras Novas, tendo abordado, não vamos entrar em grandes detalhes. Em 2010 preconizamos nesta assembleia municipal que é urgente uma profunda reflexão sobre este Evento, quanto á sua concepção, ao ordenamento da ocupação dos espaços, a infra-estruturas sanitárias, a higiene e limpeza e por ultimo quanto ao seu programa.

Como hoje gostaríamos de não estar aqui a repetir estas nossas ideias, pois seria sinal que a nossa maior romaria popular tinha sido restituída da sua originalidade e do mais genuíno das tradições das suas gentes e da nossa terra e não estivessem mercantilizadas pelos interesses económicos de uma Cervejeira, relevando para segundo plano os produtos autóctones e endógenos de importância maior para a economia e imagem do Concelho.

O eleito Acácio Pimenta na Declaração Política da CDU que levou ao plenário da assembleia municipal refere: Termina mais um mandato, lamentavelmente com uma agenda para discussão que não é mais do que uma forma grosseira de cumprir o calendário das sessões ordinárias estipulado pela lei de funcionamento dos órgãos das autarquias locais.

A data escolhida para a realização desta assembleia municipal por si só revela uma falta de sensibilidade pela causa pública e pelos valores da democracia e pelo Portugal de Abril, já que nos deixa ficar a convicção que este executivo municipal que agora cessa o seu mandato não quis discutir questões de maior importância para a vida e desenvolvimento do Concelho antes do acto eleitoral que se realizou ontem.

Vincou ainda o nosso Concelho durante estes quatro anos não tiveram uma evolução positiva nas vertentes económicas e social, continuamos a ser um Concelho sem capacidade produtiva. E um Concelho sem capacidade produtiva empobrece. Estamos na cauda do desenvolvimento no distrito e no País. Estamos num Concelho em que uma parte significativa da sua população são desempregados, pensionistas com baixas reformas e beneficiários do RSI, assim distribuídos: desempregados 11,9%, pensionistas da segurança social 32,4%, Beneficiários do RMG 5,5%. Todas estas situações tiveram consequências altamente gravosas na situação económica e social da população limiana.

Por muito que custe ao Sr. Presidente da Câmara Municipal e aos seus eleitos do CDS ouvir, Ponte de Lima é um dos Concelhos mais pobre do País, o terceiro com os piores índices de desenvolvimento económico e social do distrito. E dos mais de 2 milhões de portugueses que vivem abaixo do limiar da pobreza, muitos habitam em Ponte de Lima.

INTERVENÇÕES COMPLETAS: