sexta-feira, 22 de junho de 2012

Mega agrupamentos, reorganização curricular e despedimentos nas escolas - uma política educativa de desatre


Intervenção de Miguel Tiago na Assembleia de República
Mega agrupamentos, reorganização curricular e despedimentos nas escolas - uma política educativa de desatre
Sexta 22 de Junho de 2012
Senhora Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados,
Para dizer que “sim” à Troika, o Governo diz “não” à Educação.
Aplicando uma política que materializa uma velha aspiração de todos os inimigos de Abril, o Governo desfere golpes rudes e profundos contra as fundamentais características da Escola Pública.

De uma Escola Pública para a democracia, passa-se para uma Escola Pública para o Mercado que esmaga a qualidade, cilindra a igualdade de oportunidades e a inclusão, afinal de contas, uma Escola para os interesses do Capitalismo, e não para o reforço do regime democrático.
Da formação da cultura integral do indivíduo para a formação estritamente profissional, para a esmagadora maioria dos estudantes.
Tal como este Governo beneficia a banca e os senhores do dinheiro com o esforço do trabalho dos portugueses, beneficia-os agora também com a destruição da Escola Pública, reduzindo-a ao papel de um instituto de formação profissional, uma espécie de antecâmara da exploração, da precariedade, e dos baixos salários e descartável. Cada vez mais, o Governo molda a escola para preparar os jovens portugueses a cumprir ordens, mas nunca a saber ou ousar questioná-las, nunca a saber interpretar criativamente a realidade para a transformar.
A revisão da estrutura curricular, ainda não publicada mas ilegalmente já colocada em marcha nas escolas, foi baseada no preceito máximo da destruição de postos de trabalho e na limitação da formação do indivíduo. Esta dita revisão – o fim dos desdobramentos em Ciências, a destruição da EVT, o fim da ET e a desvalorização da Educação Física – sem qualquer fundamento pedagógico ou científico, conjuga-se com a reorganização da rede escolar, a constituição dos mega agrupamentos, o aumento do número de alunos por turma, o despacho de organização do ano letivo, o subfinanciamento e encerramento sem qualquer alternativa dos cursos inseridos nas Novas Oportunidades, e o objetivo de gerar maior despedimento coletivo de sempre. São milhares e milhares de horários suprimidos nas escolas, colocando milhares de professores contratados no desemprego e outros tantos milhares em horários-zero.
O alargamento dos exames nacionais, a sujeição da abertura de cursos à chamada “empregabilidade”, a profunda limitação da ação social escolar, a nova proposta de estatuto do aluno representam as linhas mais retrógradas, mais passadistas da política educativa e ilustram bem as opções ideológicas do Governo PSD/CDS. Uma política orientada para a recriação da Escola Dual, para a separação cada vez mais marcada entre os estudantes que podem pagar e os que nada têm. Para os primeiros, tudo, para os segundos, nada. Para os filhos dos que podem pagar explicações privadas, computadores, livros, a universidade é o futuro. Para os que não comem sequer um pequeno-almoço antes de chegar às aulas, para esses, quanto muito um curso minimalista que o prepare para um trabalho precário.
A opção do anterior Governo PS de utilizar o POPH para desresponsabilizar o Estado em despesas permanentes e centrais da Escola Pública com professores e técnicos colocados em Escolas TEIP, o Ensino Profissional em Escolas Secundárias, o ensino artístico, o ensino profissional não estatal, foi desde sempre criticada e denunciada pelo PCP. A persistência deste Governo PSD/CDS nessa opção, além de revelar as evidentes consonâncias entre PS, PSD e CDS, empurra para situações de pré-ruptura conservatórios e escolas profissionais e empurra milhares para o desemprego.
A falta de pessoal não docente, técnicos, psicólogos e funcionários auxiliares, é cada vez mais gritante e agravar-se-á profundamente com a constituição dos mega agrupamentos, com 2 e 3 mil estudantes. Não haverá Estatuto do Aluno, Código Penal ou Autoritarismo que resolva os problemas nas escolas enquanto o Governo estimular as assimetrias sociais e guetizar os estudantes das camadas mais empobrecidas deixando os jovens estudantes sem qualquer acompanhamento nas escolas, sem um auxiliar de ação educativa presente, sem um psicólogo na escola.
A instabilidade volta às escolas, com professores desmotivados e exaustos intelectual, profissional e emocionalmente. A instabilidade volta às escolas, virando professores contra professores, a pretexto da autonomia escolar. Virando pais contra professores a pretexto da ética e da autoridade.
A escassos meses do arranque de um novo ano letivo, o Governo lança a confusão, envia ordens ilegais para as escolas e cria uma cultura de pânico, de indefinição e de expectativa desanimada, sacrificando a escola pública. Desengane-se quem pense que a eventual naturalidade dos primeiros dias de aulas corresponde a tranquilidade. É certo que as aulas se iniciarão em Setembro, que milhares de estudantes rumarão às aulas. A grande questão é se rumarão à Escola Pública, como prevista pela Lei de Bases, pela Constituição, à Escola Pública de Qualidade e democrática de Abril, ou se rumarão a uma fábrica de assimetrias, a uma linha de montagem de novos precários, de jovens cada vez menos formados, uma escola com menos meios, menos professores, menos funcionários, menos capacidade educativa.
Para travar a destruição da Escola Pública de Qualidade será determinante a mobilização e a luta dos professores pela dignidade profissional, pelo emprego com direitos e pela verdadeira autonomia e democracia nas escolas; os estudantes em luta pela Escola Pública, gratuita, democrática e de qualidade para todos; a luta dos pais, dos funcionários não docentes, que convergirão em defesa da Escola de Abril, contra o pacto de agressão da Troika e o Governo PSD/CDS que aplica com empenho um plano de afundamento e destruição nacional. Nessa luta, como está hoje neste Debate, estará também, combativo e empenhado, o PCP.
Disse.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

PCP propõe a reposição da taxa do IVA nos serviços de Alimentação e Bebidas nos 13%,


Projecto de Lei N.º 235/XII

Repõe a taxa do IVA nos serviços de Alimentação e Bebidas em 13%


O n.º 3 do artigo 123.º da Lei n.º 64-B/2011, de 30 de dezembro, Orçamento do Estado para 2012, agravou a taxa do IVA aplicada no setor da restauração de 13% para 23%, através da revogação das verbas 3 e 3.1 da Lista II anexa ao Código do IVA, o que correspondeu a um agravamento de 77% do imposto.
O Governo pretendeu justificar este agravamento com a necessidade de aumentar a receita do IVA, nomeadamente através da transferência das taxas reduzidas e intermédias do IVA da alimentação e serviços para as taxas superiores (ponto 1.26 do Memorando de Entendimento de 17 de Maio de 2011, um verdadeiro pacto de agressão ao povo e à economia portuguesa).
No decorrer do processo de discussão e aprovação do Orçamento do Estado para 2012 surgiram várias vozes opondo-se a este agravamento fiscal, num setor extremamente sensível, no plano interno, à perda de rendimento da generalidade dos trabalhadores portugueses e, no plano externo, às alterações de preço (depois de impostos) tendo em conta a importância da restauração na competitividade/atratividade da oferta turística, nos mercados internacionais.
Este aumento correspondeu a um, ainda maior, agravamento da perda de poder de compra da generalidade dos portugueses, o qual só não foi mais acentuado porque muitos estabelecimentos do setor assumiram a internalização do agravamento fiscal sem o fazer refletir no preço final pago pelos consumidores.
Segundo declarações do secretário-geral da AHRESP, a partir de 15 de Maio prevê-se uma forte aceleração de encerramentos de micro e pequenas empresas da restauração, devido ao impacto de tesouraria associado ao pagamento do IVA do primeiro trimestre de 2012: «Até agora tinha sido uma ‘derrocada’ pela quebra de consumo. A partir de agora passa a ser acrescida do impacto do aumento dos impostos, nomeadamente do IVA, até porque a maioria das empresas não conseguiu induzir este aumento nos preços de venda. Em Maio, será o final da catástrofe, porque vão [realizar-se] ser a maioria dos pagamentos trimestrais. Estamos extremamente preocupados».
Segundo dados da AHRESP, a crise e o agravamento do IVA poderão conduzir à extinção de 47 mil postos de trabalho e ao encerramento de 21 mil estabelecimentos, só em 2012! Nos dois primeiros meses deste ano o número de insolvências no setor sofreu um agravamento de 68% face ao mesmo período de 2011. Se compararmos com o mesmo período de 2010, concluímos que o agravamento atingiu os 174%.
Os serviços de alimentação e bebidas representam cerca de 45% do consumo dos visitantes estrangeiros e cerca de 34% do consumo referente ao turismo interno. Estes números demonstram a sensibilidade da atividade da restauração ao aumento das respetivas taxas de IVA para os 23%, elevando a taxa média de IVA do Turismo para 20,4%, face à concorrência espanhola com 11,1% de taxa média do IVA no Turismo.
À perda de competitividade e ao aumento dos preços resultante do agravamento fiscal, junta-se o corte brutal do poder aquisitivo dos salários da generalidade dos trabalhadores e dos reformados e pensionistas, para além dos efeitos que o aumento dos preços da energia (dos combustíveis, da eletricidade e do gás natural), a introdução de portagens nas antigas SCUT, assim como a brutal deterioração das condições e dos custos de acesso ao crédito e ao financiamento de tesouraria, têm em toda a economia portuguesa, com um impacto muito forte e especial no setor da restauração e similares.
Face à grave situação que o setor da restauração enfrenta e aos impactos negativos na vida dos portugueses, assim como na atividade económica em geral, e nomeadamente no Turismo, o Grupo Parlamentar do PCP propõe a reposição da taxa do IVA nos serviços de Alimentação e Bebidas nos 13%, repondo as verbas 3 e 3.1 da Lista II anexa ao Código do IVA.
Desta forma, esta iniciativa do Grupo Parlamentar do PCP vem dar resposta ao apelo incluído na petição contra o aumento do IVA nos serviços de restauração e bebidas promovida pela AHRESP.
Artigo 1.º
Aditamento à Lista II anexa ao Código do IVA
São aditadas à Lista II anexa ao Código do IVA, as verbas 3 e 3.1, com a seguinte redação:
3 – Prestação de Serviços
3.1 – Prestações de serviços de alimentação e bebidas
Artigo 2.º
Entrada em vigor
A presente lei entra em vigor no primeiro dia do mês seguinte à sua publicação.
Assembleia da República, em 15 de maio de 2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Recomendações de política económica da Comissão Europeia relativas a Portugal


Pergunta Escrita de João Ferreira e Inês Zuber no Parlamento Europeu

Recomendações de política económica da Comissão Europeia relativas a Portugal


A Comissão Europeia divulgou hoje recomendações de política económica relativas a Portugal. Nessas recomendações reconhece-se que a situação do emprego se deteriorou significativamente nos últimos meses, e que a mesma se vai agravar ainda mais ao longo deste ano. Esta situação dramática é indissociável do conteúdo do programa UE-FMI em curso no país. Sublinhe-se que programas com conteúdo idêntico, na Grécia e na Irlanda, tiveram e estão a ter idênticos resultados: desemprego em níveis históricos, pobreza e emigração.
É neste cenário que a Comissão inclui nas recomendações relativas a Portugal, agora divulgadas, a redução dos custos do trabalho e a redução da duração máxima dos subsídios de desemprego.
Recorde-se que há poucas semanas, na apresentação do chamado "pacote do emprego", a Comissão Europeia anunciou propostas ou intenções como "estabelecer salários dignos e sustentáveis e evitar situações em que as pessoas vivem perpetuamente de salários baixos" ou "reduzir a insegurança no emprego".
Assim, perguntamos à Comissão Europeia:
1. Tendo em conta que os salários portugueses já são dos mais baixos da UE, à luz das presentes recomendações, o que entende a Comissão por "estabelecer salários dignos e sustentáveis e evitar situações em que as pessoas vivem perpetuamente de salários baixos"?
2. De entre os milhões de portugueses em situação de pobreza, sabe quantos deles têm um emprego? Ou seja, sabe quantos portugueses foram arrastados para uma situação de pobreza vítimas de baixos salários?
3. Sabe qual a percentagem do rendimento nacional que cabe aos salários em Portugal? Sabe que essa percentagem tem vindo a evoluir de forma desfavorável aos salários nos últimos anos, sendo já hoje inferior a 50%?
4. Tem conhecimento dos dados relativos ao desemprego de longa duração e à sua evolução? Como justifica, à luz desses dados, a proposta de redução da duração máxima dos subsídios de desemprego, privando os trabalhadores desempregados de prestações às quais têm direito porque para elas descontaram enquanto trabalharam?

Sobre o «memorando de acordo» assinado entre o governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses


Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Sobre o «memorando de acordo» assinado entre o governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses


1. O “memorando de acordo” que governo e Associação Nacional de Municípios Portugueses subscreveram, (correspondendo inteiramente aos objectivos do Governo, independentemente das diferentes motivações em presença) é inseparável dos projectos de menorização e subversão do poder local presentes no Pacto de Agressão ao povo e ao país que o Governo cegamente procura impor. Um acordo que constitui, de facto, o caucionamento das linhas essenciais da ofensiva dirigida contra as autarquias e a sua autonomia (designadamente com a imposição da Lei dos Compromissos, da retenção arbitrária de 5% da receita do IMI ou do desvio de verbas do QREN alocados aos programas operacionais e à participação das autarquias), mas sobretudo uma porta aberta a novos ataques às populações, aos rendimentos das famílias e ao seu direito de acesso ao serviço público que as autarquias prestam.
2. Um “memorando de acordo” que não servindo o poder local nem as populações, está concebido em toda a linha para favorecer a banca e os seus interesses, que vê dívida de médio e longo prazo trocada por dívida de curto prazo com os ganhos que daí resultam e a criação de condições para uma transferência directa dos rendimentos das famílias, por via de aumentos insuportáveis do IMI, para os bolsos dos bancos pela afectação obrigatória dessas receitas à chamada consolidação orçamental.
Um “memorando de acordo” que consumando todos os roubos, todas as violações à autonomia das autarquias, todas as ambições destruidoras do poder local democrático, se apresenta pelo lado do governo como oferecendo uma linha de crédito de mil milhões de euros, pomposamente designada como de apoio à economia local. Mil milhões que seguramente correspondem a necessidades de muitos municípios exauridos financeiramente pela asfixia a que têm sido sujeitos, mas que representam praticamente, e é bom evocá-lo, o montante sonegado às autarquias desde 2010, numa operação em que o governo se propõe emprestar agora o que antes roubara. Ao contrário do que se propagandeou quanto a benefícios que daí adviriam, o que esta linha de crédito representará, para os municípios que se virem obrigados a aderir a tal “ajuda” é, não só a entrega da autonomia municipal, mas sobretudo um programa de saque aos rendimentos das populações pelo obrigatório aumento brutal e insuportável de todas as taxas, tarifas e impostos locais, pela redução ou eliminação de significativas parcelas da actividade municipal, pela imposição da proibição de apoio ao movimento associativo local, condições que redundarão em menos rendimento disponível das famílias, mais empobrecimento, menos actividade económica local, mais dificuldades e recessão.
3. Não pode deixar de se sublinhar o facto politicamente relevante, e em si mesmo expressão do conteúdo profundamente negativo do acordo em presença, de hoje mesmo na reunião do conselho geral da ANMP a maioria dos seus membros se ter distanciado do memorando de entendimento subscrito.

sábado, 26 de maio de 2012

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Dados de execução orçamental confirmam rumo recessivo


Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Dados de execução orçamental confirmam rumo recessivo

A Direcção Geral do Orçamento (DGO) divulgou a síntese da execução orçamental de Maio, a qual reflecte a informação disponível no final dos primeiros quatro meses do ano sobre a evolução das receitas e das despesas do Estado.
De acordo com a informação agora divulgada a receita efectiva do Estado caiu nos primeiros quatro meses de 2012 comparativamente com igual período de 2011 (-2,2%), enquanto a despesa efectiva subiu no mesmo período 2,6%.
Daqui resultou que o saldo global do Estado se agravou nos primeiros quatro meses do ano comparativamente com igual período de 2011 de -2 453,2 milhões de euros para -3 058,8 milhões de euros.
Estes resultados reflectem já os efeitos da profunda recessão em que o nosso país está mergulhado, conduzindo não à redução do défice orçamental pretendida, mas ao seu contrário. Tal como era expectável o efeito da queda da actividade económica reflectiu-se sobre o volume da receita fiscal arrecadada.
Os dados da execução orçamental agora divulgados – que, em resumo, reflectem uma redução total da receita por força da quebra da receita fiscal de 3% (em particular do IVA) e o aumento da despesa efectiva com origem sobretudo no aumento de encargos com o serviço da dívida pública - só permitem concluir que a política que tem vindo a ser seguida conduzirá a uma recessão cada vez mais profunda.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

SABIAM QUE A VOSSA FREGUESIA CORRE O RISCO DE DEIXAR DE EXISTIR?



       SABIAM  QUE  A  VOSSA
       FREGUESIA CORRE O RISCO
       DE DEIXAR  DE  EXISTIR?

Esclarecimento dos eleitos comunistas na Assembleia Municipal de Ponte de Lima.

Os eleitos Comunistas alertam as populações das freguesias do concelho que nas suas costas está a ser, há longo tempo, cozinhado nos gabinetes da Câmara Municipal em conjunto com os Presidentes de Junta, a extinção da vossa freguesia. Aguardando só a oportunidade para dar seguimento ao processo de extinção.

“OS COVEIROS DAS FREGUESIAS”
As populações das freguesias devem saber que nenhum órgão autárquico foi eleito com o mandato para liquidar freguesias, os Srs. Presidentes de Junta não podem ser os “coveiros” das suas próprias freguesias. A CDU apresentou à votação na Assembleia Municipal uma moção Contra a Extinção das Freguesias e em defesa do Poder Local Democrático, rejeitada pelos Srs. Presidentes de Junta, e pelos eleitos do CDS/PP e PSD.

Moção que manifestava oposição a qualquer proposta para a liquidação de freguesias e afirma a defesa do atual número das mesmas, por aquilo que representam para as populações, em cujo caldo se consolidaram e sobrevivem elementos essenciais da identidade comunitária à escala local.

A extinção de freguesias que alguns consideram enganosamente “agregação” é para satisfazer a vontade daqueles que há muito não se conformam com o carácter avançado, democrático e progressista do poder local e que alguns outros, em particular, de há muito consideram as freguesias como algo dispensável e até incómodo. O Brazão da freguesia passará a ser um ícone da história.

A Câmara Municipal não pode ser carrasco e cúmplice da liquidação de freguesias no seu concelho, não pode aceitar a chantagem da eventual redução das freguesias a extinguir, como se duma promoção comercial se tratasse. Com o desaparecimento da vossa junta de freguesia vai resultar em mais assimetrias e desigualdades. Juntar os territórios mais fortes, mais ricos ou com mais população com os mais fracos ou menos populosos, traduzir-se-á em mais abandono, menos investimento local, menos serviços públicos, menos coesão e oportunidades para quem menos tem e menos pode.

 Ao contrário do anunciado, o que se terá é menos proximidade e menos resposta direta aos problemas locais. Qualquer assunto que agora é possível tratar nas vossas freguesias, passarão a ser resolvidos na Sede da Junta de Freguesia que agora querem que seja criada com a extinção da freguesia em que nasceste e vives.

Os eleitos do PCP – Partido Comunista Português, consideram que a seriedade e coerência de qualquer reforma da organização administrativa que se pretenda eficaz devem considerar prioritariamente a criação das Regiões Administrativas e não a extinção de freguesias ou municípios.



 O QUE ELES DISSERAM NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

 O Sr. Presidente de Junta da Freguesia de Rebordões Souto entende que a Moção era tardia, garantindo que os autarcas vão fazer o que as populações entenderem”
Será que este autarca e todos os outros, deram a conhecer em tempo oportuno à população esta pretensa “Reforma Administrativa”? Terão dito que no próximo acto  eleitoral autárquico, nas freguesias a extinguir, as populações  não  elegerão um Presidente de Junta da sua terra. Então depois como é que vai fazer o que as populações entenderem?
“O Sr. Presidente de Junta da Freguesia da Vila de Arcozelo considera que não há extinção de freguesias, mas sim uma junção na óptica de gestão”
- Será que é “pressuposto errado” a Junta da Vila de Arcozelo não dizer à população que com a extinção para junção de outras freguesias, vai nascer a prevista Junta de Freguesia  da Além da Ponte? Sendo assim a  identidade das localidades será passado. A Vila de Arcozelo não terá Junta com esse nome. Ficará para a história o Brasão?

Está demonstrado que a proposta do Governo visa, única e exclusivamente, extinguir freguesias. Não contempla mais nada. Não há qualquer valorização ou dignificação do poder local democrático. Pretende-se impor a extinção de freguesias contra a opinião de todos, dos trabalhadores, das populações e dos autarcas, excepto os de Ponte de Lima!

Ler em htpp://eleitosdacdudepontedelima.blogspot.com a moção sobre a matéria.