sábado, 26 de maio de 2012

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Dados de execução orçamental confirmam rumo recessivo


Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Dados de execução orçamental confirmam rumo recessivo

A Direcção Geral do Orçamento (DGO) divulgou a síntese da execução orçamental de Maio, a qual reflecte a informação disponível no final dos primeiros quatro meses do ano sobre a evolução das receitas e das despesas do Estado.
De acordo com a informação agora divulgada a receita efectiva do Estado caiu nos primeiros quatro meses de 2012 comparativamente com igual período de 2011 (-2,2%), enquanto a despesa efectiva subiu no mesmo período 2,6%.
Daqui resultou que o saldo global do Estado se agravou nos primeiros quatro meses do ano comparativamente com igual período de 2011 de -2 453,2 milhões de euros para -3 058,8 milhões de euros.
Estes resultados reflectem já os efeitos da profunda recessão em que o nosso país está mergulhado, conduzindo não à redução do défice orçamental pretendida, mas ao seu contrário. Tal como era expectável o efeito da queda da actividade económica reflectiu-se sobre o volume da receita fiscal arrecadada.
Os dados da execução orçamental agora divulgados – que, em resumo, reflectem uma redução total da receita por força da quebra da receita fiscal de 3% (em particular do IVA) e o aumento da despesa efectiva com origem sobretudo no aumento de encargos com o serviço da dívida pública - só permitem concluir que a política que tem vindo a ser seguida conduzirá a uma recessão cada vez mais profunda.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

SABIAM QUE A VOSSA FREGUESIA CORRE O RISCO DE DEIXAR DE EXISTIR?



       SABIAM  QUE  A  VOSSA
       FREGUESIA CORRE O RISCO
       DE DEIXAR  DE  EXISTIR?

Esclarecimento dos eleitos comunistas na Assembleia Municipal de Ponte de Lima.

Os eleitos Comunistas alertam as populações das freguesias do concelho que nas suas costas está a ser, há longo tempo, cozinhado nos gabinetes da Câmara Municipal em conjunto com os Presidentes de Junta, a extinção da vossa freguesia. Aguardando só a oportunidade para dar seguimento ao processo de extinção.

“OS COVEIROS DAS FREGUESIAS”
As populações das freguesias devem saber que nenhum órgão autárquico foi eleito com o mandato para liquidar freguesias, os Srs. Presidentes de Junta não podem ser os “coveiros” das suas próprias freguesias. A CDU apresentou à votação na Assembleia Municipal uma moção Contra a Extinção das Freguesias e em defesa do Poder Local Democrático, rejeitada pelos Srs. Presidentes de Junta, e pelos eleitos do CDS/PP e PSD.

Moção que manifestava oposição a qualquer proposta para a liquidação de freguesias e afirma a defesa do atual número das mesmas, por aquilo que representam para as populações, em cujo caldo se consolidaram e sobrevivem elementos essenciais da identidade comunitária à escala local.

A extinção de freguesias que alguns consideram enganosamente “agregação” é para satisfazer a vontade daqueles que há muito não se conformam com o carácter avançado, democrático e progressista do poder local e que alguns outros, em particular, de há muito consideram as freguesias como algo dispensável e até incómodo. O Brazão da freguesia passará a ser um ícone da história.

A Câmara Municipal não pode ser carrasco e cúmplice da liquidação de freguesias no seu concelho, não pode aceitar a chantagem da eventual redução das freguesias a extinguir, como se duma promoção comercial se tratasse. Com o desaparecimento da vossa junta de freguesia vai resultar em mais assimetrias e desigualdades. Juntar os territórios mais fortes, mais ricos ou com mais população com os mais fracos ou menos populosos, traduzir-se-á em mais abandono, menos investimento local, menos serviços públicos, menos coesão e oportunidades para quem menos tem e menos pode.

 Ao contrário do anunciado, o que se terá é menos proximidade e menos resposta direta aos problemas locais. Qualquer assunto que agora é possível tratar nas vossas freguesias, passarão a ser resolvidos na Sede da Junta de Freguesia que agora querem que seja criada com a extinção da freguesia em que nasceste e vives.

Os eleitos do PCP – Partido Comunista Português, consideram que a seriedade e coerência de qualquer reforma da organização administrativa que se pretenda eficaz devem considerar prioritariamente a criação das Regiões Administrativas e não a extinção de freguesias ou municípios.



 O QUE ELES DISSERAM NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

 O Sr. Presidente de Junta da Freguesia de Rebordões Souto entende que a Moção era tardia, garantindo que os autarcas vão fazer o que as populações entenderem”
Será que este autarca e todos os outros, deram a conhecer em tempo oportuno à população esta pretensa “Reforma Administrativa”? Terão dito que no próximo acto  eleitoral autárquico, nas freguesias a extinguir, as populações  não  elegerão um Presidente de Junta da sua terra. Então depois como é que vai fazer o que as populações entenderem?
“O Sr. Presidente de Junta da Freguesia da Vila de Arcozelo considera que não há extinção de freguesias, mas sim uma junção na óptica de gestão”
- Será que é “pressuposto errado” a Junta da Vila de Arcozelo não dizer à população que com a extinção para junção de outras freguesias, vai nascer a prevista Junta de Freguesia  da Além da Ponte? Sendo assim a  identidade das localidades será passado. A Vila de Arcozelo não terá Junta com esse nome. Ficará para a história o Brasão?

Está demonstrado que a proposta do Governo visa, única e exclusivamente, extinguir freguesias. Não contempla mais nada. Não há qualquer valorização ou dignificação do poder local democrático. Pretende-se impor a extinção de freguesias contra a opinião de todos, dos trabalhadores, das populações e dos autarcas, excepto os de Ponte de Lima!

Ler em htpp://eleitosdacdudepontedelima.blogspot.com a moção sobre a matéria.

sábado, 28 de abril de 2012

OS COMUNISTAS NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL




OS ELEITOS COMUNISTAS NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL


  • Na sessão da assembleia municipal recentemente realizada, os eleitos comunistas abordaram temas candentes da vida social e política do Concelho.

Sandra Margarida Fernandes, Sobre a água referiu: Na agenda da informação do Senhor Presidente da Câmara Municipal é mencionada uma reunião com as Águas do Noroeste. Sabendo-se que a Associação Empresarial de Portugal mais a Parceria Portuguesa para a Água, desenharam o projecto que consiste na internacionalização das empresas do vasto sector da água (projecto, captação, distribuição, tratamento, estações elevatórias, tubagens, etc.).

Projecto que não é nem mais nem menos que uma engrenagem para privatizar a água que é um bem da humanidade. Esta eleita comunista manifestou forte oposição da CDU à transformação de um bem de todos para um negócio de alguns. E solicitou ao Município esclarecimentos dos objectivos da reunião com as Águas do Noroeste e ao mesmo tempo qual a posição do município em relação ao bem público da água.


  • Levantou ainda questões prementes e candentes em relação à gestão autárquica no concelho e que constituem preocupações de muitos munícipes quanto ao rumo de aspectos da vida democrática no Concelho, nomeadamente na descaracterização da zona ribeirinha e sobre a manifestação de medos de identificação para não receberem retaliações do município.
Por último interviu na discussão e votação da “Prestação de Contas do Município 2011”, tendo  afirmado que sendo estes documentos o reflexo de definição de prioridades e de opções políticas tomadas pelo município, que consideramos não corresponderem às necessidades básicas e prementes da realidade do Concelho, e também pela prática de certa engenharia contabilística como o caso da prestação de serviços daquela coisa chamada “projeto ponte de lima na Europa” os eleitos da CDU no ato consciente de se manifestarem, não encontram condição de votar favoravelmente a prestação de contas 2011.


Aludiu também que o Município desbaratou autênticos exageros de verbas em prestações de serviços, como:


  • Delimitação de Área 6 027.00€; Projeção de Filme 5 904.00€; Alojamento 5 200.00€; Execução da obra “As portadas na arquitetura civil no concelho” 13 395.00€; Projeto Ponte de Lima na Europa 4 000.00€.
  • E sugeriu que deveria haver menos obsessão por apresentar disponibilidades financeiras com valores altos e devia haver mais audácia para empregar grande parte dessa disponibilidade financeira em projectos abrangentes, tendo como principal motor o município em processos como o desenvolvimento da Suinicultura e na Reabilitação Urbana do Centro Histórico, procurando de facto com os proprietários soluções viáveis, para eliminar debilidades ao nível da degradação do edificado e no reduzido número de habitantes, mas neste capitulo as coisas estão paradas e paradinhas. 


A João Francisco Gomes (Noas), coube a tarefa de analisar e pronunciar-se sobre o Estatuto do Direito de Oposição – Relatório de Avaliação do ano 2011.

  • Considerando não poderem os eleitos da CDU estar de acordo com o dourado do “Estatuto do Direito de Oposição – Relatório de Avaliação” apresentado pelo município e considerou que o mesmo  não foi cumprido integralmente, enferma da contaminação de um “vírus antidemocrático”. É que querer “tapar o sol com uma peneira” não deixa ver os caminhos que assegurem o direito de exercer uma oposição democrática aos membros eleitos nos órgãos das Autarquias Locais, e que consequentemente a gestão autárquica do município de Ponte de Lima não esteja a ser regida pelo bom senso e pelo respeito das regras democráticas em toda a sua magnitude, conforme o é exigido pela lei das autarquias locais.


  • Ainda no mês de Abril
  • levou a voz da geração nascida na liberdade à Sessão da Assembleia Municipal em Saudação ao 25 de Abril e ao 1º de Maio
    A Revolução de Abril, realização histórica do povo português é data maior. E as datas que tocam, sensibilizam e movimentam o Povo, não podem ser esquecidas, até porque decorridos 38 anos, a Revolução dos Cravos mantém viva a esperança na construção de uma sociedade plenamente democrática e de alargada justiça social, tendo como inspiração os valores de Abril.
  • Na homenagem e evocação nesta assembleia municipal desta realização histórica do povo português, não podemos deixar de manifestar a nossa mais profunda desilusão pela passividade com que os senhores presidentes de junta de freguesias do nosso concelho, assistem impávidos e serenos à extinção das nossas freguesias, é inadmissível que o município e os presidentes de junta de freguesias tenham cozinhado dentro dos Gabinetes uma chamada “Reforma da Administração Local” à maneira do quero, posso e mando. Tudo feito nas costas das populações das freguesias, mandando às malvas tradições centenárias, milenares no caso de muitas das freguesias que querem ver extintas, em cujo caldo se consolidaram e sobrevivem elementos essenciais da identidade comunitária à escala local.
  • Com atitudes como estas de completa submissão às intenções de o governo extinguir freguesias, só vai restar despedirmos dos presidentes de junta presentes, porque muito em breve, grande parte de vós, ou outros, já cá não estarão. Restará dizer obrigado por tudo, e até à próxima, agradecendo o contributo que tiveram na gestão do poder autárquico local, mas não ignorando que com a vossa inercia de “grandes democratas” poderão ser os “coveiros” do poder local democrático, por deixarem morrer a maior conquista de Abril.
 A terminar daqui desta Assembleia saudamos o 25 de Abril e as próximas comemorações do 1º. de Maio e saudamos ainda os Capitães de Abril por terem sabido interpretar as profundas inquietações e anseios da população portuguesa num momento em que também eles sentiam na pele os dramas e as frustrações de uma guerra colonial injusta sem fim à vista.
E saudamos também todos aqueles que lutam por uma democracia avançada inspirada nos valores de Abril para retomar os caminhos da revolução, do projecto que continua inscrito na Constituição da República, na certeza de que com o PCP, com os trabalhadores e o povo, um dia esses caminhos de Abril serão retomados e os seus valores voltarão a ser praticados.





Ver intervenções na integra em http://eleitosdacdudepontedelima.blogspot.com

terça-feira, 24 de abril de 2012

Sobre as Comemorações do 25 de Abril


Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Sobre as comemorações do 25 de Abril


O PCP pronuncia-se pela valorização das comemorações oficiais do 25 de Abril, das quais emerge com particular significado a sessão que se realiza na Assembleia da República e cuja eliminação – que a direita pretende e já várias vezes tentou – contribuiria, de facto, para a sua menorização.
Valorização e significado que nenhuma actuação de qualquer governo (presente ou passados) por mais violadora dos valores de Abril e da Constituição da República Portuguesa que o seja – como há sucessivos anos o é – pode apagar ou justificar que se elimine.
Registando o sentimento crescente de indignação de milhões de portugueses, e também de muitos dos militares de Abril, perante um rumo de mais de trinta e cinco anos de política de direita que o PCP tem denunciado e combatido, o PCP sublinha que a defesa dos valores e conquistas de Abril é inseparável no presente momento da rejeição do Pacto de Agressão e do combate a um programa de empobrecimento, declínio e amputação da soberania que PS, PSD e CDS subscreveram com a União Europeia e o FMI.
O PCP apela aos trabalhadores e ao povo para que, com a sua participação nas comemorações populares do 25 de Abril, expressem a sua condenação pelo rumo imposto ao país e a exigência de ruptura com esta política e de concretização de uma outra política, patriótica e de esquerda que assegure a defesa dos direitos, o progresso social e a construção de uma vida melhor num Portugal com futuro.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

«Água é de Todos»


PCP realiza encontro com a Comissão Promotora da Campanha «Água é de Todos»

Quinta 19 de Abril de 2012

Uma delegação do PCP, com a presença do Secretário-Geral, recebeu os promotores da campanha "Água é de Todos", campanha que, reunindo cerca de 150 organizações, visa a defesa da água pública e impedir a privatização e que lançou uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos intitulada "Protecção dos direitos individuais e comuns à água".

O PCP, como a maioria do povo português, defende o direito à fruição à água como parte do direito à vida e manifestou a sua forte oposição à transformação de um bem de todos para um negócio de alguns.


terça-feira, 3 de abril de 2012

Sobre a participação da CGD nas OPA's da CIMPOR e da Brisa

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

PCP questiona Ministro das Finanças sobre a participação da CGD nas OPA's da CIMPOR e da Brisa

A participação da CGD no financiamento de parte da Oferta Pública de Aquisição da totalidade do capital da Brisa, pelos dois principais accionistas José de Mello e Arcus e a decisão de venda da participação accionista da CGD na CIMPOR, são duas decisões altamente lesivas do interesse público que deveria nortear a intervenção da CGD na economia nacional.
Num contexto de fortes restrições na concessão de crédito às famílias e à esmagadora maioria das empresas nacionais e em que o pouco crédito concedido é cada vez mais caro, não deixam de ser surpreendentes algumas decisões recentes tomadas pelo Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e que vieram a público na imprensa económica dos últimos dias.
A participação da CGD no financiamento de parte da Oferta Pública de Aquisição (OPA) da totalidade do capital da Brisa, pelos dois principais accionistas José de Mello e Arcus, operação que na sua totalidade está avaliada em cerca de 700 milhões de euros e a decisão de venda da participação accionista que o grupo CGD detém na CIMPOR (9,6%), no seguimento da OPA lançada pelo Grupo Camargo Corrêa, são duas decisões altamente lesivas do interesse público que deveria nortear a intervenção da CGD na economia nacional.
Na próxima 4ª feira na audiência ao Sr. Ministro das Finanças na Comissão de Orçamento,Finanças e Administração Pública, os deputados do PCP presentes nessa Comissão irão confrontar o Sr. Ministro das Finanças com estas decisões e irão exigir um esclarecimento cabal sobre as razões que levam o Estado, contra o interesse nacional, a alienar e privatizar toda a sua participação accionista na principal empresa cimenteira nacional e a participar no financiamento de uma operação bolsista, cujo interesse público é nulo e que não visa mais do que o favorecimento dos interesses do Grupo Mello, colocando os recursos públicos ao seu serviço.